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Terça-Feira,
20 de Fevereiro de 2018




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Precisamos de adventistas dos sete dias e não apenas no sétimo dia

Você pode não perceber, mas ser um cristão todos os dias também faz diferença na vida de alguém

São Paulo, 29 de Setembro de 2009

COMUNICAÇÃO
Por Erton Kohler

No mês de julho deste ano, tive o privilégio de visitar outra vez a cidade de Battle Creek, Estados Unidos. Esse foi o lugar onde nossa igreja se organizou e cresceu. Ali foi dado o ponto de partida para nossa obra de publicações, saúde, educação e nossa mensagem tomou corpo. Junto com um grupo de jovens e adultos de diferentes partes da América do Sul, fomos à “Vila da Herança Adventista”. Nela está a casa de Ellen White e o quarto onde escreveu O Grande Conflito, depois de uma dura batalha contra o inimigo. Estão ali também duas réplicas de nossas primeiras igrejas e da primeira escola, entre outras lembranças de nossa história. É sempre uma inspiração voltar a esse lugar.

Após a visita à “vila adventista”, nosso grupo foi ao cemitério Oak Hill, onde estão sepultados muitos pioneiros, inclusive Ellen White e sua família. Ao redor do túmulo da família White, conversamos sobre a história de nossa igreja e relembramos também um pouco da vida de Guilherme Miller. Alguém me perguntou se conhecia um texto em que Ellen White fala dos anjos que guardam o túmulo dele. Realmente, em Primeiros Escritos, p. 258, ela diz que “os anjos vigiam o precioso pó deste servo de Deus, e ele ressurgirá ao som da última trombeta”. Ali perto do túmulo de Ellen White ficamos imaginando que, se os anjos estão guardando o túmulo daquele que serviu de instrumento nas mãos de Deus para resgatar a mensagem da segunda vinda, será que também não haveria um grupo de anjos ali, guardando o túmulo daquela que também foi usada de maneira tão poderosa para transmitir a mensagem de Deus e preparar um povo para o encontro com Ele? Sentimo-nos em um lugar especial para Deus, e nos emocionamos com isso.

Nossa conversa voltou, porém, para Guilherme Miller. Ele foi o homem usado por Deus para agitar os Estados Unidos de seu tempo com a mensagem da volta de Jesus. Após a grande decepção de 1844, ele continuou marcando novas datas para a segunda vinda e nunca se uniu ao movimento que deu origem à Igreja Adventista do Sétimo Dia. Mas, apesar disso, será que ele vai estar entre os salvos? Você viu na citação anterior, de Primeiros Escritos, a resposta positiva de Ellen White quando ela disse que “ele ressurgirá ao som da última trombeta”. Essa situação destaca um ponto muito importante que deve nos servir de alerta. Se ele nunca aceitou a verdade revelada aos nossos pioneiros, mesmo tendo oportunidade, como estará salvo?

Ellen White nos ajuda a entender essa questão, quando diz: “Se tivesse sido possível a Guilherme Miller ver a luz da terceira mensagem, muita coisa que lhe parecia escura e misteriosa teria sido explicada. Mas seus irmãos professavam tão profundo amor e interesse, que ele achou não dever romper com esses. Seu coração se inclinava para a verdade, e então ele olhava para seus irmãos, que se opunham a ela. Podia afastar-se dos que com ele tinham permanecido lado a lado na proclamação da vinda de Jesus? Ele pensava que certamente não poderiam levá-lo ao extravio. Deus permitiu-lhe cair sob o poder de Satanás, o domínio da morte, e escondeu-o na sepultura, afastando-o daqueles que o estavam constantemente desviando da verdade. Moisés errou quando estava prestes a entrar na Terra prometida. Assim também, compreendi que Guilherme Miller errou quando já estava perto de entrar na Canaã celestial, ao permitir que sua influência fosse contra a verdade. Outros levaram-no a isto; outros darão conta por isto” (Primeiros Escritos, p. 258).

Ele errou ao não aceitar as verdades, mesmo com seu coração se inclinando a elas. A culpa de seu erro será passada àqueles que o levaram a se afastar da revelação. Eles “darão conta por isso”. Significa que alguém pode errar e outro ser culpado? Uma pessoa pode pecar e ter a culpa dividida com outra? A história de Guilherme Miller mostra que sim.

Você pode entender como isso acontece, imaginando uma família adventista que vive de maneira totalmente descomprometida em casa, com muita confusão e desrespeito. No sábado, aparecem bem arrumados para ir à igreja. Os vizinhos que os observam dizem: “Que absurdo! Essa família não tem nada de religião. Se tivéssemos que escolher uma igreja, essa seria a última opção.” Possivelmente, esses vizinhos nunca aceitarão nossa fé. Serão culpados por não aceitar a verdade, mas a família que deu mau testemunho também terá parte da culpa, porque foram os responsáveis por fechar a porta daqueles corações. Você entende?

Essa situação é mais uma forte razão para vivermos a vida cristã de forma verdadeira, conectados permanentemente com Cristo e refletindo essa comunhão no estilo de vida. Precisamos ter uma vida diferente, que chame a atenção para o bem. Carecemos de adventistas dos sete dias e não apenas no sétimo dia.

O pastor Erton Kohler escreve mensalmente para a Revista Adventista, periódico mensal publicado pela Casa Publicadora Brasileira.


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