Expediente Fale Conosco Nossas Igrejas Departamentos Quem Somos APS On-line Menu Principal Quem Somos APS On-line Departamentos Nossas Igrejas Fale Conosco Expediente

Domingo,
23 de Setembro de 2018




Trabalhe Conosco
Se eu faço tudo o que você quer, por que você não se torna o que eu quero?

Evite anular sua vida por causa da busca de afeto nos seus relacionamentos. Veja como lidar com isto.

São Paulo, 05.02.2009

COMUNICAÇÃO
Por
Dr. Cesar Vasconcellos de Souza

Uma pessoa pode passar anos ou a vida toda tentando agradar alguém de uma forma que perde sua própria vida. Fazer o bem para os outros, servir às pessoas como Jesus fazia maravilhosamente, não deve anular o que somos e nem nos levar a ficar obsessivos quanto ao que podemos receber ou não de outra pessoa.

O que leva alguém a ficar obsessivo pelo afeto de outra pessoa? Primeiro temos diferenciar entre uma expectativa normal de afeto da que é anormal. Num casamento ou numa relação de amizade, espera-se que haja comunicação e experimentação de afeto de maneira que cada um sinta que há sentimento no relacionamento. Alguém pode dizer que ama seu cônjuge e não agir como se amasse de fato. O mesmo pode ocorrer entre um pai/ mãe e filho, etc. Palavras não dizem tudo. O que eu faço e o que sou é mais do que o que falo.

Não é raro o caso de mulheres dizerem que amam tanto seus maridos a ponto de se anular no casamento para agradá-lo a todo custo. Pode ocorrer o mesmo com o marido, mas parece ser algo mais feminino. Na média, as mulheres são menos egoístas quanto à manifestação de amor na família. Talvez por isso elas vivem mais tempo do que os homens. Não há mais viúvas do que viúvos? O afeto nas relações humanas prolonga a vida física. 

O tema aqui é sobre a obsessão que algumas mulheres têm pelo afeto. Há homens também obcecados por isso, dependentes de afeto, porém é mais comum a obsessão sexual nestes.

Interessante notar que há histórias em que o marido trai a esposa constantemente, e se ela é obsessiva pelo afeto dele, ela perdoa fácil, esquece fácil, aceita fácil, e pode ainda ficar numa atitude de bajulação para com este homem. Este perdoar, esquecer e aceitar têm um preço alto para a saúde dela. Infidelidade conjugal produz uma dor emocional das mais difíceis de suportar nas pessoas que amam e que eram fiéis ao cônjuge. Para alguns tipos de personalidade é simplesmente devastador, insuportável. Em muitos casos deste tipo de mulher-dependente, ocorre que o marido age como um “filho” ou “pai” para com a esposa, enquanto que busca o sexo e o romance com a amante. Nestes casos, a esposa faz o papel de boa mãe, cuidando da casa, dos filhos, até dos negócios do marido, enquanto ele age descompromissadamente no casamento, tendo outra mulher. Um desastre.

Em busca de afeto uma pessoa – qualquer pessoa – pode se permitir viver histórias incríveis, perdendo sua individualidade, até anulando-se por completo. Será isto amor? Ou será dependência, codependência, imaturidade emocional, fraqueza de espírito, extrema baixa auto-estima, desprezo de si mesmo, carência, insegurança? Será que o amor maduro leva a pessoa a se anular em busca de afeto e aprovação? É verdade que o amor é paciente, mas ele também coloca limites para abusos diversos, e a infidelidade conjugal é uma forma de abuso e desrespeito pela pessoa traída.

Quando alguém aprende a amar a si mesma equilibradamente, não se anula para agradar o outro esperando com isto obter carinho, companhia, valorização pessoal. Não é atitude madura e honesta um cônjuge valorizar seu (sua) companheiro (a) por este se anular para agradá-lo.

“... jamais senti que pudesse ser eu mesmo perto das outras pessoas. Eu estava ocupado demais, tentando ser o que eu achava que os outros queriam que eu fosse, com medo de que eles não me aceitassem do jeito que eu era. ...Entendi que posso viver minha vida pela paz interior e não pelas aparências externas....Conviver com alegrias e problemas confirma minha condição de ser humano. O que me separa como indivíduo é o caminho no qual fui colocado para caminhar. Ninguém pode fazer o percurso por mim, nem eu posso mudar o caminho para agradar alguém.” (Coragem para Mudar, Al-Anon, p.222, 2000).

Anular a si mesmo para agradar uma pessoa é uma forma de tentar controlar, mesmo quando você não tem controle. É como se sua mente inconsciente dissesse: “Vou fazer tudo para agradar esta pessoa e obter afeto, nem que eu tenha que adoecer e perder minha vida.” Isto não é doar a sua vida altruisticamente. Controlar para obter afeto é egoísmo porque a pessoa que faz isto está querendo agradar-se, preencher seu vazio interior buscando no outro a solução disto.

Sugestões para quem está vivendo este tipo de obsessão pelo outro podem ser: 1)Se você quer ser amado(a), então o caminho tem que passar primeiro por você amar a si mesmo(a), se respeitar, e parar de ficar numa postura de auto-anulação. 2)Pense e encontre respostas para: O que você deseja? Às vezes se começa a responder esta pergunta com outra: O que você não quer? 3)Quais são suas preferências, escolhas, vontades, anseios, sonhos, projetos pessoais? 4)Não coloque tais coisas nas mãos e na dependência do comportamento de outra pessoa. Não coloque a fonte de sua felicidade no que outra pessoa poderá fazer por você. 5)Não fuja da dor que surge devido ao seu vazio interior. Encare-o, sinta a dor, e deixe-a ir embora decidindo que não mais procurará preenche-la através de outro ser humano. 6)Busque um equilíbrio entre fazer coisas para si e para os outros. 7)Creia que somente em Deus, seu Criador e Mantenedor da vida haverá condições de ter satisfação interna, pessoal e escolha buscá-Lo para isto. “... todo o meu prazer está nEle ...” 2 Samuel 23:5. “... todas as minhas fontes estão em Ti.” Salmo 87:7

Se você faz tudo o que o outro quer, se anulando e desprezando, é muito mais provável que este outro não se torne o que você quer, podendo lhe desprezar e procurar outra pessoa “mais interessante”. E se você for checar, poderá descobrir que esta outra pessoa “interessante” pode estar praticando aquilo que você é capaz, talvez até melhor, mas que não tem permitido ser. Sua vida tem valor, ganhando ou não o afeto ou a valorização das outras pessoas.

 

 

 


  Envie a um amigo

 Veja também
  O que passou, passou?
  Exercício Físico: Forte aliado no combate à depressão
  É fácil encontrar a felicidade?
 
 
Site UCB Escolas Adventistas Portal Adventista Página Inicial Escolas Adventistas Portal Adventista Página Inicial