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Sexta-Feira,
20 de Julho de 2018




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Igreja faz corrente de oração em prol da família que perdeu criança

"É com profundo pesar que a Igreja Adventista do Sétimo Dia manifesta sua dor pelo crime bárbaro que ocorreu em um de seus templos, na cidade de Joinville, Santa Catarina, vitimando uma criança de 1 ano e 8 meses", diz o presidente da Igreja  na América do Sul, pastor Erton Köhler. A igreja salienta que se a comunidade está chocada com o que aconteceu, "nós, adventistas do sétimo dia,  estamos mais ainda, já que um criminoso utilizou-se de um dos nossos templos para realizar um ato bárbaro."

Ao tomar conhecimento do fato, a administração da Igreja imediatamente colocou-se à disposição da polícia, para que todos os fatos sejam esclarecidos e os responsáveis sejam punidos de acordo com a lei.

O delegado responsável pelo caso, Rubens Passos de Freitas, ouviu várias pessoas que estavam na igreja e só se pronunciará oficialmente após o resultado da perícia. Conforme a imprensa já divulgou, Gabrielli Cristina Eichholz, de um ano e 8 meses, foi encontrada agonizando no tanque batismal, após sumir da classe para crianças, onde as monitoras ensinavam musicas e contavam histórias da Bíblia.

Era um sábado especial por ocasião da reinauguração do templo, após meses de reformas para melhorias da infra-estrutura. Havia cerca de 200 pessoas, entre religiosos e visitantes.

Gabrielli foi levada ao templo às 9 horas de sábado pela tia que mora com a família da menina perto da Igreja Adventista. Enquanto os tios acompanhavam a chamada Escola Sabatina para adultos, onde todos discutem e trocam opiniões sobre o estudo da Bíblia realizado durante a semana, a menina teria ficado na classe de Escola Sabatina para crianças de sua idade, chamada de Rol do Berço, numa sala nos fundos do templo, juntamente com outras crianças e uma professora.

A mãe da menina, Andréia Pereira, de 26 anos, conta que quando a tia e o seu namorado foram buscar a menina para o culto após a Escola Sabatina, a professora disse que o pai tinha acabado de levá-la. Imediatamente o pastor local comunicou o desaparecimento e todos se puseram a procurar a garota que foi encontrada minutos depois dentro do tanque batismal. Havia 30 centímetros de água por motivo de teste hidráulidos depois da reforma. 

Ela teve uma parada cardiorespiratória e faleceu a caminho do hospital regional.

A Polícia Civil de Joinville informou que o corpo da menina apresentava sinais de violência. O laudo do Instituto Médico Legal (IML), divulgado na tarde de ontem, constatou estrangulamento, um corte na cabeça e violência sexual. Segundo a polícia, um homem de cerca de 30 anos teria violentado a menina.

O enterro ocorreu ontem, no Cemitério São Sebastião, acompanhado de tristeza e revolta por parentes, vizinhos, e adventistas. Gabrielli era a filha caçula de Juliarde Luiz Eichholz e Andréia Pereira, ambos de 26 anos.

Em depoimento à polícia, a professora disse que o homem que se disse "pai" ao "levar" Gabrielli, vestia camisa verde e calça cinza. Segundo o delegado Rubens Passos de Freitas, um suspeito com essas características chegou a ser detido ainda no sábado, mas foi liberado após o interroatório por falta de provas.

Durante todo o dia de ontem, pastores, testemunhas e uma professora prestaram depoimento na polícia. Nenhum deles percebeu qualquer movimentação diferente. A polícia deve ouvir as 200 pessoas que estavam no culto.

Desde o momento em que o fato tornou-se conhecido, toda a comunidade adventista ora intensamente pela família enlutada e colabora junto às autoridades responsáveis para que tomem todas as medidas necessárias a fim que este criminoso seja punido. Os fiéis também oram a Deus por proteção e pelo fim da violência.

Sobre a Igreja Adventista

A Igreja Adventista do Sétimo Dia é mundialmente conhecida pelo seu profundo interesse na educação integral das crianças. É preocupação da Igreja zelar pelo desenvolvimento físico, mental e espiritual dos pequeninos. Para isto conta com uma rede escolar que administra mais de 560 estabelecimentos de ensino em toda a América do Sul. Dispõe de dois setores voltados para o desenvolvimento integral da criança que são os Clubes de Aventureiros, direcionados para crianças de 6 a 9 anos e Desbravadores, que atende crianças dos 10 aos 15 anos de idade. Conta ainda com departamentos infantis em todos os seus templos. Neste local, divididas por faixa-etária, as crianças recebem ensinamentos bíblicos e orientações para serem bons cidadãos, úteis à comunidade.

A igreja ainda destaca que, anualmente, realiza uma campanha denominada “Quebrando o Silêncio”, em todo o território sul-americano, onde encabeça uma campanha de conscientização da sociedade sobre o tema da violência, visando. No ano de 2006 o enfoque da campanha foi justamente trabalhar no sentido de reprimir a violência contra as crianças, seja no ambiente familiar ou em qualquer outro, atraves de orientações aos menores, dicas de identificação de abusos para os familiares, e passeatas com distribuição de folhetos informativos e palestras à comunidade.

Abaixo, segue a nota oficial que já foi encaminhada à imprensa:

“A Igreja Adventista do Sétimo Dia em Santa Catarina vem a público, diante do episódio lamentável ocorrido nas dependências de uma congregação em Joinville, no último sábado, para dizer que repudia com veemência esse ato horrendo que vitimou a criança.

Somos conhecidos por pregar contra a violência e a favor dos valores cristãos, entre os quais o da valorização da família e o respeito às crianças. Lamentamos profundamente o ocorrido e nos unimos à família enlutada, realizando, desde o momento em que tomamos conhecimento do fato, tudo o que está ao nosso alcance para diminuir a dor e a tristeza.

Frisamos que, nos termos da constituição brasileira, os templos adventistas são abertos ao público e que a Igreja não pretende substituir aos órgãos de segurança pública, mas lamentavelmente foi vítima nesse episódio criminoso. E nessa condição de vítima do ato bárbaro, a Igreja está ao lado da Polícia e da Justiça na busca da elucidação completa do  episódio.

Esclarecemos que o crime ocorreu alheio ao nosso conhecimento e estamos colaborando desde o momento da descoberta do crime de todas as formas possíveis.

Salientamos, por fim, que nesse momento todos os seus membros que já tomaram conhecimento do fato concentram suas orações ao Pai Celeste em favor dos  familiares da vítima.”

Pastor Lourival Gomes de Souza - presidente da Associação Catarinense

Débora Carvalho, Felipe Lemos e Equipe ASN – Brasília


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