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Domingo,
22 de Abril de 2018




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Dois em cada dez brasileiros adultos fumam, segundo pesquisa da SBC

Dados preliminares, da pesquisa inédita PrevenAção da Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC, que são divulgados no Dia Mundial Sem Tabaco (31/05), constata que o brasileiro fuma, em média, 14 cigarros por dia

 Quase a totalidade dos brasileiros acredita que o consumo de cigarro aumenta a chance de ter um infarto do miocárdio. Entre os 94% que disseram que o tabaco potencializa as doenças cardiovasculares, 26% consideraram que o consumo é prejudicial mesmo se for de apenas um cigarro por dia, 29% entre 2 e 10 cigarros por dia e 37% indicaram risco à saúde pelo fumo de 11 ou mais cigarros por dia. 8% não souberam ou não responderam.

O diretor de Promoção à Saúde Cardiovascular da SBC, Álvaro Avezum, acredita que a conscientização em relação ao tabaco vem crescendo.   “Mas não podemos descansar. Temos que alertar todos os dias a respeito dos males do tabaco e mostrar à população como é possível viver de forma mais saudável, pois esta é a causa mais facilmente removível associada com infarto do miocárdio”, defende Avezum.

Dos 23% dos entrevistados que disseram que têm o hábito de fumar, 28% fumam 20 cigarros por dia; 25% de 1 a 5 cigarros por dia; outros 25% de 6 a 10 cigarros por dia; 12% afirmaram fumar de 11 a 19 cigarros por dia; e 11% fumam 21 ou mais cigarros por dia. Em média, o brasileiro fuma 14 cigarros/dia. Avezum salienta que não existe quantidade segura de cigarro que se consumida não provoque doenças cardiovasculares. De acordo com o estudo InterHeart, mesmo 1 cigarro por dia associa-se com risco aumentado de infarto do miocárdio.

Entre os homens a taxa de fumantes é superior à observada no universo feminino: 28% ante 17%. Por região, é maior a proporção de fumantes nas regiões Sudeste e Sul do país, 26% e 27% respectivamente. Nas regiões Norte/Centro-Oeste e Nordeste, a taxa de tabagismo é de 17%, cada.

Analisando estes resultados por faixa etária, nota-se tendencialmente mais fumantes entre os de 45 a 59 anos (28%). No grupo mais jovem (18 a 24 anos) este índice cai para 19%. Nas demais faixas etárias: 25 a 34 anos (21%), 35 a 44 anos (23%) e 60 a 70 anos (22%).

Por classe econômica as taxas são estatisticamente equivalentes: “A” e “B” (22%), “C” (21%) e “D” e “E” (25%).

Com relação às repostas espontâneas para saber o que pode agravar as doenças cardiovasculares, o nível de conhecimento da população foi bem menor. O tabaco liderou a pesquisa, mas com apenas 31%, seguido do estresse (23%), pressão alta (18%), sedentarismo (17%), alcoolismo (17%) e obesidade (13%).

“Precisamos dar apoio ao fumante, largar o vício não é fácil, mas é plenamente possível”, conta a Diretora da ACT – Aliança de Controle do Tabagismo, que integra as ações de controle do tabagismo da SBC, Paula Johns.

O estudo PrevenAção da Sociedade Brasileira de Cardiologia/Funcor, em parceria com a Novartis foi feito em todo o território nacional e teve como objetivo identificar o grau de conhecimento e prevalência dos fatores de risco cardiovascular junto à população brasileira entre os 18 e 70 anos de todas as classes econômicas.

A pesquisa foi feita com 2.012 entrevistas finais nos dias 18 e 20 de setembro de 2006 pelo Instituto Datafolha e os dados relativos ao tabaco acabam de ser tabulados. A margem de erro da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

Na população pesquisada, a proporção de mulheres foi ligeiramente maior que a de homens (52%). Cerca de cinco em cada dez entrevistados tinham ensino fundamental de escolaridade e 40% ensino médio. Apenas 10% tinham nível superior completo ou incompleto. Em termos econômicos, 48% declararam renda de até dois salários mínimos, 42% pertenciam a classe “C” e 37% às classes “D” e “E”. A maioria da população era economicamente ativa (71%), com destaque para os trabalhadores informais, 30% dos entrevistados (17% free-lance ou bicos e 13% assalariados sem registro).

“O PrevenAção é um programa da Sociedade Brasileira de Cardiologia/Funcor que leva à população mais conhecimento a respeito dos fatores de risco que potencializam as doenças do coração”, esclarece Álvaro Avezum. Desde o ano passado e também em 2007, a SBC/Funcor tem percorrido cerca de 70 cidades brasileiras para promover caminhadas, medir pressão arterial, distribuir folhetos educativos e organizar palestras em locais públicos.

“Os resultados finais desta pesquisa, incluindo todos os fatores de risco cardiovascular serão publicados e a divulgação dessas informações será ferramenta fundamental para melhorarmos a saúde cardiovascular da população brasileira”, conclui o diretor de Promoção à Saúde Cardiovascular da SBC.

Gabriela Domingues


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