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Doença ainda é desconhecida pelos brasileiros

Cardiologista orienta população a reconhecer os sinais do AVC e ensina como evitar a doença

São Paulo, 28 de outubro de 2009

SAÚDE
Da Assessoria

De acordo com a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, o AVC (acidente vascular cerebral) é considerado o principal causador de incapacidade funcional no mundo, responsável por 30% dos óbitos registrados e  ainda é bastante desconhecido pelos brasileiros.

Com o objetivo de orientar e alertar à população dos sinais que o corpo apresenta antes de sofrer um derrame cerebral e que, se reconhecidos previamente, podem evitar esse transtorno, foi estabelecido o dia do AVC, realizado no dia 29 de outubro. Lise Bocchino, cardiologista do Delboni Auriemo DASA, é quem dá as dicas para o Dia Mundial do AVC.

Uma pesquisa da Universidade de Western Ontario (Canadá) publicada neste mês no periódico Neurology mostrou que um em cada oito AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais) do tipo isquêmico (em que há obstrução dos vasos) é precedido por uma espécie de alerta, que pode ser classificado como acidente isquêmico transitório.

Segundo os autores do estudo, o conhecimento desses sinais pode ajudar a evitar muitos derrames, com a realização de exames que podem prevenir o evento bem como fazer um diagnóstico precoce, com maior chance de tratamento.

Eventualmente há necessidade de uso de remédios ou outros procedimentos. Estudos anteriores sugerem que mais de 80% dos AVCs que ocorrem depois de um sinal de alerta podem ser evitados. Este é um alerta para o Dia Mundial do AVC, também conhecido como derrame cerebral.

O resultado da pesquisa canadense é ainda mais alarmante se pegarmos como base a análise sobre a população brasileira feita em 2008 pela revista Stroke, principal periódico científico internacional da área. A pesquisa mostrou que 90% dos brasileiros dizem não ter nenhum tipo de informação sobre o AVC.  A situação brasileira é ainda mais grave do que a média mundial porque a maioria dos pacientes procura muito tarde o atendimento médico por desconhecimento da doença e de seus sintomas iniciais, o que dificulta o reconhecimento e encaminhamento rápido para um hospital adequado.

Segundo Lise Bocchino, cardiologista do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica/DASA, o acidente vascular isquêmico é o tipo mais comum de derrame, com 80% dos casos. Os demais são do tipo hemorrágico, em que o vaso se rompe e que raramente tem sinais prévios. Os ataques transitórios, também chamados quase-derrames, costumam ser mais comuns em idosos e em portadores de problemas cardiovasculares, diabetes ou hipertensão.

Lise explica que os sintomas dos acidentes isquêmicos transitórios são similares aos do AVC, mas têm intensidade menor e costumam durar menos de 24 horas. “O paciente pode apresentar, principalmente, dormência ou fraqueza no rosto, no braço ou na perna, geralmente em um lado do corpo, além de dificuldades na fala ou esquecimentos. A maioria dos casos se resolve em uma ou duas horas e desaparece espontaneamente”, explica a médica.

Segundo a pesquisa canadense, os pacientes que tiveram esse derrame transitório (ou isquemia cerebral transitória) tiveram menos chance de ter um AVC mais grave e de morrer, uma vez que se cuidam, procuram atendimento médico e são medicados, às vezes, para o resto da vida, com sucesso. Também precisaram de menos serviços de reabilitação, bem como não tiveram restrições em suas vidas.

Lise lembra que, nesses casos, a pessoa deve procurar um médico imediatamente para identificar as causas do evento e saber se há uma obstrução vascular e onde ela está localizada. Para evitar e tratar o derrame é necessário buscar ajuda de médicos em centros especializados. Nestes locais são usados anticoagulantes e podem ser realizados procedimentos para colocação de stents para desobstruir o vaso comprometido.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que mais de 5 milhões de pessoas morram a cada ano por causa de acidentes cardiovasculares. Mesmo os pacientes que sobreviveram a um AVC correm riscos: cerca de 50% morrem após um ano, 30% necessitam de auxílio para caminhar e 20% ficam com sequelas graves.

Sinais do AVC:
-        Fraqueza de um lado do corpo;
-        Dormência de um lado do corpo;
-        Dificuldade visual;
-        Dificuldade para falar;
-        Dor de cabeça muito forte e sem motivo aparente;
-        Incapacidade de se manter em pé ou forte tontura.

Para evitar o AVC:
-        Praticar exercícios regulares;
-        Controlar o peso;
       Alimentação balanceada, evitando o consumo de alimentos com gorduras saturadas e trans;
-        Não fumar;
-        Evitar o excesso de álcool; 
-        Controlar o estresse;
-        Se tiver mais de 40 anos, realizar pelo menos uma vez por ano check ups, com controles de pressão arterial, dosagem de glicose e colesterol no sangue;
-        Se tiver diagnóstico de hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto ou qualquer doença do coração, fazer acompanhamento médico para controle dessas patologias.

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
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Carolina Vasconcellos – cvasconcellos@imagemcorporativa.com.br
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