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Sábado,
24 de Fevereiro de 2018




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Estudo do Hospital do Coração diz que estresse provoca recaídas em ex-fumantes


Estresse e ansiedade destacam-se como principais fatores para a recaída no tratamento de fumantes

SAÚDE
Dica de Rita Barão e
Natália Moreira


O Setor de Psicologia do HCor – Hospital do Coração realizou um estudo inédito e identificou os fatores mais freqüentes da recaída no tratamento de fumantes. Durante a pesquisa foram avaliados 61 pacientes fumantes e o resultado apontou que os motivos mais freqüentes para a recaída são estresse (62%) e ansiedade (19%). Dentro deste contexto, 56% são do sexo feminino, principalmente por conta da dupla jornada (lar e trabalho), e 44% do sexo masculino, sendo que 77% dos pacientes participantes manifestaram grande satisfação com o tratamento – mais especificamente com o apoio psicológico.

Segundo Silvia Cury Ismael, chefe do Setor de Psicologia do HCor, durante a pesquisa foi detectado que o fumante não pode ser tratado apenas com medicação. “Conseguimos verificar que o apoio psicológico é fundamental ao paciente fumante. A conclusão do estudo apresenta um aumento de 20% no sucesso do tratamento em relação ao uso de medicamentos - isto mostra que o fumante não pode ser apenas tratado do ponto de vista físico, mas também do psicológico”, esclarece Silvia.
Além disso, o estudo revela que se o paciente nunca tentou parar de fumar e usa o cigarro como estimulante, ele tem até seis vezes mais chances de recaída. Já no grupo de pacientes insatisfeitos com questões pessoais, o índice de recaída é cinco vezes maior. Um dado alarmante é que estudos realizados revelavam que os jovens começavam a fumar antes dos 19 anos, mais freqüentemente entre 10 e 15 anos, principalmente por influência de pais fumantes e amigos.

Fatores de risco para a recaída:

Maior número de anos que o paciente fuma;
Menor número de cigarros fumados por dia;
Morar com outros fumantes;
Menor teor de nicotina do cigarro;
Menor freqüência nas sessões do tratamento.

Motivos para o paciente fumar:

Estimulação externa
Entusiasmo
Dificuldade de ficar sem fumar em locais proibidos
Ter dó de si mesmo
Insatisfação no trabalho
Insatisfação em relação à vida sexual

Mudança de comportamento – Para se livrar da dependência, o fumante que já caiu nas garras do cigarro não deve recorrer apenas a um tipo de tratamento. Segundo Silvia Cury, a dependência química é apenas um dos fatores que desestimulam o paciente e o fazem parar. “Estresse e ansiedade também atrapalham. O fumante acaba inserindo o cigarro em sua rotina diária e não se dá conta. Existem ainda os gatilhos, como fumar após as refeições, após o café, ao dirigir, ao telefone, no computador, durante as atividades intelectuais. Por isso, é fundamental que o paciente modifique a sua rotina e conte com um acompanhamento multidisciplinar para resistir às recaídas. É preciso que ele tome as rédeas da situação e se sinta seguro de sua decisão”, conclui a psicóloga.

O tratamento de doenças causadas pelo hábito de fumar custa mais de 200 bilhões de dólares para os cofres públicos em todo o mundo. Só no Brasil o tabaco faz anualmente 200 mil vítimas. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o fumo é o causador principal de mais de 50 tipos de doenças, entre elas, os problemas cardiovasculares, respiratórios e o câncer.
 
Sobre o programa de controle do tabagismo do HCor: formado por grupos de seis a 10 pessoas que se reúnem uma vez por semana, durante dois meses, o programa tem obtido êxitos inéditos. Logo após o tratamento, por exemplo, cerca de 80% dos pacientes permanecem em abstinência. Após um ano, 60% deles resiste ao cigarro, diminuindo consideravelmente os riscos de doenças cardiovasculares, hipertensão, câncer de diversos tipos, diabetes, entre outros males. 


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