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Sábado,
24 de Fevereiro de 2018




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Brasil é líder do ranking mundial de reciclagem

Catadores são responsáveis por 50% do suprimento de sucata de alumínio à indústria

Ecologia - A coleta de latas usadas envolve aproximadamente 130 mil sucateiros no Brasil, vivendo hoje exclusivamente desta atividade com renda média de dois salários mínimos - dados do Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem). Esses catadores são responsáveis por 50% do suprimento de sucata de alumínio à indústria. A outra parte é recolhida por supermercados, escolas, empresas e entidades filantrópicas.

O alto valor do material no mercado de sucata contribui bastante para o aumento do número de pessoas trabalhando na coleta de latinhas. O grande consumo de bebidas enlatadas gera uma quantidade imensa de latas usadas. Pessoas, na maioria das vezes desempregadas, catam latinhas, vendendo-as posteriormente como meio de renda.

O Brasil é líder do ranking mundial de reciclagem. Esse fato é decorrente principalmente da grande quantidade de catadores existentes no País. È bastante comum em diversos estados ver crianças nas ruas catando latinhas de alumínio para vender. Elas acompanham os pais e ajudam na renda familiar.

Para Isa Maria de Oliveira, do Fórum Nacional de Erradicação Infantil, o trabalho dos catadores, tanto dos adultos quanto das crianças, está mais ligado a exclusão social do que a consciência ambiental propriamente dita. A grande quantidade de desempregados no Brasil, atualmente em torno de 10,4% da população, faz as pessoas procurarem alternativas para obtenção de renda. Assim, essas pessoas entram para o emprego informal, onde estão incluídos catadores de sucata de rua e de lixões. "Ainda são poucas as cooperativas organizadas. As crianças que trabalham nas ruas, na maioria das vezes ajudam os pais, contribuindo para o aumento da renda familiar", disse Isa.

Segundo Isa Maria, as ações de fiscalização não percorrem todos os municípios brasileiros para ter uma avaliação exata sobre o trabalho infantil formal e informal. Os dados são voltados mais para a retirada de crianças do trabalho, por isso, não são fieis à realidade.

O resultado da Fiscalização do Trabalho realizado em 2006 pelo Ministério do Trabalho e Emprego descobriu 8.438 crianças de 0 a 16 anos, excluindo-se os aprendizes, trabalhando no setor formal ou informal da economia. Em 2005 esse número foi de 7.748. Não há uma distinção entre a natureza dos trabalhos realizados por essas crianças, os dados são gerais.

Liderança do ranking

Impulsionada por homens, mulheres e crianças de baixa renda, a indústria da reciclagem do alumínio no País deu um grande salto nos últimos quatro anos. Em 1991, eram recicladas 37% das latinhas. Em 1996, subiu para 61,3%. Atualmente, o Brasil lidera, pelo quinto ano consecutivo, o ranking mundial de reciclagem de latas de alumínio. Em 2005, foram reaproveitadas 96,2% das latas usadas. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira do Alumínio - ABAL e pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade - ABRALATAS, o Brasil atingiu a marca de 127,6 mil toneladas de latas de alumínio recicladas por ano. Para Marcelo do Ó, da Abal, não há uma grande incidência de crianças envolvidas na venda de latinhas de alumínio no Brasil. "As cooperativas procuram não comprar sucata de crianças, para não incentivar o trabalho infantil", disse ele.

Entretanto, o trabalho informal urbano infantil, ainda não está erradicado, nem perto disso. Ele está presente em diversos estados, e a população não percebe, pois a maioria das crianças trabalha ajudando os pais. Isso porque quanto mais gente da família catando nos lixões ou nas ruas, maior será a renda da família no final do mês.

 

 

Segundo as empresas Abal e Abralatas, outros fatores têm contribuído para o aumento da reciclagem no Brasil. São eles a adesão da classe média à coleta seletiva, a formação de cooperativas com boa gestão, a busca da sociedade por modelos de preservação e a educação ambiental.

O engajamento da classe média pode ser comprovado por números. Levantamento realizado pelo setor mostrou que, entre 2000 e 2005, a participação de condomínios e clubes na coleta de latas usadas passou de 10% para 24%. 

Redação 

 

 


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