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Domingo,
15 de Julho de 2018




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Qual foi o primeiro clube do Brasil?

Ademar Zabel é desbravador desde os 7 anos de idade, em Santa Catarina, onde morava. Nasceu em 1950, exerce a profissão de alfaiate e é casado com a professora Solange do Prado Zabel, com quem teve quatro filhas. Em São Paulo há 7 anos, atualmente participa do Clube de Desbravadores Pioneiros, no bairro do Capão Redondo. Ele fala sobre a inauguração do uniforme, a primeira investidura, e as transformações que ocorreram de lá para cá.

Paulista Sul: Como você conheceu o Clube de Des bravadores?

Zabel: Minha história no clube começou quando eu tinha de sete para oito anos, quando o pastor Feyrabend [lê-se: “Fairaben”] chegou em Santa Catarina , vindo do Canadá. Ele era um dos maiores incentivadores, tanto que no Canadá ele tinha três clubes grandes. Quando chegou ao Brasil, conheceu a igreja de Lajeado Baixo, à qual eu pertencia, uma igreja de sítio, de interior. E ele gostou muito daquela molecada e já começou fazer o formar o clube de des br avadores. Isso foi em 1958. No início, a gente fazia trilhas - era a principal atividade. Mas o pastor Feyrabend também nos ensinava camuflagem no mato e até resgate. E o clube já começou com o sistema de unidades e tudo. Na época Lageado Baixo pertencia a Brusque.

Paulista Sul: Como foi a primeira investidura?

Zabel: A primeira investidura foi no dia 20 de a br il de 1960. Foi uma festa muito grande, pois além de ser a primeira investidura de classes progressivas, também foi a inauguração do uniforme. Antes, as Classes Progressivas, aqueles cartões com atividades e especialidades, eram feitos pelo que seria o atual ministério jovem. Também não tinha as seis classes, que até hoje são a base das atividades do clube. Eram só quatro classes.

Paulista Sul: No X Campori da APS – Sempre de Jesus, você foi apresentado como o des bravador br asileiro mais antigo. Este clube foi o primeiro do Brasil?

Zabel: Ninguém tem detalhes so br e a história do primeiro clube do Brasil. Só temos os fatos que ouvimos dizer, pela falta de registros de datas. A história que eu conheço, e da qual participei é esta. Em 1958 o pastor Henry Feyrabend iniciou atividades do clube em Lageado Baixo , em 1960 tivemos a inauguração do uniforme e a primeira investidura de Classes Progressivas.

Em janeiro de 1961 o pastor Feyrabend participou de um congresso de jovens no Chile, a fim de buscar novas diretrizes para as atividades do clube. Nesse mesmo congresso, o pastor Wilson Sarli soube da existência dos des br avadores e achou que não tivesse outro no Brasil. Então, ele a br iu um clube em Ribeirão Preto.

Mas se sabe que no bairro do Capão Redondo também já tinha o clube Pioneiros, que foi implantado por um pastor que esteve nos Estados Unidos copiou de lá. Agora, isso é um detalhe insignificante. O importante é termos mais e mais clubes em todo lugar. A única coisa que eu posso garantir é que eu conheci o clube em 1958 e participei de uma investidura em a bril de 1960. Disso não tenho nenhuma dúvida.

Paulista Sul: As atividades do clube eram mais interessantes no início ou agora? Mudou muita coisa ou tem sido mantido um padrão?

Zabel: Naquela época, em matéria de programa, tínhamos mais coisas do que hoje. A gente perdeu muita coisa pelo tempo. Surgiram coisas novas e outras se perderam. Na época, nosso programa básico das equipes era realizar três atividades mensais, e fazer um relatório que era lido pelo secretário da unidade. Eram as idéias MV (Missionários Voluntários).

No relatório apresentávamos uma atividade social, uma atividade missionária e uma atividade de lazer. A equipe tinha que fazer isso fora do horário de atividade do clube.Essa necessidade de relatórios motivava a equipe para fazer sempre um bom trabalho. Os melhores relatórios eram inseridos no programa jovem no sábado à tarde. Hoje não há tanto rigor nesse sentido. Acho que essa é uma das coisas que o clube perdeu. Mas a sociedade mudou e há coisa novas em outras áreas também. Na época, a prioridade da igreja era o clube de des br avadores. Para o juvenil, a sensação era o clube.

Paulista Sul: Os juvenis gostavam mais do clube naquela época, ou agora?

Zabel: Ninguém tinha televisão, ninguém tinha coisas para fazer. A gente esperava a semana inteira por aquele momento. Hoje é diferente. Tem muitas atividades para os juvenis. Acho que os juvenis que estão clube de des br avadores são verdadeiros heróis pois a disputa pela atenção deles é muito grande. E se a diretoria não faz um programa muito bem elaborado não consegue a simpatia deles. O desafio para manter os juvenis no clube, hoje, é muito maior do que antes, por causa da televisão, do videogame, e outras atividades.

Paulista Sul: A frase tradicional das investiduras “uma vez des bravador, des bravador sempre”, é real até que ponto?

Zabel: Eu vou ser des br avador até morrer. No clube tive tantos líderes que deram um ótimo exemplo de vida e do significado de ser um des br avador, que não dá pra pensar em deixar de ser um. Mesmo quem deixa de ser mem br o, carrega para sempre a responsabilidade do lenço, e de ser um servo de Deus e um amigo de todos. Um exemplo de amizade é o do próprio o pastor Feyrabend. Ele tinha um carisma tão grande que quem o conheceu não tem como esquecer. Outro exemplo é o meu tio, já falecido, Aroldo Fukner. Ele também foi um homem em quem a gente podia se espelhar.

Paulista Sul: Quais as principais características do bom des br avador?

Zabel: A pontualidade é uma das principais coisas. A participação, a amizade, principalmente o espírito de equipe, pois o clube inteiro gira em torno disso. Eu acho que o des br avador de hoje tem que pensar o seguinte: o meu clube é bom se eu sou um bom des br avador. Ás vezes os juvenil espera só da diretoria e não contribui para nada. Tem que ter dedicação dos dois lados.

Paulista Sul: Você está escrevendo um livro so bre  “memórias de um des bravador”. Qual a previsão para o lançamento?

Zabel: Na verdade, eu ainda estou compondo as histórias, as histórias que eu conheço, das quais participei, aquilo que eu vivi. Já escrevi algumas histórias, e sempre me lem br o de episódios e mais episódios, e vou anotando. Ainda não tenho uma previsão para o lançamento, mas acredito que será um material histórico interessante so br e o universo dos des br avadores, desde os meus sete anos de idade, até hoje.
 

Débora Carvalho

 

 

 

 


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