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Terça-Feira,
20 de Fevereiro de 2018




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Apocalipse Urbano

Diante de tantos testemunhos de vitória contra a ordem social, como ensinar às crianças que o crime não compensa, que a honestidade deve ser preservada?...  

O mês de maio, este ano, foi mais das viúvas que das noivas; e muitas mães choraram seu dia, pela ausência de muitos filhos mortos. Uma guerra absurda tomou São Paulo e levou a cidade a um nível inédito de pânico.

Por mais que se tente "sociologizar" essa onda de violência, atribuindo culpas e apontando soluções, a sensação final é sempre a da impotência. Primeiro a nossa, cidadãos teoricamente protegidos pela Lei. Depois a do Estado, desmantelado pela incúria e pela corrupção.

Sobram poucos caminhos para se escapar da barbárie, quando as posições se invertem - ou se distorcem - na sociedade dita organizada. Quando, por exemplo, criminosos têm mais ascendência sobre comunidades, quando autoridades se confessam incompetentes na contenção do crime e, mais grave, quando já não se sabe quem é bandido ou não, acaba-se duvidando do nosso próprio nível de civilização.

As metrópoles brasileiras sofrem do inchaço causado pelo êxodo rural. A falsa promessa de redenção social, muitas vezes, transmuda o sonho de retirantes em pesadelos de revolta e entrada no submundo criminal. Gente originalmente boa transformada em "soldados", "aviões", "mulas" e outras tantas denominações para os peões do tráfico, da extorsão e do contrabando. Os mandantes continuam os mesmos, as legiões de marginais é que se renovam e crescem, à sombra do crime organizado e institucionalizado.

Existe, ainda, a nova geração de bandidos bem-criados e instruídos, prontos a colocar em prática seus conhecimentos e o pior do que absorveram da TV, da Internet e do que resultou da desatenção familiar.

Não podemos esquecer dos exemplos máximos da roubalheira: os chamados criminosos do colarinho branco. Pertencentes a tantas categorias profissionais "de risco", esses indivíduos se tornaram o paradigma para qualquer candidato ao crime, pois são - ao mesmo tempo! - os exemplos perfeitos da usurpação em larga escala e o modelo de competência para qualquer candidato à bandidagem.

Diante de tantos testemunhos de vitória contra a ordem social, como ensinar às crianças que o crime não compensa, que a honestidade deve ser preservada?... Nossas palavras terão pouco ou nenhum efeito, até porque as mídias travestem suas atrações e apologizam a demolição da dignidade pessoal e coletiva.

Penso que, em São Paulo ou no Piauí, em Paris ou Bagdá, a saída estará sempre atrelada ao bom exemplo, ao testemunho de pais, mestres, artistas, parlamentares, governantes e religiosos. Nossos formadores de opinião e de caráter jamais poderiam descuidar da força que têm na consciência e no imaginário dos jovens. Sua influência ultrapassa em muito o nível da informação e do entretenimento, ao tomarem conta das mentes e dos corações adolescentes.

Essa verdadeira ralé de celebridades pré-fabricadas, esse mundo descartável da sub-arte midiática, essa mega-exploração comercial, precisa ser rejeitada pela decência dos pais, pela genialidade dos professores, pela criatividade dos artistas, pela honestidade dos governantes, pela santidade dos gurus de todos os credos.

Só assim haverá esperança de evolução, só assim poderemos ver o surgimento de gerações pacíficas, de uma sociedade produtiva, igualitária e inclusiva.

J. Olímpio

Fonte: Sentidos

Publicado com permissão.
 


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