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Terça-Feira,
20 de Fevereiro de 2018




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Assertividade torna-se a nova menina-dos-olhos do mercado corporativo


Um currículo recheado de experiências em diversas corporações, graduação em uma universidade renomada, conhecimento de duas ou mais línguas estrangeiras, vivência no exterior, pós-graduação ou MBA (Master in Business Administration) que garantam especialização em determinados assuntos, capacidade de gerar conflitos, instinto nato de liderança e de trabalho em equipe, atividades paralelas como a filiação a uma ONG (Organização Não-Governamental). Todos os itens acima são considerados, há duas décadas, requisitos básicos para quem busca um lugar ao sol no mercado de trabalho - não importa sua área de atuação - e podem servir como diferencial na hora de desbancar um concorrente na disputa por aquela tão almejada vaga ou mesmo na promoção em sua atual empresa.

Mas uma outra qualidade começa a ganhar destaque no mercado corporativo, tornando-se escopo de muitos headhunters (os "caçadores de talentos") e consultores de carreira na hora de avaliar o perfil ideal do profissional que procuram: a assertividade. O conceito não é novo, mas em tempos em que a ética e o sócio/ecologicamente corretos passam a ditar as normas internas de muitas empresas, brasileiras ou multinacionais, o termo ganha força por tratar dos funcionários não apenas pelos seus talentos e experiências, mas levando-se em conta seu próprio comportamento e sua estrutura emocional.

O assertivo, acima de tudo, é um ser diplomático. "É o profissional que busca defender seus desejos, sem ignorar os dos outros. Faz abordagem direta dos assuntos e problemas, mas exprimindo respeito pelo chefe ou colega de trabalho, ouvindo e procurando entender a perspectiva do outro, aceitando acordos e soluções integradoras. Expõe claramente suas posições, opiniões e sentimentos, já que sua auto-estima está acima de sua preocupação pela aprovação social", explica a consultora de Gestão em Pessoas e Negócios do Instituto MVC, uma organização especializada em educação corporativa, Denize Dutra.

Em linhas gerais, assertividade é o atributo que caracteriza a busca do equilíbrio entre fazer valer seus direitos, sem ignorar os dos que trabalham com você. É o equilíbrio entre o comportamento passivo (aquela pessoa que a tudo cede e raramente diz não, mesmo quando sabe que determinada opinião pode ser prejudicial ao trabalho) e o agressivo (o oposto, que adota atitudes intransigentes). "As pessoas passivas acabam chegando a um limite de saturação, por estarem sempre cedendo, bem como as agressivas, que geram muita dificuldade no relacionamento interpessoal e resistência por parte dos outros", diz a consultora, que completa: "O nível de realização pessoal depende muito do quão satisfeita consigo mesma uma pessoa está, pois precisamos de coerência interna entre o que pensamos, sentimos e nossa forma de agir. Pessoas que não se posicionam acabam sendo incoerentes com seus próprios valores, expectativas, interesses e necessidades", resume.

Diante desse quadro, fica a pergunta: como saber se eu sou assertivo? "Depende apenas de observar seu comportamento e sua comunicação. Pessoas assertivas expõem opiniões com clareza e objetividade, focam o ponto principal. Não se omitem nem concordam com os outros apenas por terem que opinar. Por outro lado, quando expressam suas idéias, não desconsideram as dos demais.

Outra indagação que surge é: como aplicar a assertividade no nosso dia-a-dia? Um exemplo comum nas organizações ocorre nas reuniões. Muitas pessoas não conseguem expor suas opiniões, por diferentes motivos (timidez, medo de discordar, necessidade de aprovação pessoal, outros). Acabam aceitando a idéia de outros sem estarem de fato convencidos e depois mais para a frente se defrontam com inúmeros problemas decorrentes de sua omissão. Outro exemplo é a dificuldade de dar um feedback construtivo para um colega. "Por essas e outras, em minha opinião, a assertividade é uma competência indispensável ao líder. Como um comandante ele irá influenciar as pessoas por meio de suas atitudes e palavras se não for assertivo? Como ganhará confiança por parte das pessoas? Como tomará decisões?", questiona.

Liderança e assertividade

Assertividade e liderança, apesar de suas diferenças técnicas, são dois atributos que caminham lado a lado - ou deveriam caminhar - na vida dos profissionais, defende o diretor de Recursos Humanos do IBTA Carreiras, Marcos Vono. "A cada dia percebemos que por mais que os profissionais tenham saído de boas universidades, suas competências são tão ou mais importantes do que o local onde estudaram", opina. Conforme o especialista, é necessário entender, a princípio, esse novo conceito de liderança cobrado pelas corporações e os contratadores, que não se remete mais à busca do "super-homem", aquele profissional capaz de realizar todas as tarefas, por mais impossíveis que pareçam. "O líder, atualmente, é aquele que entende os rumos de sua companhia e consegue colocar sua equipe no mesmo caminho. Entende seu papel e consegue trabalhar com os mais diversos perfis de pessoas", conta.

A assertividade complementa o papel de liderança. "Envolve mais o lado emocional do que o de tomada de decisões. Assertivo é o indivíduo que se compromete a realizar uma tarefa quando entende que ela é possível de ser realizada, mas também declina quando prevê que faltará tempo, equipe ou orçamento. É melhor realizar menos atividades, mas de maneira mais eficaz, do que gastar tempo e dinheiro em trabalhos que ficarão incompletos", diz. A questão da assertividade, explica Vono, é cobrada já no momento da entrevista em muitas empresas, em pequenos detalhes que o pretendente à vaga muitas vezes toma como menos importantes. "Um exemplo que gosto de dar é o da leitura. Todos os jovens sabem que é interessante ler bastante, mas poucos o fazem. Na hora da entrevista, porém, manifestam seu gosto por literatura, sem conseguir aprofundar uma conversa ou lembrar o último livro que leram. Se existem valores próprios, é preciso sustentá-los", conta.

A gerente da unidade de recrutamento da Gelre, organização especializada em recolocação profissional, Vera Módolo, explica que liderança e assertividade são duas características altamente importantes, nos dias de hoje, porque o foco do mercado corporativo, cada vez mais globalizado e disputado palmo a palmo pelas empresas, é o resultado. "Se houver apenas uma vaga para um cargo de alto escalão e dois candidatos, provavelmente os dois terão boa formação, diferencial (línguas) e domínio de ferramentas tecnológicas. O diferencial será o quanto foram capazes de serem líderes e assertivos. As empresas cobram profissionais com capacidade para trabalhar com os menores custos, no menor tempo, e com a maior qualidade. Essa trilogia é o diferencial que faz qualquer negócio acontecer atualmente", finaliza.

Nesse cenário, mais dois atributos chegam para completar o perfil de um profissional completo: resiliência e agilidade. "Manter-se controlado em um ambiente de mudanças constantes, com fusões e aquisições, é fundamental para a saúde do profissional e da própria empresa. Para isso, ele precisa de agilidade para mudar de comportamento quando for preciso", finaliza a professora de Liderança do BBS (Brazilian Business School), Irene Ferreira Azevedo.

Felipe Datt
www.universia.com.br

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