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Terça-Feira,
20 de Fevereiro de 2018




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Nossa vida de porquês

A gramática da língua portuguesa traz quatro formas diferentes de usar esta expressão que diante de tantas opções, muitas pessoas acabam até mudando a pergunta e substiuindo os porquês por outras palavras. Não é para tanto!

São Paulo, 01 de abril de 2009

COMUNICAÇÃO
Por Raquel Marcondes Nogueira 

Somos curiosos por natureza, uns mais, outros nem tanto. O certo é que devido à nossa curiosidade crescemos, aprendemos mais e temos a chance de nos tornarmos pessoas melhores. Porém, às vezes, quando nos bate aquela vontade de saber algo novo e, para isso, perguntar a alguém qual o motivo de determinado acontecimento, é muito comum nos valermos da perguntinha por quê? ou seria  porque? ou ainda por que? e, para completar a lista e complicar a nossa vida, há mais um porquê.

Diante de tantas opções, muitas pessoas acabam até mudando a pergunta e substiuindo os porquês por outras palavras. Não é para tanto. A gramática da língua portuguesa traz quatro formas diferentes de usar esta expressão. Vamos a elas.

Porque – é uma conjunção explicativa ou causal, que pode ser substituída por “pois”. Foi aprovado porque estudou muito. Ou  Foi aprovado pois estudou muito.
É geralmente utilizado no início de respostas.
Porque estudou muito foi aprovado.

Por que – Preposição (por) junto com o pronome relativo (que) ou interrogativo (que). Equivale à expressão “por qual motivo” ou “por qual razão”.
Eu sei por que entendi tudo sobre o uso de pronomes. Ou Eu sei por qual motivo entendi tudo sobre o uso de pronomes.
É também muito utilizado em perguntas diretas ou indiretas, como em Por que somos tão curiosos?

Por quê – Também possui o sentido de “por qual motivo” ou “por qual razão”, no entanto só é utilizado em final de frase, sempre antes de ponto final, de exclamação ou de interrogação. 
Ele não veio por quê?  Ou  Ela não veio por qual motivo?

Porquê – substantivo masculino. Geralmente vem acompanhado pelo artigo masculino o ou um. Tem sentido de causa, indagação, razão ou motivo.
Não entendo o porquê de tanta pressa. ou  Eu sei o porquê desta sutuação.
Pode também ser pluralizado.
Ninguém entende os nossos porquês.
Pode parecer que são muitas regras, mas para facilitar, basta guardarmos da seguinte maneira:

Por que (“separado”) pode ser substituído pela expressão “por qual motivo” ou pela forma “por qual razão”. Aparece com acento - por quê -  quando está no final da frase e ao lado de um ponto final, de exclamação ou de interrogação.

Porque (“junto”) pode ser substituído pela conjunção “pois”. É ainda utilizado no início de respostas. Sua versão com o acento - porquê - sempre virá acompanhada por um artigo definido ou indefinido (o ou um).

Dessa forma, podemos saciar nossa curiosidade sem medo de cometermos um deslize gramatical. 

*Raquel Marcondes Nogueira é professora de Português no Colégio Módulo. Com formação em Letras - Português/Linguística, pela Universidade de São Paulo e mestrado em Filologia e Língua Portuguesa, pela mesma Universidade.

 


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