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13 de Dezembro de 2018




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Adventista prega o Evangelho em país do papado

Dora Bognandi é diretora dos Departamentos de Liberdade Religiosa e Comunicação da União Italiana dos Adventistas do Sétimo Dia.

São Paulo, 23 de junho de 2009

PERFIL
Diálogo Universitário

A ilha de Sicília possui a maior concentração de adventistas na Itália e é a terra natal de Dora Bognandi, pertencente à quarta geração de adventistas do sétimo dia. Ela nasceu em 1949 em Piazza Armerina, Sicília. Determinada, mas humilde, Dora é conhecida no país por sua coragem e convicção. Ela incorpora o que a liberdade religiosa é e deveria ser, e atualmente trabalha para a “Fondazione Adventum” (Fundação Adventista), um departamento social da igreja.

Dora foi batizada em 1966 e trabalha para a Igreja Adventista desde 1985. Em 1992 tornou-se assistente de Ignazio Barbuscia, atual diretor do Departamento de Liberdade Religiosa. Em 1999 foi eleita diretora dos Departamentos de Liberdade Religiosa e Comunicação da União Italiana dos Adventistas do Sétimo Dia. É casada com o Pastor Adelio Pellegrini e tem dois filhos, ambos trabalhando para a igreja.


Diálogo Universitário
O que a motivou a ser adventista do sétimo dia?

Dora Bognandi -
Nunca havia experimentado o senso de conversão em outra religião ou denominação. A Igreja Adventista sempre foi minha família. Entretanto, durante minha juventude, passei por um período de indiferença em relação a fé cristã. Fui golpeada duramente quando perdi minha filha. Aqueles dias trágicos me fizeram compreender o quanto eu necessitava de Deus e Seu amor. Também percebi quão importante é ter os amigos da Igreja ao redor. Sem o auxílio divino e de minha grande família, não me teria levantado.

D.U -
O que a fez aceitar a posição de diretora de Liberdade Religiosa e Comunicação da União Italiana? Qual é sua função nessas áreas?

D.B -
Meu trabalho consiste em representar a Igreja Adventista do Sétimo Dia perante a sociedade italiana. Apesar de minhas limitações, sinto-me um pouco embaixadora da Igreja para a comunidade em geral. Também quero que minha Igreja conheça o melhor da cultura italiana e de suas tradições religiosas, a fim de podermos, como adventistas, comunicar adequadamente nossa fé bíblica e missão singular. O Departamento de Liberdade Religiosa coloca-me em contato com instituições religiosas, políticas e culturais da Itália. Minha responsabilidade é assegurar que os membros da Igreja tenham seus direitos e privilégios — de crença, culto, consciência e testemunho — protegidos e respeitados. Trabalho também ajudando os membros a respeitar os direitos e crenças de outras pessoas. Como diretora de Comunicação da Igreja, sou responsável pela edição mensal da revista Il Messaggero Avventista (equivalente à Revista Adventista), e pela coordenação de dois boletins eletrônicos: o (BIA), com notícias para os membros adventistas, e o AND, escrito para leitores não-adventistas. Devo ainda empenhar-me em preservar a boa reputação de nossa denominação, disseminando notícias sobre a Igreja Adventista.

D.U -
A Itália é predominantemente católica. Qual é a posição da Igreja Adventista do Sétimo Dia em seu país, em termos de direitos governamentais, reconhecimento e liberdade?

D.B -
Nossa Igreja firmou um acordo especial com o Estado italiano, que se tornou lei em 1988. Pela primeira vez na história mundial, num país onde o catolicismo romano tem sua Santa Sé, foi promulgada uma lei para que os adventistas pudessem observar o sábado no trabalho, na escola, na universidade, e assim por diante. O acordo especial de 1988 inclui também os seguintes pontos: reconhecimento oficial de ministros adventistas; aceitação de nossa posição de não portar armas, e sua substituição pelo serviço comunitário; serviços de capelania dos pastores adventistas em hospitais e prisões; e a aprovação legal de casamentos oficializados por ministros adventistas.

D.U -
Diga-nos alguma coisa sobre a condição atual da Igreja Adventista na Itália. Quais são os principais desafios e tendências?

D.B -
Assim como acontece em outros países ocidentais, nossa Igreja na Itália é afetada pelo secularismo e o relativismo moral. Mas enfrentamos também um desafio ainda maior: introversão — isto é, uma tendência em focalizar apenas nossos próprios problemas e necessidades, em vez de nos volvermos para o atendimento das necessidades das pessoas ao nosso redor. O mundo está mudando a uma velocidade impressionante, e o fundamentalismo religioso militante está crescendo. Temos de levar ao mundo o que definimos por “Verdade Presente”, ou seja, a verdade destinada a suprir as necessidades específicas de nosso tempo.

D.U -
Qual é a imagem pública de nossa Igreja em seu país? Como somos conhecidos?

D.B -
Na Itália somos a minoria entre as minorias. Temos apenas sete mil membros batizados em relação a uma população de quase 58 milhões de pessoas. Não é tarefa fácil tornar-nos conhecidos devido à presença maciça da igreja católica e dos limitados recursos humanos e financeiros que temos. No entanto, a lei nos permite acesso a fundos públicos chamados Otto per Mille (Oito por Mil), recebidos de recursos provenientes de impostos estaduais. Isso propicia a oportunidade de fazer muitas beneficências e nos dá maior visibilidade, pois o nome da Igreja Adventista está incluído em mais de 30 milhões de formulários de restituição de impostos. Como conseqüência, recebemos fundos que usamos para propósitos sociais, humanitários, beneficentes e culturais. Temos nove estações de rádio na Itália, usamos sites na Internet e, obviamente, trabalhamos com a ADRA e outras iniciativas públicas.

D.U -
O que a senhora diria aos nossos leitores que pensam dedicar seus talentos à obra da Igreja Adventista?

D.B -
Trabalhar para a igreja é uma das coisas mais maravilhosas que podem acontecer na vida de alguém. Você parte para uma aventura cujos horizontes se ampliam mais e mais, conforme vai descobrindo novas direções ao longo do caminho.

Entrevista realizada por Roberto Vacca. Ele é produtor de rádio para a rede de estações de rádios adventistas na Itália “La Voce della Speranza”. Seu e-mail é: r.vacca@libro.it.

E assim com a  Sra. Dora Bognand, você também pode espalhar a mensagem e o amor de Jesus ao seu próximo, não importa o lugar, as dificuldades e nem o método que será utilizado, se ela conseguiu, todos nós podemos contribuir de alguma forma para que o evangelho seja levado aos quatro cantos do mundo.


 

 

 

 

 

 

 


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