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Influências alimentares na glicemia materna e na saúde do bebê

Gestantes devem estar atentas à gravidez e fazer uma dieta balanceada

São Paulo, 11 de setembro de 2009

SAÚDE
Da Assessoria de Imprensa

A todo instante, muita coisa muda na avaliação médica e nutricional das gestantes. Um tema novo foi revelado através de um estudo, em que os americanos chamaram de HAPO – Hiperglicemia Materna e seus Resultados Adversos na Gestação.

A pesquisa acompanhou mais de 23.000 gestantes e seus bebês e chegou à conclusão de que pequenas variações no açúcar do sangue das mães influenciavam na adiposidade do corpo do bebê e na sua produção de insulina.

Muitas evidências foram reveladas nos estudos, de que o tamanho do bebê ao nascer está associado à maior adiposidade na vida futura dessas crianças, com o aparecimento de obesidade e de alterações em seus pâncreas que conferem a eles um maior risco de diabetes.

Mudanças que deixam a gestante vulnerável ao diabetes
Segundo a Dra. Endocrinologista e Nutróloga, Ellen Simone Paiva, quando a gestante, já exposta aos fatores hormonais que facilitam a ocorrência das elevações da glicose, apresenta outros fatores de risco, ela estará mais vulnerável à ocorrência do diabetes. “Entre estes fatores de riscos adicionais, podemos citar mulheres que já engravidam com sobrepeso ou obesidade, fumantes, aquelas com antecedentes pessoais de partos complicados e com antecedentes familiares de diabetes, portadoras da Síndrome dos Ovários Policísticos e, finalmente, incluem-se, neste grupo, gestantes que ganham peso excessivo durante a gravidez.” Explica.
Aproximadamente 7% de todas as gestações são afetadas pelo diabetes gestacional, resultando em mais de 200.000 casos anuais nos Estados Unidos. No Brasil, as estimativas não são diferentes. O Projeto Diretrizes, organizado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, em conjunto com a Associação Médica Brasileira, definiu estimativas de prevalência da doença em torno de 2,4 a 7,2% das gestantes.

Complicações materno fetais induzidas pela hiperglicemia materna
As complicações fetais, que, antes, supostamente ocorriam apenas no diabetes gestacional, podem ocorrer nas gestações livres do diabetes, mas sujeitas a oscilações glicêmicas, que antes eram consideradas inofensivas. “Nas gestantes com diabetes, a intensidade dessas alterações pode levar ao nascimento de fetos macrossômicos, os grandes bebês nascidos de gestantes diabéticas, que ocorrem em até 52% dos casos de diabetes gestacional descompensado”, explica Ellen.

Além da macrossomia, esses bebês têm maiores riscos de malformações fetais, que ocorrem em cerca de 8% dos casos, alterações metabólicas, como as arriscadas baixas da glicose e do cálcio ao nascer, parto prematuro, desenvolvimento de obesidade e diabetes na adolescência, até mesmo o óbito fetal, que ocorre em cerca de 14% dos casos com mal controle.

Nas gestantes não diabéticas, mas com maiores elevações glicêmicas, os pesquisadores constataram o nascimento de bebês com mais gordura corporal e maior produção de insulina. “O estudo nos revela que pequenas elevações glicêmicas maternas, muito menores do que aquelas anteriormente estipuladas como perigosas, podem atravessar a barreira placentária e alcançar o feto, estimulando nele uma excessiva produção de insulina”, conta Ellen Paiva.

Prevenção e  tratamento do diabetes gestacional
O objetivo da orientação nutricional da gestante de risco, principalmente daquelas que estão ganhando muito peso ou daquelas com glicose sanguínea em níveis limítrofes, é propiciar uma alimentação adequada para ela e seu bebê, permitindo a nutrição de ambos e o desenvolvimento adequado da criança, sem as arriscadas oscilações glicêmicas ou o ganho de peso excessivo de ambos.
“A orientação nutricional da gestante começa pelo cálculo das calorias a serem consumidas diariamente e as necessidades calóricas variam de acordo com a idade, o peso pré-gestacional, o nível de atividade física e o estado nutricional”, explica Ellen Paiva.

Uma dieta bem balanceada
A dieta da gestante diabética deve ser balanceada, ou seja, deve conter cerca de 40  a 50% de carboidratos, 25-30% de proteínas e 25-30% de gordura, muito semelhante às que se destinam às  gestantes “normais”. O valor calórico não deve ser muito restrito, não se admitindo valores menores do que 1200calorias ao dia.

 “A gestante diabética deve se alimentar cerca de seis vezes ao dia, sendo três refeições básicas e três lanches. O último lanche deve ser feito antes de dormir para se evitar hipoglicemias noturnas com alterações metabólicas que também colocam em risco a gestação”, informa Ellen Paiva.

A regra básica para todas as gestantes é o consumo de carboidratos complexos como pães, arroz, cereais, batata, mandioca, milho; de preferência os integrais que proporcionam uma saciedade mais longa e a melhora intestinal. “Os carboidratos chamados simples (açúcar) devem ser evitados ou utilizados com moderação, uma vez que causam absorção intestinal rápida do açúcar e com isso leva às oscilações agudas e amplas na glicemia materno fetal, o que não é bom nem para a mãe, nem para o bebê”, avisa a médica.

Além dos carboidratos, a gestante deve ingerir frutas, verduras, legumes, carnes magras e lacticínios. A ingestão de frutas deve atender às recomendações de 3 à 4 porções de frutas diariamente e a de lacticínios, de 2 à 3 porções. Esses últimos garantem o consumo de cálcio necessário à formação do esqueleto do bebê, sem sacrificar a reserva esquelética da mãe.


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