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Quinta-Feira,
13 de Dezembro de 2018




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Programa Anti-Tabagista do Hospital do Coração comemora 600 mil atendimentos

Setor de Psicologia do HCor atua forte com palestras educativas e apoio aos fumantes.

SAÚDE
Dica de Cláudia Rozembrá
 
No próximo dia 29 de agosto é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Mesmo com tantas campanhas sobre os problemas e danos causados à saúde provocados pela dependência do cigarro, os números de usuários crescem a cada ano. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de cinco milhões de pessoas no mundo morrem devido ao uso do tabaco. Pesquisas da OMS apontam que se esse hábito, nada saudável, continuar a crescer, por volta de 2020 esse número subirá para 10 milhões de mortes ao ano.

 O Setor de Psicologia do HCor – Hospital do Coração em São Paulo, há 15 anos atua forte com palestras educativas e lúdicas para adolescentes, bem como o atendimento interno na Instituição – com o Programa Anti-Tabagista -, que comemora a marca de mais de 600 pessoas que passaram pelo apoio psicológico nos últimos anos. Segundo a chefe do Setor de Psicologia do HCor e responsável pelo programa, Silvia Cury Ismael, além do cigarro ser considerado uma droga, ele provoca dependência e causa graves transtornos à saúde. O tabagismo se relaciona a mais de 50 tipos de doenças, como câncer de pulmão, de boca e de faringe, cardiopatias e até impotência sexual.
 
“O cigarro é fator de risco para diversas doenças. Isso significa que uma pessoa que fuma tem mais chances de contrair uma série de males. Alguns estão diretamente ligados ao tabaco. De cada dez casos de câncer de pulmão, por exemplo, nove são conseqüência do fumo, assim como 85% das mortes por enfisemas. Outras substâncias fazem parte da própria composição do tabaco ou são produzidas durante sua queima. O monóxido de carbono - o mesmo gás venenoso que sai do escapamento de automóveis -, por exemplo, dificulta a oxigenação do sangue e causa doenças como a arteriosclerose. Já, o alcatrão é na verdade um composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas. Assim, 30% das mortes por câncer se devem ao fumo. O tabagismo pode causar tumores não apenas no pulmão, mas também na boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero”, explica Silvia Cury Ismael, do Hospital do Coração.
 
No Brasil, estima-se que 200 mil pessoas morram precocemente a cada ano devido ao tabagismo. Mas por que o fumo faz tanto mal? Quando uma pessoa traga a fumaça de um cigarro está inalando mais de 4700 substâncias tóxicas. Muitas delas vêm do processo de plantio do tabaco. Os agrotóxicos utilizados na plantação acabam sendo inalados, por tabela, pelo fumante. Mas um dos maiores vilões é mesmo a nicotina, responsável pelo prazer e pela dependência. Ela acelera a freqüência cardíaca e contribui para o surgimento de doenças cardiovasculares. Basta dizer que 45% dos infartos agudos do miocardio em pessoas abaixo de 65 anos são causados por tabagismo. A nicotina também estimula a produção de ácido clorídrico, causando azia, podendo levar a uma úlcera e até a um câncer de estômago.

 Sobre o programa de controle do tabagismo do HCor: formado por grupos de cinco a 10 pessoas que se reúnem uma vez por semana, durante dois meses, o programa tem obtido êxitos inéditos. Logo após o tratamento, por exemplo, cerca de 80% dos pacientes permanecem em abstinência. Após um ano, 60% deles resiste ao cigarro, diminuindo consideravelmente os riscos de doenças cardiovasculares, hipertensão, câncer de diversos tipos, diabetes, entre outros males.

Mudança de comportamento – Para se livrar da dependência, o fumante que já caiu nas garras do cigarro não deve recorrer apenas a um tipo de tratamento. Segundo Silvia Cury, a dependência química é apenas um dos fatores que desestimulam o paciente e o fazem parar. “Estresse e ansiedade também atrapalham. O fumante acaba inserindo o cigarro em sua rotina diária e não se dá conta.

Existem ainda os gatilhos, como fumar após as refeições, após o café, ao dirigir, ao telefone, no computador, durante as atividades intelectuais. Por isso, é fundamental que o paciente modifique a sua rotina e conte com um acompanhamento multidisciplinar para resistir às recaídas. É preciso que ele tome as rédeas da situação e se sinta seguro de sua decisão”, conclui a psicóloga.

O tratamento de doenças causadas pelo hábito de fumar custa mais de 200 bilhões de dólares para os cofres públicos em todo o mundo. Só no Brasil o tabaco faz anualmente 200 mil vítimas. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o fumo é o causador principal de mais de 50 tipos de doenças, entre elas, os problemas cardiovasculares, respiratórios e o câncer.
 


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