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Quarta-Feira,
12 de Dezembro de 2018




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Conselho de Igrejas impõe limites à evangelização

"A medida é um desrespeito a liberdade de consciência", afirma teólogo

LIBERDADE RELIGIOSA
Por Moabe Giudice


A recente reunião do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), realizado em Toulouse, nos dias 8 e 12 de agosto, reuniu cerca de 30 representantes das igrejas católica, protestante, ortodoxa e outros teólogos. O objetivo do encontro foi estabelecer um código de conduta comum para conquistar fiéis, ou seja, impor limites a evangelização. Segundo o conselho, o código pode amenizar tensões entre as religiões, especialmente líderes islâmicos, que consideram apóstatas os mulçumanos que se convertem.

A presença de representantes evangélicos e protestantes no encontro foi vista pela CMI como um fator positivo. Segundo reportagem divulgada pela Reuters , as duas correntes que se destacam pelo proselitismo, são acusadas de tirarem membros de outras denominações, especialmente da America Latina, África e Ásia.

As decisões do conselho, ainda não foram divulgadas na mídia, mas, já causam divergências entre filósofos, teólogos e sociólogos. O doutor em teologia bíblica e professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo, Rodrigo Silva, afirma que a medida é um desrespeito a liberdade de consciência.

O professor também esclarece que, embora a palavra proselitismo tenha uma conotação negativa para o conselho, o sentido original da palavra é aproximar-se de alguém com a finalidade de “ganhá-la”. Silva falou que foram os judeus os primeiros a usarem a palavra proselitismo, no sentido de ir até o outro, a fim de atraí-lo e querer partilhar com ele a felicidade que julga ter.

“Todas as religiões temem usar ou admitir proselitismo, mas quase todas gostam de recebem novos adeptos”, resalta.

Embora o conselho das igrejas não revele quem está por trás da medida, Rodrigo assegura que a campanha para estabelecer um código de conduta para as religiões, surge das crenças que há muito tempo não sabem o que significa crescimento de igreja. “Admito que haja proselitismos baseado na falta de ética, mas isso não deve ser motivo para impor limites às práticas evangelísticas”, confessa. Segundo o doutor em ciências sociais e pesquisador em sociologia da religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), Edin Abumanssur, somente as igrejas que vêem perdendo membros têm interesse nesse código. “O código de conduta surtirá afeito apenas entre as denominações mais moderadas que não têm uma prática agressiva de evangelização”, salienta.

O Filosofo e teólogo em ciência da religião e ouvidor da PUC de São Paulo, Fernando Altemeyer, avalia como positivo o código de conduta da CMI. Segundo ele, é bom que aconteçam códigos de relacionamento e conduta ética e moral. “Já dizia o iminente teólogo Hans Kung, que o futuro da paz, em nosso planeta, passa pela paz entre todas as religiões do mundo”, declara.

Altemeyer acredita que, a medida será mesmo capaz de solucionar os conflitos entre as religiões. “De forma completa e com uma referência ética certamente, limitar espaço para o trabalho de evangelização pode contribuir para evitar conflitos”, assegura.

Embora a imprensa ainda não tenha acesso às decisões tomadas pelo conselho, uma série de questionamentos ainda parece prevalecer. Quem será a principal beneficiada com o código? A proposta realmente solucionará os conflitos entre as religiões do mundo? Como a medida afetará a sociedade? Abumanssur acredita que o projeto além de ser inócua não vai afetar em nada a sociedade nem tampouco as igrejas.


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