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Quinta-Feira,
13 de Dezembro de 2018




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Quando a soja pode tornar-se uma aliada da saúde da mulher?

A maioria dos estudos científicos tem revelado que as isoflavonas não favorecem o colesterol, não previnem a osteoporose, bem como não reduzem o índice de fraturas durante o climatério; mas a soja ainda é uma grande aliada da saúde da mulher.


Saúde - A soja é a principal fonte natural da isoflavona, substância muito semelhante à estrutura química do hormônio feminino estrogênio, daí a denominação de fitoestrogênio para o hormônio oriundo deste vegetal. Essa descoberta causou uma grande esperança no mundo científico pela possibilidade do seu uso na terapia de reposição hormonal do climatério, evitando os riscos já conhecidos do uso do hormônio feminino, sem privar a mulher dos benefícios relacionados à ação benéfica de seu hormônio, livrando-as das terríveis ondas de calor, das alterações do humor e do sono, da redução da lubrificação vaginal, da redução da massa óssea, da elevação do colesterol e da conseqüente doença cardiovascular.

“A interferência das isoflavonas nos sintomas mais desconfortantes do climatério, que são as ondas de calor ou fogachos, é muito estudada, mas os resultados são polêmicos. A maioria deles não revela melhora nesses sintomas, ou a melhora encontrada é puramente subjetiva e coincide com o efeito placebo dos medicamentos. Além disso, nos últimos 10 anos, a maioria dos estudos tem revelado que as isoflavonas não favorecem o perfil lipídico, não melhoram as ondas de calor e não previnem a osteoporose, bem como não reduzem o índice de fraturas durante o climatério”, afirma a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

 Prevenção do câncer
 
Estudos epidemiológicos mostram também que em populações com alta ingestão de fitoestrogênios, há menor incidência de cânceres de mama, ovário, útero e próstata. Isso ocorre em populações asiáticas, onde a ingestão diária média de soja confere cerca de 20 a 150mg de isoflavonas por dia. A dieta ocidental, por sua vez, confere apenas 1-3 mg de isoflavonas/dia.

Poderia esse dado comportamental estar envolvido na diferente incidência desses tipos de cânceres? “Postula-se uma ação antioxidante protetora desses compostos, no sentido de reduzirem a incidência dessas doenças nos povos asiáticos. Essa hipótese precisa ser comprovada por estudos científicos, pois muitos deles apontam justamente um efeito das isoflavonas na estimulação de tumores dependentes do hormônio feminino”, diz a médica. Outros fatores ambientais e nutricionais podem estar envolvidos na menor incidência desses cânceres nas populações orientais ou sua maior incidência nas populações ocidentais, cujos hábitos de vida e alimentares são completamente diferentes, como menor atividade física, maior consumo de fast food, carne vermelha e gorduras.

Combate ao colesterol 
 
Em 1999, o Food and Drud Administration (FDA), o órgão americano que controla e fiscaliza os alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, passou a recomendar o consumo da proteína de soja na prevenção das doenças cardiovasculares, inclusive com essa indicação no rótulo dos alimentos ricos em soja. Essa conduta foi baseada em estudos que revelavam efeito protetor da proteína da soja no metabolismo lipídico em humanos, com redução do colesterol. Seguindo os passos do FDA, o Comitê de Alimentos da Sociedade Americana de Cardiologia (AHA) referendou essas indicações, em 2000. “Esses estudos foram posteriormente contestados, levando o FDA e a AHA a rever suas recomendações e a retirar suas indicações nos rótulos dos alimentos”, diz a médica.

Em fevereiro de 2006, a AHA através de seu Comitê de Nutrição, faz uma análise dos últimos 10 anos de pesquisa sobre os efeitos da proteína de soja e isoflavonas e conclui que elas não conferem nenhum benefício no perfil lipídico e na pressão arterial, não sendo recomendado a sua utilização em suplementos alimentares ou pílulas. “Por outro lado, muitos produtos derivados da soja podem ser benéficos à saúde geral, devido ao seu alto teor de gorduras poliinsaturadas, fibras, vitaminas, minerais e devido ao seu baixo conteúdo de gordura saturada”, informa a diretora do Citen.

Fonte de proteína

Os benefícios da soja para a saúde humana, e especialmente para a saúde da mulher, constituem-se num tema de muita discussão no mundo científico. “E aqui, fazemos uma ressalva: quando uma questão gera muita polêmica e opiniões tão diversas, devemos concluir que tal tema ainda não apresenta uma resposta definitiva. Melhor aguardar a evolução das pesquisas científicas”, recomenda Ellen Paiva.

O fato concreto e comprovado pela ciência é que a soja é uma proteína vegetal muito semelhante ao feijão, que também é rico em proteína vegetal. “Nutricionalmente, ela equivale às proteínas derivadas de fontes animais, incluindo a carne, o ovo e o leite”, informa a nutricionista Amanda Epifanio, que integra o corpo clínico do Citen. Em uma refeição balanceada, para uma pessoa saudável, as proteínas, idealmente, deveriam compor cerca de 15 a 20% do valor calórico total da dieta.

O teor de proteínas desses alimentos pode nos dar uma noção real de suas capacidades nutritivas. As carnes têm 20-25% de proteínas, o leite de vaca 3-3,5%, o feijão 20-25% e a soja 40%. “Baseados nestes números, podemos imaginar o potencial nutritivo da soja e de todos os seus derivados”, diz a nutricionista.

 O derivado da soja de maior destaque é o óleo. “O óleo de soja supre completamente as necessidades de ácidos graxos poliinsaturados do ser humano, pois contém as recomendações de ômega 3 e ômega 6, tão importantes para a saúde cardiovascular. São as chamadas gorduras benéficas”, afirma Amanda Epifanio. Apesar de muito nutritiva, é bom destacar que a soja tem alto valor calórico e não pode ser subestimada em sua capacidade de elevar as calorias de uma dieta a ponto de causar ganho de peso.

 “Ao retirarmos da soja o rótulo de alimento funcional e de potencial substituto do hormônio feminino, estamos dando a ela seu verdadeiro valor de alimento”, defende a endocrinologista Ellen Simone Paiva, “o alimento mais rico em proteína até hoje conhecido, a proteína com menor teor de gordura saturada e totalmente sem colesterol, fazendo dela um alimento muito saudável e que deve fazer parte de uma dieta equilibrada”, recomenda.


Redação
Márcia Wirth

 


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