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Quarta-Feira,
26 de Setembro de 2018




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A Igreja e o mundo das comunicações

Comunicação

Em uma lista dos mais importantes sinais de progresso de nosso tempo, os meios de comunicação ocupariam um lugar especial. Graças a eles, nosso mundo se tornou uma “aldeia global”. A imprensa escrita, o rádio, o cinema e, particularmente, a televisão e a internet não apenas transmitem idéias e comportamentos, mas introduzem uma nova linguagem nos relacionamentos humanos e criam uma nova cultura.

O fenômeno das comunicações sociais obriga a Igreja a repensar sua presença no mundo. Ela existe para evangelizar – isto é, para transmitir a todos, de geração em geração, a mensagem que recebeu de seu Senhor e Mestre. Com essa preocupação e missão, sempre procurou se utilizar dos meios que estavam a seu alcance: a pregação em lugares públicos, o púlpito, o teatro, o livro etc. Hoje, coerentemente, ela necessita usar os poderosos meios de comunicação.

Continua atual a observação do Papa João Paulo II: “O primeiro areópago dos tempos modernos é o mundo das comunicações” (cf. Carta Encíclica Redemptoris missio, 37c). Na antiga Atenas, areópago era o espaço público onde sábios, oradores e poetas expunham suas idéias e propostas. O apóstolo Paulo julgou que seria o lugar ideal para anunciar Jesus Cristo, morto e ressuscitado. A receptividade que teve, contudo, não foi das melhores – ao contrário, teve diante de si um público desinteressado e irônico. Em nossos tempos, a Igreja chama de areópagos aqueles ambientes em que o Evangelho está ausente ou em que é difícil anunciá-lo.

Qual outro ambiente se enquadra tanto nessas características como o mundo das comunicações? Se a Igreja conseguir usá-los, e o fizer adequadamente, terá neles “um apoio precioso para difundir o Evangelho e os valores religiosos, para promover o diálogo e a cooperação ecumênica e inter-religiosa, assim como para difundir aqueles princípios sólidos que são indispensáveis para construir uma sociedade respeitadora da dignidade da pessoa humana e atenta ao bem comum” (João Paulo II, Carta Apostólica O Rápido Desenvolvimento, 7).

É fácil constatar que acreditamos pouco, muito pouco, na importância dos meios de comunicação social para o cumprimento de nossa missão evangelizadora. Não é fácil responder a essas perguntas: Que lugar os meios de comunicação social ocupam em nossos planos de evangelização? Do ponto de vista econômico, quanto investimos na utilização desses meios para a evangelização – isto é, do total de gastos feitos por nossas paróquias e dioceses, qual a percentagem destinada a essa área? Enfim, quanto tempo dedicamos à utilização desses meios em nossos trabalhos diários, semanais e mensais?

“Anunciai a boa nova.” É fundamental que, na Igreja, a utilização dos meios de comunicação a serviço do Evangelho deixe de ser uma iniciativa de indivíduos ou grupos, passando a fazer parte de forma decisiva de nossas programações pastorais. Essa decisão fará com que, entre outras coisas, busquemos caminhos para apoiar decisivamente os profissionais cristãos que trabalham nos meios de comunicação. Afinal, somente se sua fé for continuamente alimentada eles poderão colaborar decisivamente para que a mídia promova a justiça e a solidariedade.

Dom Murilo S.R. Krieger, Arcebispo de Florianópolis


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