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Quinta-Feira,
20 de Setembro de 2018




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Aprendizagem cooperativa se destaca no Estado

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Interlagos, São Paulo – Em sua primeira turma de formandos do Ensino Médio, o Colégio Adventista de Interlagos (CADI), teve surpreendente posição na pontuação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), com média de 59,02. A nota foi superior à de toda a rede adventista de ensino no Estado de São Paulo.

Um diferencial do CADI é que adota desde o seu início, há sete anos, o modelo de aprendizagem cooperativa. Na aprendizagem cooperativa, por exemplo, as carteiras dos alunos são organizadas em grupos. A proposta também conta com salas-ambiente, cada uma destinada ao estudo de uma matéria.

O objetivo é proporcionar aos alunos autonomia e, ao mesmo tempo, cooperação. É um modelo de ensino recente. Combina prática e teoria, favorecendo a autonomia, liderança e a cooperação. Também procura se basear em princípios pedagógicos bíblicos e da educadora Ellen White.

Sueli Versiani, diretora do CADI e responsável pela nova proposta pedagógica, acredita que o desempenho no ENEM é um reconhecimento da importância da aprendizagem cooperativa e da própria rede adventista: “Nossa proposta é e sempre foi buscar novos métodos que proporcionem o desenvolvimento integral de nossos estudantes, preparando-os para o vestibular, para a vida, mas principalmente para a eternidade”.

O colégio torna-se uma referência de um novo método dentro da rede adventista de ensino, pois apresenta uma proposta diferenciada. O resultado do ENEM confirmou o desempenho da abordagem de ensino cooperativa.

A professora Versiani acredita que é preciso inovar a educação, buscando novos métodos: “Ficarmos nos padrões divinos para a educação não quer dizer que necessitamos manter os modelos do ensino tradicional ou mesmo anularmos a todos. Mas, segundo Ellen G. White, os professores devem buscar sempre novos e melhores métodos de ensino”, declara convicta.

Para a ex-aluna Thais Chiva o método do CADI foi determinante para seu sucesso no ENEM. “A cooperação entre os alunos ajudou a aprendermos coisas além da matéria, como conviver com as pessoas, aceitando e discutindo de modo mais adequado idéias contrárias as nossas. Além de motivar a estudarmos juntos onde um ajudava o outro a aprender mais e de uma forma melhor”, declara a hoje estudante de Ciências Contábeis.

Esta filosofia de aprendizagem cooperativa está sendo implantada em outras instituições. São instituições como a Universidade de São Paulo (USP Leste) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Inclusive o assunto foi abordado no jornal O Estado de São Paulo em 13/03/06. Na reportagem mencionou-se que as duas instituições quebraram paradigmas. Segundo a repórter Simone Iwasso “a ordem do ensino tradicional é invertida”, iniciando na teoria para depois ir para a prática, quando deveria iniciar na prática para depois entrar na teoria.

Dentre as escolas de Ensino Médio, a referência na capital paulista para escolas que adotam a filosofia de educação cooperativa é a Escola Estadual Francisco Cristiano Lima de Freitas. Há quatro anos ela desenvolve este método e os números já apareceram. Em uma escola onde a média de alunos que ingressam na faculdade era de 7%, neste período houve um crescimento de 25%. Hoje 32% dos alunos que terminam o Ensino Médio nesta escola ingressam no Ensino Superior.

Sonia Vieira dos Santos, diretora da escola, afirma que antes de ocupar esta função já havia tido contato com a proposta no governo Covas em 1998. “Eu já gostava da proposta cooperativa e de sala ambiente, mas há quatro anos, quando assumi a diretoria da E.E. Francisco Cristiano, decidi implantá-la. Houve muita resistência de professores, funcionários, pais, alunos e comunidade. Mas, com o preparo de um ano antecipado, conseguimos implantar a aprendizagem cooperativa em salas ambientes”, revela.

Em comparação com outros colégios, o CADI ainda necessita se desenvolver, pois sua média esteve 17 pontos abaixo dos 78,06 do Colégio Vértice, a melhor média do Estado.

A professora Luiza Silva, coordenadora pedagógica há nove anos, argumenta que a diferença da pontuação entre escolas de métodos alternativos e escolas de método tradicional se deve à pouca divulgação aos profissionais de educação. “Os professores foram formados no método tradicional, mas devemos abrir a mente. Muitos não querem mudar. Querem fazer como sempre aprenderam. Inovar dá trabalho. Eles foram educados assim, aprenderam na faculdade assim e seguem assim”, argumenta ela, que há dois anos trabalha com aprendizagem cooperativa.

A aprendizagem cooperativa já demonstrou bons resultados em pouco tempo de implantação. A médio e longo prazos, com a formação de profissionais mais preparados, a perspectiva é de que o método produza ainda maiores resultados.

Danielson Roaly

 

 

 

 

 


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