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Quarta-Feira,
25 de Abril de 2018




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JUVENTUDE SEM ESPERANÇA

Os problemas dos jovens precisam ser urgentemente debatidos por educadores, pais de família, autoridades e os próprios jovens, para que se encontre um modo de evitar tragédias como as que tem sido divulgadas pela mídia.

EDUCAÇÃO
Dica de O Debate         
Floriano de Lima Nascimento

O comportamento dos jovens no Mundo Ocidental e nos países influenciados pela sua cultura experimentou transformações profundas a partir da revolução industrial. Mudou também o comportamento de outros grupos sociais, mas o alvo deste artigo é o público adolescente e pré-adolescente.

As transformações fizeram-se notar, ao longo do tempo, atendo-se os estudiosos a algumas referências significativas, como o período que se inicia em 1945 (fim da Segunda Guerra Mundial), e que vai de 1945 a 1968, 1968 a 1980, 1980 a 2000 e daí em diante.

Como não é possível examinar aqui tudo o que se passou nas últimas décadas, vamos tomar como base os fatos compreendidos entre o fim da Segunda Grande Guerra e os anos 60 de especial interesse para esta análise, pois marcam a luta dos jovens em busca de uma identidade e um projeto existencial, ou de um sentido para a vida, expressão que, na época dos Beatles e dos Rolling Stones, era utilizada nas leituras e nas conversas de jovens que buscavam uma orientação em meio às incertezas de uma era de acelerada mudança social e cultural.

Fatos especialmente marcantes desse período, que exigiriam, cada um, as dimensões de um tratado, são o surgimento nos EUA do movimento "Beat", do Rock' In Roll e da chamada "Revolução Sexual". Os nomes de James Dean, Elvis Presley e Marlon Brando, entre outros, irão exercer enorme influência no que passou a ser conhecido como "geração perdida" ou os "rebeldes sem causa".

Nos anos que se seguiram, a geração dos "rebeldes com causa", que protestavam contra a guerra do Vietnã, a segregação racial nos EUA, o "Apartheid" na África do Sul, a opressão contra as mulheres e a repressão política em vários pontos do mundo, encontraram a sua expressão no ativismo político, no movimento "hippie" e nas bandas de "Rock", com destaque para os Beatles, os Rolling Stones, Bob Dylan e outros artistas. Em maio de 68, os estudantes franceses saíram às ruas, exigindo reformas no sistema educacional daquele país, em uma iniciativa que se propagou para vários pontos do mundo e que, no país de origem derrubou o poderoso general De Gaulle da presidência da República.

Seguiu-se uma fase de revolução dos costumes, que afetou a família, as relações sociais e produziu um intenso experimentalismo religioso, que levou à macrobiótica, ao budismo, a astrologia, ao naturismo e outros caminhos. Daí em diante, sob a inspiração do lema cunhado por John Lennon ("O sonho acabou"), surgiram vários modismos, diferentes "tribos" e a maioria dos jovens abraçou o estilo "yuppie", enveredando-se pelos caminhos do "yuppismo" e do hedonismo.

O começo do século XX colocou a humanidade diante de desafios dramáticos, como o terrorismo em grande escala e, nos últimos anos, a consciência cada vez mais ampla da catástrofe ambiental que ameaça o Planeta.

Como reagem os jovens diante de tudo isso? Como estão seus projetos, e mesmo a busca do sentido para a vida numa conjuntura tão complicada? Se mesmo para os adultos, essas questões são tormentosas, para os que estão na fase da puberdade e da adolescência, ela tem um efeito deletério, desagregador, afetando negativamente pessoas ainda em formação.

O que acontece, a partir daí, são comportamentos de angústia, desequilíbrio e auto-destruição. Reportagem de grande importância publicada na edição 25 de fevereiro de 2007 do Estado de Minas analisa profundamente a questão. Sob o título de "Geração Aflita", a matéria examina os problemas enfrentados pela juventude, em nossos dias.

Foram ouvidos vários pais, perplexos diante do vazio interior que tem levado seus filhos a atitudes extremas, como os casos de um rapaz que entrou no quarto e simplesmente se enforcou, o da moça que se projetou num abismo dentro de seu carro zero quilômetro, o de um jovem que pulou do alto de uma ponte, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Problemas como esses precisam ser urgentemente debatidos por educadores, pais de família, autoridades e jovens, para que se encontre um modo de evitar tragédias como as mencionadas.

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O autor é Redator-chefe de O Debate, professor de Direito Econômico, Membro do Instituto Histórico e Geográfico e da Arcádia de Minas Gerais e do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra.
 


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