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Sábado,
24 de Fevereiro de 2018




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A hepatite C é uma questão de saúde pública


 
Saúde - O país deve se preparar para um grande boom da Hepatite C a partir de 2011. Todas as pessoas que receberam sangue antes de 1992 têm grandes riscos de estarem infectadas e não saberem. Antes disso, o sangue destinado às transfusões não era analisado para detecção do vírus da hepatite C, pois não se conhecia completamente essa forma de hepatite. Hoje em dia, já sabemos que essa doença pode não se manifestar por até 20 anos. Por esse motivo, cerca de 90% dos contaminados desconhecem suas condições e descobrem que estão infectados em um estágio já muito avançado. Como age silenciosamente a doença raramente provoca sintomas. Sem dar sinais, evolui para quadros graves, como cirrose ou câncer, sem que o paciente perceba o risco que ela representa para sua saúde. Isso faz da hepatite C um dos mais sérios problemas de saúde pública no Brasil, sendo a principal causa de transplante de fígado no país.
 
A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que, no mundo, 170 milhões de pessoas sejam portadores da doença. Os números nacionais também preocupam. De acordo com estimativas do Ministério da Saúde, cerca de 2 milhões de brasileiros podem estar infectados pelo vírus HCV, ou seja 1,5% da população. Outro dado preocupante do Ministério é que a hepatite C apresenta a taxa de mortalidade com maior crescimento no país, tendo aumentado 30,6%, em média, no ano passado.
 
Sabe-se que o vírus é transmitido pelo contato com sangue humano contaminado e atualmente, as formas mais comuns de transmissão incluem o uso de drogas com agulhas e seringas compartilhadas e acidentes com material contaminado que corte ou fure a pele, como lâminas, bisturis, alicates e agulhas. Utensílios de salões de beleza, consultórios dentários e estúdios de tatuagens e piercings podem oferecer risco de contágio se o material utilizado não for descartável ou esterilizado de forma adequada. Nesse tipo de hepatite, o risco da contaminação por relação sexual é muito baixo, diferente do que ocorre com a hepatite B.
 
Ao contrário do que alguns pensam, viver na mesma casa, apertar a mão, abraçar ou beijar uma pessoa com o vírus não traz nenhum risco de contaminação.
 
Nada impede de que o portador da hepatite C possa ter uma vida normal. A doença tem grande chance de cura. Cerca de 20% dos infectados eliminam o vírus espontaneamente. Dos 80% restantes, cerca de dois terços, quando tratados corretamente, são curados. Diagnóstico precoce e tratamento adequado são fatores primordiais para que o paciente recupere sua saúde.

Dr. Rafael Sani Simões*

*Médico formado pela Faculdade de Medicina de Marília e especialista na área de doenças infecciosas e parasitárias é gerente médico da Roche, responsável pelo Pegasys (Alfapeginterferona-2a), medicamento para Hepatites B e C.


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