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Sábado,
24 de Fevereiro de 2018




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"Estou preparada para o que vier", diz Priscila Aprígio

A mãe conta que a filha se lembra de tudo o que aconteceu no ponto de ônibus e chegou a pensar que ia morrer

“Bom-dia papai, bom-dia mamãe”. Estas foram as primeiras palavras da estudante Priscila Aprígio da Silva, de 13 anos, às 7h do sábado (3), quando acordou e viu os pais, emocionados, ao lado de sua cama. Os dois não conversavam com ela desde a última quarta-feira, quando a menina foi baleada nas costas em um ponto de ônibus da Avenida Ibirapuera, na zona sul, durante assalto a uma agência do Banco Itaú. A garota está internada no Hospital Alvorada.

No final da tarde de sábado, o irmão mais velho, o enfermeiro Leandro Aprígio dos Santos, de 27 anos, contou à Priscila que ela está paraplégica. Os pais queriam esperar mais um pouco, já que os médicos haviam dito que a lesão na medula pode ser reversível por causa da idade da menina. Segundo Leandro, a estudante não se abalou.

 - Priscila disse que não quer tristezas e está preparada para o que vier. Ela também falou que a gente tem de ser forte e ter Deus no coração - conta a mãe, Maria de Fátima Aprígio da Silva, de 47 anos.

De acordo com a família, a estudante comentou com o irmão que teria mexido um dos dedos do pé.

- Mas isso não aconteceu. Ela só pensa que mexeu. Acho até que já havia percebido o que estava acontecendo. Ela é muito esperta - afirma Maria de Fátima.

A mãe conta que a filha se lembra de tudo o que aconteceu no ponto de ônibus e sentiu as costas arder no momento em que levou o tiro. Segundo ela, a filha afirmou que chegou a pensar que ia morrer.

- Ela havia acabado de me ligar para dizer que estava no ponto. Não passou nem dois minutos, telefonou de novo falando que havia sido baleada e estava cheia de sangue - lembra.

Após o telefonema, Priscila desmaiou e só recobrou os sentidos na UTI, quando o pastor Dijael dos Santos, da Igreja Adventista do Sétimo Dia - que a família freqüenta - a visitou. O pastor conta que a menina apertou as mãos dele quando ouviu chamá-la e, logo depois, abriu os olhos e sorriu.

- Os médicos estavam fazendo a parte deles, que é física, e eu a minha. Disse a eles que a Priscila ia se recuperar e ela acabou saindo da UTI antes do previsto - diz o pastor.

Igrejas também realizam correntes de oração, como a igreja adventista do Capão Redondo, cujos 4 mil membros interceceram por ela, em oração, no sábado de manhã, a pedido do pastor local, Marcelo Scheffer.

Apesar de todo o sofrimento, a família está resignada e diz que encontra forças em Deus para lutar.

- Deus proverá, está tudo nas mãos dele - diz a mãe.

A estudante recebeu neste sábado a visita e a promessa de ajuda do governador de São Paulo, José Serra. O governador chegou no hospital por volta das 14 horas, acompanhado da médica fisiátrica Lina Mara Rizzo Batistella, do Hospital das Clínicas. Serra ofereceu à família assistência médica durante o período de recuperação. Ele conversou com a adolescente por pelo menos meia hora e disse que a garota está animada e muito segura em relação à recuperação.

O GLOBO ONLINE 
Débora Carvalho


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