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Segunda-Feira,
24 de Setembro de 2018




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Boa vontade não é suficiente quando o assunto é voluntariado

Reportagem Especial
Voluntário e Compromisso

A Declaração Universal do Voluntariado, documento inspirado na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Convenção dos Direitos da Criança, define que, entre outros critérios, o voluntário deve encorajar o comprometimento individual nos movimentos coletivos, oferecendo seus serviços dentro do espírito de solidariedade e esforço mútuo. Mas como garantir o comprometimento dessas pessoas em uma atividade que é desempenhada apenas por meio do desejo pessoal, sem laços contratuais ou financeiros?

É fato que o compromisso pessoal é item fundamental em qualquer ação voluntária, seja na assiduidade e cumprimento das tarefas, seja no envolvimento com a ação. Para isso, mais do que desenvolver processos de seleção ou regras é necessário reconhecer e valorizar o trabalho do voluntário. Para o consultor em voluntariado e Terceiro Setor, Francisco Almeida Lins, cabe às organizações conquistar o comprometimento dos seus voluntários.

“Voluntário faz diferença quando ele se identifica com a organização, sente-se protagonista da missão, visão e ação. Se a organização for capaz de ser mobilizadora ao ponto de ajudar o voluntário a mudar como pessoa conseguirá, mais que compromisso, identificação.”

Essa visão também é compartilhada pelo consultor Barnabé Medeiros Filho. Para ele, é preciso fazer do voluntariado um espaço democrático.

“É importante que sejam dadas condições para que o voluntário possa contribuir com idéias, participar mesmo. Se quisermos ter voluntários realmente comprometidos, não podemos esperar que sejam apenas cumpridores de tarefas”.

O comprometimento dos voluntários é também fator essencial em atividades relacionadas à área de saúde. Para Drª. Emília Rebelo, supervisora do INCAVoluntário, os voluntários precisam estar seguros de que é isso que se quer.
“Para ser voluntário, tem que haver um grande comprometimento com a causa e com a casa. Porque, no INCA, voluntário não trabalha quando quer ou quando pode. Aqui, os voluntários têm compromisso, têm que vir regularmente”, declarou Drª. Emília, em
entrevista ao Portal do Voluntário.

Selecionando voluntários

Segundo a definição das Nações Unidas, “o voluntário é o jovem ou adulto que, devido ao se interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividade, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos...”

É natural, contudo, admitir que as instituições, diante da disponibilidade expressada de forma individual, organizam processos de seleção para escolher seus voluntários. Esses treinamentos, sejam teóricos ou práticos, são utilizados como uma forma de analisar as capacidades e aptidões dos voluntários.
Um dos exemplos mais atuais desse critério de seleção é o
Programa de Voluntários Rio 2007, que definiu os voluntários que irão atuar nos Jogos Pan-americanos, em julho, no Rio de Janeiro.

Durante os anos de 2002 e 2006, mais de 50 mil pessoas se inscreveram no site, interessadas em fazer parte do Programa. Em 2007, após uma série de dinâmicas de grupo, apenas 15 mil foram selecionadas para atuar no Pan. E a seleção não terminou por aí, já que os voluntários ainda passaram por quatro tipos de treinamento, onde aprenderam sobre a competição, esportes, política, primeiros socorros, e, mais especificamente, sobre a área em que vão trabalhar.

Em entrevista ao Portal do Voluntário, a Gerente de Voluntariado do CO-RIO, Comitê Organizador dos Jogos, Paula Hernandez, falou sobre o perfil do voluntário e a sua importância na competição.

“Para participar do evento é preciso disponibilidade de tempo e muita boa vontade....O voluntário é a alma e o coração dos jogos. O evento não seria realizado sem a participação deles. Por isso, é preciso que eles se envolvam e estejam engajados nesse evento”, declarou.

Da mesma forma que os Jogos Pan-americanos, o INCAVoluntário também conta com um processo de seleção rigoroso, que consiste em reuniões, mesa-redonda e treinamentos.

“O voluntário é fundamental no INCA – lembra a Dra. Emília Rebelo. Eu não consigo mais ver o INCA sem os voluntários. Esse trabalho que eles fazem nenhum funcionário faz”, afirma a supervisora do programa.
Mas como identificar uma pessoa comprometida, na hora da seleção? A Dra. Emília tem algumas dicas

“É difícil identificar de primeira quem é ou não comprometido, mas utilizamos algumas perguntas para avaliar:

  • Possui experiência no trabalho voluntário
  • Teve algum emprego? Quanto tempo trabalhou? Teve alguma falta
  • Costuma desempenhar atividades por muito tempo? Ou desiste logo?

Tentamos mostrar que a importância e a responsabilidade é maior que a dos funcionários. Funcionários levam falta, têm seus salários descontados, voluntários, não. Se faltarem três plantões sem avisar, são dispensados.”

Compromisso é fundamental


O Centro de Valorização da Vida surgiu em 1962, quando um grupo de universitários de São Paulo observou que o mundo estava repleto de pessoas cada vez mais sozinhas. De lá pra cá, o projeto, que oferece apoio emocional, cresceu e hoje está espalhado em 55 postos, contando com mais de 2500 voluntários.

Apoiada pelo Governo Federal por ser a única instituição de prevenção ao suicídio no Brasil, o CVV acredita que, ao valorizar e acolher a pessoa, esta se fortalece. Para garantir que isso aconteça, a organização da instituição organiza um processo de seleção dos voluntários, buscando pessoas que saibam ouvir e não tenham barreiras.

“No CVV, lidamos com o emocional das pessoas e a doação é 100%. É preciso obedecer as normas e se comprometer com o trabalho”, afirma Mayse Gama, Coordenadora Regional Rio-Vitória.

Para saber mais sobre o trabalho do CVV, leia a
entrevista com Mayse Gama.

O voluntário é um grande compromisso de doação ao próximo. Logo, para ser voluntário é preciso ter a noção desse compromisso para que não se crie expectativa desnecessária. Voluntária da Casa do Bom Menino, lar de crianças em Piracicaba, Cíntia Machado, entende essa importância.

“Uma vez assumido o compromisso, viramos referência e ponto de apoio. Frustrar a expectativa das pessoas pode fazer um mal maior do que o bem que temos por objetivo na ação incial.”

Fonte: www.portaldovoluntario.org.br
Publicado com permissão

Redação


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