Expediente Fale Conosco Nossas Igrejas Departamentos Quem Somos APS On-line Menu Principal Quem Somos APS On-line Departamentos Nossas Igrejas Fale Conosco Expediente

Sábado,
24 de Fevereiro de 2018




Trabalhe Conosco
Advogado dá dicas de segurança para igrejas em geral

O Brasil ficou chocado (e a comunidade adventista mais ainda) com o crime hediondo cometido no templo da Igreja Adventista do Sétimo Dia do bairro Jardim Iririú, em Joinville, SC, no dia 3 de março. A pequena Gabrielli Cristina Eichholz, de um ano e meio, foi estuprada, estrangulada e jogada no tanque batismal. Era um sábado diferente: dia da reinauguração do templo, que ainda está em obras. Cerca de 200 pessoas (entre membros e convidados) circulavam pelas dependências.

Gabrielli, cuja família não pertence à igreja, havia sido levada ao culto por um casal de namorados (a moça é prima da mãe da criança) e participava da classe infantil da Escola Sabatina junto com outras crianças, numa sala nos fundos do templo. Em algum momento, foi pega por Oscar Gonçalves do Rosário, de 22 anos, que confessou o crime e foi preso por policiais de Joinville às 7 horas da segunda-feira, 12, quando dormia em sua residência, em Canoinhas, no Planalto Norte de Santa Catarina. “Ele morava com os pais e outros três irmãos, todos menores, e não esboçou qualquer reação ao ver os policiais na sua casa”, segundo notícia publicada no site da RBS. Rosário já havia praticado furto em outra igreja em Joinville e trabalhou como pedreiro no bairro Iririú. Ele não freqüentava a Igreja Adventista, nem estava no culto.

Segundo seu depoimento à polícia, ele passava pelo local quando viu Gabrielli brincando no pátio, do lado de fora da igreja. Resolveu, então, praticar o crime que ocorreu numa escada interna da construção.

Ficou mais uma vez a sensação amarga de que este mundo realmente não presta e de que o ser humano sem Deus pode virar um monstro insensível. Devemos orar muito pela família enlutada, pelos pais do assassino (cuja mãe tentou suicídio), pela comunidade adventista de Joinville e, além disso, aproveitar o triste momento para fazer algumas reflexões e extrair lições da tragédia.

1. Embora a mídia de modo geral tenha sido cuidadosa ao abordar o assunto, a tendenciosidade e o preconceito escaparam nas entrelinhas. O delegado que cuidou do caso chegou a sugerir que o assassino seria membro da igreja. Um famoso comentarista de Santa Catarina disse, de forma irresponsável, que o crime poderia fazer parte de algum ritual (!). Uma repórter redigiu seu texto de forma ambígua, ao dizer que o assassinato foi cometido “durante a cerimônia religiosa”. Um site sugeriu que ninguém ouviu nada devido ao barulho do culto (como se os cultos adventistas fossem barulhentos). E nenhum jornal se deu ao trabalho de informar detalhadamente que a “pia” batismal nas igrejas adventistas geralmente fica atrás da plataforma e do púlpito e que, na verdade, se trata de um tanque de grandes proporções. 

2. O advogado Rudimar Luiz da Costa, membro da Igreja Adventista de Araquari, SC, lembra que em Neemias 4:9-11 é relatada a preocupação da liderança com a segurança. “A vigilância é bíblica, não tem nada a ver com falta de fé ou desconfiança de que Deus é o nosso refúgio e fortaleza. O tempo da reconstrução de Jerusalém era diferente do nosso, mas o caso em Joinville nos mostra a necessidade de vigilância”, diz ele. Rudimar cita pesquisa do Ministério Público catarinense segundo a qual há um estupro a cada 24 horas em Santa Catarina. “Então, em nossas cidades existem estupradores, pessoas utilizadas pelo inimigo que até então não pensavam em fazer esse tipo de coisa em uma igreja. Mas a mídia tratou de dar-lhes a idéia”, adverte. “Não devemos receber as pessoas desconfiando delas, mas sim vigiando seu comportamento”, conclui. O verso 3 de Neemias 4 diz que eles oraram ao Senhor e fizeram a parte que lhes cabia. A igreja deve fazer o mesmo.

3. Rudimar sugere que um diácono e uma diaconisa fiquem no início da escada (ou corredor) que dá acesso à nave principal, sendo os primeiros a chegar e os últimos a sair. “Assim poderão receber os visitantes e monitorá-los, haja vista que desse ponto do templo podem ver todas as entradas (da nave, das ‘escolinhas’ e dos banheiros)”, explica. Isso deve acontecer nos cultos de domingo, quarta-feira, sábado e especialmente nos programas especiais, quando há mais convidados. Se sua igreja tem outra configuração, adapte a sugestão.

4. Talvez fosse o caso de as professoras terem uma prancheta para anotar o nome das crianças e dos responsáveis, e que apenas quem assinou possa retirar a criança da sala com assinatura também na retirada.

5. Que os diáconos não assumam a responsabilidade de levar as crianças às classes, mas encaminhem os responsáveis até lá, a fim de que eles possam saber onde elas estão.

6. Fica também o alerta aos pais e responsáveis para que acompanhem mais de perto as crianças, especialmente no intervalo das programações, e que as mantenham junto a si durante a programação. Foi-se o tempo da ingenuidade. Temos que ser prudentes como as serpentes, como disse Jesus.

Infelizmente, todos os dias temos lido e assistido reportagens que embrulham o estômago e nos fazem querer que este mundo logo tenha fim. São filhos que matam os pais; mães que abandonam recém-nascidos em lagos ou latas de lixo; assaltantes que arrastam uma criança presa ao cinto de segurança do lado de fora do carro roubado; enfim, notícias que nos colocam num beco sem saída, do ponto de vista humano, e nos fazem lembrar, uma vez mais, que a única esperança definitiva é Jesus. “Vem, Senhor Jesus!” Apoc. 22:20.


Michelson Borges


  Envie a um amigo

Site UCB Escolas Adventistas Portal Adventista Página Inicial Escolas Adventistas Portal Adventista Página Inicial