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Sexo, traição e mentira

São Paulo, 10 de março de 2008

FAMÍLIA
Michelson Borges*

Deu no site da BBC Brasil: "A mais alta corte de apelos da Itália declarou que mulheres italianas casadas que cometem adultério podem mentir sobre a traição para proteger sua honra. A corte anunciou a decisão depois de ouvir um caso de uma mulher de 48 anos, acusada de dar falso testemunho à polícia ao negar que teria emprestado seu telefone celular ao amante. A mulher, chamada apenas de Carla, teria emprestado seu celular ao amante, Giovanni, que usou o aparelho para ligar para o marido de Carla, Vicenzo, e insultar o esposo da amante. De acordo com a corte, ela não teria infringindo a lei, já que 'esconder a verdade' era justificado para ocultar relações extraconjugais."

A "corte de Cassação afirmou que ter um amante era uma circunstância que abalaria a honra do traidor entre amigos e familiares", prossegue o texto. "Mentir sobre o adultério, no entanto, foi permitido, mesmo em uma investigação judicial."

Outra matéria, publicada pela revista Cláudia, deixa claro o estilo de vida adotado por muita gente hoje em dia: "Cinco décadas depois da revolução feminina, a eterna pergunta ainda faz sentido para muita gente e virou até mote de um seriado americano. Afinal, adiar a transa para fazer um homem casar é uma estratégia eficaz ou não passa de insegurança e só serve para deixar você morrendo de vontade?"

No texto, várias mulheres, uma psicanalista e um sexólogo discutem o tema e deixam claro por contraste (sem querer, é claro) que o estilo de vida e os relacionamentos preconizados pela Bíblia ainda são os que promovem a felicidade e a confiança entre os sexos. Por que concluí isso? Note os trechos que destaquei da matéria de Cláudia:

"...se a mulher não sente atração sexual pelo homem, não vai querer transar com ele. Isso nem se discute. A questão é: e se ela estiver súper a fim, vale a pena ficar só nos beijos e adiar a transa em nome de um compromisso futuro? 'Lógico que não', opina a psicanalista Regina Navarro Lins, autora de vários livros sobre relacionamento, entre os quais o clássico A Cama na Varanda (reeditado pela Best-Seller). Acho lamentável que algumas mulheres ainda acreditem que devem reprimir o próprio desejo para adequar-se às exigências do homem.' Regina defende que essa estratégia é resquício de uma mentalidade patriarcal repressiva. 'Fomos educadas para corresponder às expectativas masculinas. Crescemos ouvindo que homem não gosta de mulher 'fácil' e que, para agradar a ele, o 'certo' é agir assim ou assado.' Essa ideologia, afirma, gerou dois tipos de comportamento feminino: a servidão - quando a moça faz qualquer coisa para ser aprovada pelo parceiro; e a manipulação - quando ela usa o sexo como arma, oferecendo ou recusando a fim de obter vantagens, seja algum ganho financeiro (presentes, jóias etc...), seja a promessa de casamento. Para Regina, esses dois modos de agir remontam ao século 19 e são aprisionantes. Em vez de usar ardis para segurar o homem, a mulher ganharia mais se investisse em sua autonomia semeando no mundo (e isso inclui a criação dos filhos, meninos e meninas) uma nova visão de amor e de sexo, sem joguinhos de poder."

A independência feminina é algo bom, sem dúvida, mas que resultados têm surgido como conseqüência dessa nova mentalidade? Note o que disseram algumas leitoras e julgue por si mesmo(a):

"Eu me segurei no primeiro encontro porque queria algo mais sério. No segundo, tiramos o maior sarro dentro do carro dele e ainda consegui me controlar, achando que isso o manteria ligado. Não deu certo. Ele sumiu. Eu telefonei e ele me ignorou. Fiquei péssima. Devia ter transado, pelo menos teria aproveitado aquele momento."

"É besteira ter que me policiar por causa do outro. Só recorri à tática porque os homens são machistas! Se você transar, o cara some. Como isso me aconteceu várias vezes, decidi endurecer quando conheci meu namorado. Achei terrível a espera! Gosto de sexo e só consegui me segurar porque transei com um amigo sem compromisso. Meu plano deu certo, consegui namorar com quem eu queria, estamos juntos há um ano. Entendo o lado dele: as mulheres estão apressadas, não dão tempo para o cara conhecê-las."

"Nunca topei fazer sexo de cara. A única vez que aconteceu, me arrependi. Conheci o irmão de um amigo numa festa de trabalho e ficamos. Na volta, transamos no carro num trecho meio deserto de uma praia, no Rio de Janeiro. Depois disso, ele evaporou. Algum tempo depois, meu amigo deu a entender que o irmão me achou uma piranha. Fiquei tão chateada que nunca mais transei no primeiro encontro. Prefiro saber antes qual é a do cara."

"A tática do banho-maria é boa porque dá para ver se o homem vale a pena ou não. Para mim, a atração tem a ver com sexo, mas também com os valores, o caráter. Leva um tempo para saber como é a cabeça e o comportamento do outro. Já fui para a cama na primeira noite, mas não foi legal. No fundo, eu sabia que ele não valorizaria aquela situação, nem eu. Resultado? Nem meu telefone ele pediu. Acho que nenhum de nós estava no ponto'. Por isso, prefiro esperar."

Parece que as pessoas não aprendem (ou não querem aprender). Sexo não se trata apenas de prazer pelo prazer. É uma forma de relacionamento que envolve sentimentos e que deixa marcas profundas nas pessoas que o praticam. Por isso mesmo, deveria ser realizado num contexto de segurança, de intimidade, conhecimento mútuo, compromisso e doação. O "sexo casual" está longe de prover esse "ambiente".

Segundo a Bíblia, a relação sexual deve ser reservada para depois do casamento, como culminação de um relacionamento que levou a profundo conhecimento e ao enraizamento do amor comprometido e verdadeiro, que visa mais à felicidade do outro do que à satisfação pessoal. Somente assim as pessoas podem ser realmente felizes e realizadas.

*Michelson Borges é jornalista e editor da Casa Publicadora Brasileira
www.michelsonborges.com


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