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Domingo,
22 de Abril de 2018




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O CIGARRO E A BOCA

Os dados apresentados são alarmantes, já que o fator estético não é o maior preponderante para esse hábito deletério. Fumar faz mal, e tudo mundo sabe, mas e a boca? Como ela se encaixa nessa situação?

SAÚDE
Dica de Thiado Ermano

É comum pacientes aparecerem em consultórios dentários preocupados somente com a estética (principalmente com o escurecimento dos dentes). O clareamento dental é uma solução viável quando bem indicado, porém, não é o maior problema. Pesquisa realizada recentemente pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, por intermédio do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras drogas (CRATOD), revela que praticamente metade dos fumantes paulistas iniciou o vício entre 6 e 14 anos de idade.

Na infância, o vício ocorre entre 6 e os 11 anos – para 13,46% dos fumantes. Outros 36,54% começam a fumar entre 12 e 14 anos. Ainda segundo a pesquisa, para 28,85% dos fumantes, o cigarro passou a fazer parte da rotina entre os 15 e 20 anos de idade. Fazendo os cálculos é possível verificar que 80% das pessoas começam a fumar antes dos 20 anos.

Os dados apresentados são alarmantes, já que o fator estético não é o maior preponderante para esse hábito deletério. Fumar faz mal, e tudo mundo sabe, mas e a boca? Como ela se encaixa nessa situação?

O simples fato de a pessoa tragar a fumaça faz com que nesse ato o organismo libere um hormônio vaso constritor denominado epinefrina – devido a temperatura da fumaça. Esse hormônio faz com que os vasos que compõe a circulação local se comprimam, diminuindo a circulação, a oxigenação e a nutrição local. Cronicamente, ao longo dos anos, associado também ao álcool, poderão surgir lesões altamente cancerígenas.

O mais alarmante demonstra que cerca de 40% dos registros de câncer bucal acabam em morte, isto porque 70% dos diagnósticos são feitos tardiamente. Esse tipo de tumor maligno é caracterizado por lesões normalmente indolores, na mucosa e na parte externado lábio, na língua (carcinoma epidermóide) e em todas regiões externas da boca.

Outras causas importantes: entre as mais conhecidas está o mau hálito. O cigarro apresenta no geral mais de 4000 toxinas – a maioria derivada do enxofre, que causa o mau cheiro, além do aumento da formação da saburra lingual (placa bacteriana fixada em cima da língua). Em relação às gengivas, o hábito de fumar causa problemas graves gengivais (problemas periodontais), já que a nutrição da região também é prejudicada. E claro, associado a má higiene há conseqüências severas de reabsorções ósseas e perdas de dentes. Por isso, todo cuidado é pouco, porque o cigarro é um dos maiores inimigo da sua boca.

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MARCELO SARRA FALSI (CROSP-73.320/SP) é dentista, diretor da clínica DF Odonto (
www.dfodonto.com.br). Ele é formado pela Penn Dental University (EUA), pós-graduando em estética e cirurgias avançadas pela Universidade de São Paulo, e extensionista em cirurgia estética e implantes – também pela USP –, além de professor do CIPS – Centro Integrado de Pós-graduação em Saúde.
 
 


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