Expediente Fale Conosco Nossas Igrejas Departamentos Quem Somos APS On-line Menu Principal Quem Somos APS On-line Departamentos Nossas Igrejas Fale Conosco Expediente

Domingo,
23 de Setembro de 2018




Trabalhe Conosco
Educação em rota de colisão

Uma frase continua ecoando de uma homilia do professor Valdecir Lima, ano passado: “Se você acha caro investir em educação, experimente a ignorância.” No 12.º episódio da série norte-americana Prison Break, um dos detentos acredita que o perfil de Darwin sempre supera o de Einstein. Ou seja, a força coagindo o intelecto. Assim, a educação não se revela aos olhos daqueles que dominam as instituições como uma solução, mas uma arma revolucionária nas mãos da massa, um trampolim para a concorrência ao poder. Por isso alguns imaginam que poucos devem ter livre acesso à fonte do saber.

Com o surgimento da imprensa, o renascer das artes e a reforma religiosa do século XVI, emergiram novos horizontes e se abriram lúcidas perspectivas de crescimento econômico, social, político e intelectual. A mentira começou a ser desmascarada, a opressão de séculos se encaminhou ao patíbulo e o homem se libertou das servis amarras da consciência. Atalho criado para o ressurgir e o desenvolvimento da educação.

Século XXI, Brasil. Menos de 5% da população chega ao ensino superior. Ensino médio, falido. Fundamental, na contramão da razão. Governo despreocupado. Os interesses são de outra natureza. Por enquanto, em Terra Papagalli , Darwin vence Einstein. Por quê? Porque os educadores filosofam demais, não observam aspectos práticos necessários às transformações e preferem o empirismo das falsas divagações à realidade experimentada na carne por alunos, pais, professores e administradores. Aliás, nem todos - senão a maioria - já estagiaram em sala de aula, a não ser como discentes. Às vezes relapsos demais para assumirem tamanha incumbência.

Apesar dos aparentes avanços pedagógicos, a distância entre os que sabem e os que nada ou pouco conhecem se alarga cada vez mais, aprofundando o abismo entre Darwin e Einstein. Questionada quanto ao uso inacessível de uma linguagem dita científica nos trabalhos acadêmicos, uma doutora em Educação justificou este fato com a necessidade de se perpetuar o abismo entre “educados” e “ignaros”. Como explicar isso às massas? Usando de artifícios paliativos, como programas de combate à fome, à pobreza, de estímulo à prática de esportes e de artes marciais em comunidades carentes, do uso adequado de preservativos, etc. e tal? Eis um superprojeto de seleção natural. Todavia, o único caminho para se libertar da lama, o caminho da educação, continua relegado ao esquecimento, à omissão.

Enquanto a educação receber o impacto de forças interesseiras, seja de partidos políticos, correntes filosóficas ou instituições empresariais, o sentido da reflexão quanto aos destinos da sociedade permanecerá revestido sob o lúgubre véu da ignorância. Ou a sociedade se liberta desses poderes ou realiza seu percurso de volta aos tempos de escuridão.

Ruben Holdorf
 


  Envie a um amigo

Site UCB Escolas Adventistas Portal Adventista Página Inicial Escolas Adventistas Portal Adventista Página Inicial