Expediente Fale Conosco Nossas Igrejas Departamentos Quem Somos APS On-line Menu Principal Quem Somos APS On-line Departamentos Nossas Igrejas Fale Conosco Expediente

Terça-Feira,
24 de Abril de 2018




Trabalhe Conosco
Editor da Casa Publicadora Brasileira participa de conferência bíblica mundial

O Pastor Marcio Dias Guarda é editor de Mídia Digital e dos livros do Espírito de Profecia na Casa Publicadora Brasileira. Nos dias 7 a 17 de julho, esteve na Turquia, participando da 2ª Conferência Bíblica Internacional. Nesta breve entrevista, concedida a Michelson Borges, fala sobre o evento e sobre as visitas a pontos históricos do cristianismo. Na foto acima, o Pastor Márcio está junto às ruínas de Sardes. Logo atrás dele, vê-se uma rua do primeiro século da Era Cristã e o edifício com colunas é a reconstrução feita por arqueólogos da entrada de um ginásio romano, onde havia piscinas, sauna, etc.

Fale um pouco sobre a Conferência Bíblica Internacional.

A 2ª Conferência Bíblica Internacional, realizada de 7 a 17 de julho, em Éfeso, na Turquia, foi organizada pelo Biblical Research Institute (que pertence à Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia) e Adventist Theological Society. O tema geral foi “O teólogo adventista e a natureza, missão e unidade da Igreja”. O objetivo principal foi reunir um número expressivo de teólogos adventistas de todo o mundo para discutir a eclesiologia do ponto de vista adventista, uma vez que a Igreja Adventista do Sétimo Dia está crescendo rapidamente e se confrontando com diferentes culturas e etnias, em todo o mundo, com a possibilidade de se tornar a maior igreja protestante do mundo dentro de alguns anos. Os desafios que a globalização e a diversidade colocam diante de um movimento que pretende manter uma unidade mundial sem perder seus fundamentos bíblicos e históricos levaram à organização dessa conferência.

A 1ª Conferência Bíblica Internacional foi realizada em Jerusalém, há 7 anos. Até o momento não há periodicidade para essas reuniões de consulta e estudo. Partiu desta 2ª Conferência uma recomendação para que sejam qüinqüenais. Cada uma das divisões administrativas da Igreja Adventista recebeu de 20 a 30 vagas para indicar teólogos que representassem sua região e contribuíssem na Conferência. Participaram 235 teólogos no total, sendo 27 da Divisão Sul-Americana – sete desses eram brasileiros; além de mim, havia mais três brasileiros que trabalham em outras regiões.

Por que a Turquia foi escolhida para sediar essa Conferência?

A Turquia praticamente corresponde à Ásia Menor, local para onde o cristianismo foi levado logo de início, no primeiro século da Era Cristã, através de apóstolos extremamente dinâmicos como Paulo e João, além de Barnabé, Marcos, Tito e Timóteo. Isso resultou na constituição de igrejas cristãs fortes, que contribuíram para mudar a sociedade em geral. Onde foram permitidas escavações arqueológicas resultaram em grande número de achados que lançam luz sobre essa influência cristã, bem como sobre fatos da história bíblica que ali ocorreram. Para um cristão, há muito para ver, conhecer e estudar na Turquia, exatamente porque esses fatos ajudam na compreensão do Novo Testamento. Por outro lado, a Turquia é hoje um país com 99 por cento de população muçulmana e leis que não favorecem o estabelecimento de igrejas cristãs, além de raramente permitir novas escavações arqueológicas por iniciativa de instituições cristãs.

Que assuntos foram discutidos neste ano e quais suas impressões a respeito?

O tema da eclesiologia dominou a maior parte das 12 plenárias e diversos dos cerca de 70 seminários. As plenárias tinham como objetivo reforçar e subsidiar a compreensão dos fundamentos da doutrina da igreja, bem como considerar a sua aplicação nos tempos atuais e no futuro. Os seminários eram mais abertos a pontos de vista pessoais, mais dinâmicos e algumas vezes controvertidos. Como todos encaravam sua participação com muita seriedade, as contribuições foram em geral excelentes.

O que mais o impressionou na programação?

O clima de cordialidade, o respeito pelas diferenças, a consciência de que o cristianismo avança mais e melhor no hemisfério sul, entre os jovens e os conservadores, e por isso a disposição de ouvir a respeito dos métodos e programas desenvolvidos nessas áreas.

Descreva a emoção de visitar lugares tão caros à história do cristianismo, como a ilha de Patmos.

Recordar detalhes da história nos próprios locais em que os fatos ocorreram e, freqüentemente com o auxílio de inscrições originais, ruínas e objetos causa uma impressão muito forte, ótimos insights de compreensão da mensagem bíblica e algumas vezes leva às lágrimas. É uma experiência inesquecível. Patmos é uma ilha graciosa que transpira a história do Apocalipse. As ruínas de Éfeso são extremamente ricas de achados que iluminam a história bíblica, tanto que após visitar com o grupo e os guias locais eu fiz questão de voltar ao local para uma visita sozinho para meditar e fotografar com mais detalhes.

O senhor também aproveitou para realizar um passeio cultural por conta própria em Istambul. Fale um pouco sobre a cidade.

Istambul é hoje uma cidade com 12 milhões de habitantes, com uma vitalidade econômica e comercial trepidante, mas que conserva muito bem os marcos culturais das civilizações que ali viveram; tendo sido a capital de três grandes impérios e a maior cidade do mundo. Há muitos museus, palácios, mesquitas, e outros locais para visitar, em geral com uma arquitetura e arte riquíssimas, além das belezas naturais, às margens do Bósforo.

Michelson Borges


  Envie a um amigo

Site UCB Escolas Adventistas Portal Adventista Página Inicial Escolas Adventistas Portal Adventista Página Inicial