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Terça-Feira,
24 de Abril de 2018




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Lixo nas ruas agrava problemas com temporais em São Paulo

Segundo especialistas, a coleta de lixo não é feita de modo correto e o tratamento também é inadequado

São Paulo, 10 de setembro de 2009


COMUNICAÇÃO
Bom Dia Brasil - Globo


O temporal que caiu em São Paulo expôs um problema grave das grandes cidades brasileiras: o lixo. Segundo especialistas, a coleta não é feita de modo correto e o tratamento também é inadequado.

Desorganização e falta de educação contribuem para que a tragédia seja maior. Lixo entope bueiro, vai para os rios, provoca inundações. Todos sabem que as construções em encostas de morros correm sério risco. Ainda assim, a cada chuva o número de mortos aumenta. As principais vítimas são as crianças.

Ontem, os bombeiros localizaram os corpos de três irmãos que foram soterrados em Osasco. As buscas duraram mais de 30 horas. As crianças e a mãe foram veladas no início da manhã.

Ao todo, a chuva da última terça-feira matou oito pessoas no Estado de São Paulo. Duas foram arrastadas por enxurradas e seis morreram em deslizamentos. Só na capital paulista há mais de 500 áreas de risco.

Ontem foram enterrados, na capital, os irmãos Jean, de 3 anos, e Jonas, de 8, mortos em um soterramento enquanto jogavam videogame.

Em outro desabamento, em Osasco, os bombeiros resgataram os corpos das três crianças que estavam desaparecidos desde terça-feira. Um dos bombeiros se emocionou e teve de ser amparado pelo colega.

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) já identificou quase 500 áreas de risco. Para o pesquisador Eduardo Macedo, a saída é urbanizar as mais de duas mil favelas de São Paulo: “Não há espaço para se fazer casas novas em uma cidade como São Paulo. Tem que reassentá-los dentro das próprias áreas de favelas. Urbanizando, fazendo trabalhos e transformando essas favelas em um bairro”.

A cidade de São Paulo gera quase dez mil toneladas de lixo residencial por dia. Se a prefeitura não faz a coleta regularmente, as ruas ficam sujas. Quando cai um temporal o lixo é levado para os bueiros e a água não tem para onde escorrer.

O entulho é jogado na rua. São Paulo tem 1,5 mil depósitos clandestinos. Nas calçadas, muitas vezes os restos são descartados de qualquer jeito pelos moradores. Vai tudo para galerias fluviais e para os piscinões e rios. Uma montanha de lixo, por exemplo, foi encontrada no Tietê. O resultado apareceu essa semana com as chuvas.

“Não é só aterro que resolve. Há uma série de outras alternativas técnicas como compostagem”, afirma a diretora da ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária Ambiental) Ana Lúcia Brasil. Compostagem é o uso do lixo orgânico para adubo.


O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, diz que vai exigir mais rigor na coleta do lixo das concessionárias responsáveis pelo serviço: “As empresas recebem muito bem. Foram R$ 903 milhões no ano passado e, portanto, têm a obrigação de cumprir os seus compromissos estabelecidos contratualmente”.

O prefeito Gilberto Kassab negou que o corte de 20% nas verbas da varrição de lixo da cidade tenha contribuído para as enchentes. Mas a medida será revista.

Ontem, a promotoria de habitação e urbanismo pediu à Justiça que determine a paralisação imediata das obras de ampliação da Marginal Tietê. Para o Ministério Público, a obra aumenta o risco de enchentes porque impermeabiliza o solo.

O governo do Estado nega e diz que as enchentes foram provocadas pelo excesso de chuva.

 


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