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Sábado,
21 de Abril de 2018




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Estudante da rede adventista passa na USP e Unesp sem cursinho

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Diogo Cavalcanti

Felipe Garibaldi estudou nas escolas da rede adventista do Brooklin, Campo de Fora e, a partir de 1996, no Unasp-SP. No final de 2005, se inscreveu nos vestibulares da USP e Unesp, duas das mais concorridas universidades da América do Sul. Ele queria iniciar o curso de 4 anos de Bacharelado em Violão Erudito. E conseguiu, sem fazer cursinho.

Site da APS: Como surgiu este desejo pela música?

Felipe Garibaldi: Desde pequeno, a música ocupava um lugar especial. Meus pais colocavam música para eu dormir, as quatro estações de Vivaldi. Quando eu tinha nove anos, comecei a ouvir rock, rock pesado mesmo. Isso foi quando eu visitei uma amiga da minha tia e o filho era roqueiro.

O quarto dele era todo preto de tanto pôster. Fiquei uma manhã inteira escutando ele tocar a guitarra. Eu que gostava de música, fiquei impressionado com aquilo. Então eu disse para mim: “quero causar esta mesma impressão nas pessoas, eu quero ser roqueiro”.

Site da APS: E a mudança do rock para música erudita?

Felipe Garibaldi: Eu comecei a querer tocar guitarra. Meus pais me colocaram na escola de música do Unasp, a Acarte. Quis tocar violão, mas qual era a minha intenção em ter aula de violão? Tocar guitarra também, porque quem  toca guitarra, toca violão. Eu pensava: “quando eu for independente, compro uma guitarra, tatuo o corpo inteiro, deixo o cabelo crescer e vamos para o rock’n roll!” Eu tocava bateria também, mas gostava de rock pesado.

Meus pais sempre me orientavam contra, mas quanto mais eles falavam de rock, mais eu gostava. Acabei mudando depois de muita oração, muita orientação deles. Peguei gosto pelo violão erudito, porque fazia aula lá na Acarte e a música virou minha paixão. Quando eu comecei a mexer com música surgiu o desejo. Meus professores me incentivam e me encorajam neste sentido. Eu acho que estou no caminho certo.

Site da APS: Você acha que a sua formação escolar teve alguma coisa a ver com você ter passado no vestibular? Ou você passou mais por sua dedicação pessoal?

Felipe Garibaldi: Na verdade, eu não me preparei academicamente como deveria. Primeiro eu atribuo o fato de eu ter passado a Deus. Depois à escola boa, aos professores bons que eu tive de música e, de repente, um “dom para a coisa”.

Site da APS: Na sua opinião, as pessoas podem alcançar todos os sonhos?


Felipe Garibaldi
: A impressão que eu tive e que eu tenho é de que existem barreiras para todo mundo. Eu me considero um privilegiado. Meu pai é pastor e tive descontos. Mas eu poderia ter estudado muito mais. Lógico, passei nestas duas faculdades. É bom, não decepcionei. Foi tudo o que eu ganhei, mas eu poderia ter feito muito mais.

Existem barreiras para todo mundo e as barreiras são todas superáveis. A gente vê tantas histórias de gente - aquela lenda americana do “self-made-man” (homem feito por si mesmo). São pessoas que subiram na vida, como Ben Carson e outro, André Segóvia, que fugiu de casa, porque o pai não queria que ele tocasse violão. Ele se tornou o maior violonista da História. Eu acho que, com a ajuda de Deus e com a vontade de sempre andar segundo a vontade dele, ninguém é perdedor.

Site da APS: Quais são os seus planos a partir da faculdade?

Felipe Garibaldi: Quero fazer um mestrado, depois um doutorado. Este é o meu sonho. Acho que vou ter de seguir o magistério para dar aula de violão.


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