Expediente Fale Conosco Nossas Igrejas Departamentos Quem Somos APS On-line Menu Principal Quem Somos APS On-line Departamentos Nossas Igrejas Fale Conosco Expediente

Quarta-Feira,
26 de Setembro de 2018




Trabalhe Conosco
O mito da imparcialidade pode se tornar um vilão para o comunicador cristão


São Paulo, 15 de julho de 2008

COMUNICAÇÃO
Por Luciana Santana*

A imparcialidade é um mito que vem sendo desconstruído. Muitos estudiosos do tema já chegaram à conclusão de que é impossível a construção de uma matéria jornalística com neutralidade. No momento em que o texto é redigido existe instantaneamente uma escolha lógica das palavras. Há uma seleção espontânea dos léxicos que descreverão o acontecimento. Fisiologicamente é impossível que o cérebro faça escolhas sem emitir juízo de valor, e involuntariamente escolha uma posição. Isso comprova que é impossível a imparcialidade idealizada no romântico jornalismo da década de 70, baseado na escola funcionalista americana no jornalismo mundial.

Nos tempos atuais os comunicadores aceitaram e já vivenciam sem sentimentos de culpa a impossibilidade da imparcialidade, muito embora ainda seja o padrão lecionado nas universidades brasileiras. Mesmo desapegados à tentativa da neutralidade, os formadores de opinião fundamentam seus textos de acordo com os mecanismos da sociedade. Esta posição norteia as redações dos veículos de comunicação. 

Desestigmatizada a neutralidade, as matérias jornalísticas acompanham o senso comum e a contemporaneidade comportamental. Mas os comunicadores cristãos precisam estar atentos a essa tendência de livres posicionamentos para não serem engolidos pelos valores predominantes na sociedade. É necessário perceber que há uma responsabilidade que ultrapassa as questões sociais e nos leva a refletir sobre nossa postura na profissão como seguidores de Cristo.

Qual a posição do jornalista cristão nesta celeuma de valores e costumes que vão de encontro aos princípios bíblicos? Ao abordar temas que estão na “crista da onda” do modismo, qual deve ser a posição deste profissional que antes de o ser, é um cristão, que possui o conhecimento da palavra de Deus?

O encargo de formador de opinião não nos tira a responsabilidade de sermos leais à postura e ensinamentos cristãos, muito pelo contrário, nos traz o peso do dever de não sermos coniventes, colaboradores e participantes no que a mídia, da qual fazemos parte, produz para descaracterizar a imagem de Deus neste mundo. Os jornalistas cristãos devem permanecer atentos ao abordar assuntos antagônicos ao que crêem, pois um dia responderemos por opiniões que foram erroneamente formadas devido a nossa influência.

A união homossexual e o aborto são temas muito abordados pela imprensa internacional e nacional. A sociedade que outrora era resistente à união entre pessoas do mesmo sexo, assim como a interrupção de uma gestação, mesmo que indesejada, atualmente tem encarado estas situações com naturalidade. A polêmica discussão sobre a clonagem entrou nos inúmeros assuntos adormecidos na memória não apenas dos brasileiros, mas em todo o mundo.

Abordar temas como estes nos coloca em uma situação delicada. É necessário agir sem preconceitos, como é instruído no princípio cristão, mas ter a ciência de que, dependendo da maneira que abordamos tal assunto estaremos formando pensamentos e posições. É preciso que sejamos cuidadosos para não sermos responsáveis em fazer  apologias a assuntos que distorcem o plano e a orientação Divina.

O comunicador cristão tem travado uma guerra de valores em seu ambiente de trabalho. Mostrar com autenticidade e destemor os princípios cristãos diante de temas que formarão concepções e idéias deve ser uma luta constante. Os cristãos que fazem o jornalismo não possuem apenas o comprometimento social em veicular os fatos, mas o dever de utilizar argumentos que sejam coerentes com as idéias e valores bíblicos. É de suma importância que o jornalista cristão compreenda sua missão, não apenas como um agente social, mas também como agente de orientação sobre os valores e princípios que cremos ser o plano idealizado por Deus na sociedade.

*Luciana Santana é Jornalista


  Envie a um amigo

 Veja também
  Lição da Escola Sabatina em português comemora 100 anos
 
 
Site UCB Escolas Adventistas Portal Adventista Página Inicial Escolas Adventistas Portal Adventista Página Inicial