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Terça-Feira,
20 de Fevereiro de 2018




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Quem manda na TV?



Responda depressa: a violência estimula os programas sensacionalistas na TV ou são esses programas que estimulam ainda mais a criminalidade nos grandes centros? Nem um nem outro, penso eu. O que realmente incentiva esse tipo popularesco de atração é, sem dúvida, a audiência. 

A Folha de São Paulo deste domingo deu uma má notícia para quem já estava comemorando o fim do “Cidade Alerta” da Record. Curiosamente, sem o seu mais famoso “mundo cão” de cada dia, os telespectadores acabaram migrando para o similar “Brasil Urgente”, elevando o ibope da Band no horário. A emissora aproveitou a deixa para divulgar que não pretende tirar o programa do ar, pois argumenta que ele apenas relata a violência no país, sem sensacionalismo. 

Tudo bem que cada emissora de TV defenda o seu produto, mas negar que ele seja sensacionalista é querer tapar o sol com a peneira. A campanha “Quem financia a baixaria é contra a cidadania” tem combatido esse tipo de programa e outras aberrações que invadem a casa dos telespectadores. Até mesmo as novelas do horário nobre da TV que estão exagerando nas cenas de sexo e nu. A campanha divulga periodicamente as reclamações do público que se sente ofendido por cenas chocantes e escandalosas. 

Em contraponto à campanha contra a baixaria na TV, há uma boa parte do público que aumenta os índices de audiência quando são mostradas cenas indecentes ou de produção desqualificada. Fica a dúvida no ar: será que o público que reclama tanto da qualidade da programação da TV é o mesmo que corre para frente da telinha quando são mostradas imagens sensacionalistas ou cenas picantes nas novelas de grande audiência? 

Apesar do empenho da campanha contra a baixaria, que vem conquistando algumas vitórias como essa decisão da Record de decretar o fim do Cidade Alerta, os reality shows importados estão tomando conta da programação televisiva, a ponto dos empresários brigarem pelos direitos sobre a versão brasileira. Como é o caso do tristemente famoso Big Brother, na Globo, copiado por Silvio Santos no SBT que malandramente fez pequenas alterações no modelo estrangeiro e lançou a "novidade" com o nome de Casa dos Artistas. 

Agora é a Record que está apostando num novo reality show. Comprou os direitos de "The Apprentice", apresentado nos EUA pelo bilionário Donald Trump. Na versão brasileira, O Aprendiz, tem como apresentador o publicitário Roberto Justus. Nada contra importar programas de outros países. O problema é que nem sempre imitam programas de qualidade. Exemplo disso é o "Fear Factor", programa da rede americana NBC, onde as pessoas tem que fazer coisas inacreditáveis como comer baratas e ratos e enfrentar obstáculos quase intransponíveis. 

Correndo na contramão da baixaria está o antigo seriado mexicano Chavez, líder de audiência no SBT há anos. Apesar de chato e ultrapassado, o direito de transmissão no Brasil desta vez foi disputado a tapa pelas redes. A emissora mexicana deve ter levado em conta a máxima de que "antiguidade é posto" e garantiu ao SBT o direito de continuar exibindo o Chavez. O próprio Silvio diz que Chavez é uma espécie de curinga no SBT. Quando algum programa vai mal das pernas, ele é substituído por Chavez e sua bizarra turma que garantem uma subida de audiência. 

Portanto, estamos conversados. Cada emissora briga pelos pontos no Ibope com as armas que possui. Cabe ao telespectador reclamar seus direitos e escolher melhor seu entretenimento, dizendo não à baixaria e aos programas de baixa qualidade. Afinal, um canal de TV é uma concessão do governo onde o público é o patrão. Ou deveria ser.  

 

 Leila Cordeiro

*Jornalista, colunista do site Direto da Redação.

 

 

 


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