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Quarta-Feira,
18 de Julho de 2018




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Igreja Adventista recebe famílias despejadas da favela Portelinha

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Voluntários adventistas do Jardim das Rosas socorrem desabrigados


São Paulo, 25 de agosto de 2009


CIDADANIA
Agatha Lemos

Moradores da favela Portelinha, no Parque do Engenho, zona Sul de São Paulo levaram um susto na manhã de ontem (segunda, 24/08) ao se depararem com a tropa de choque da Polícia Militar que daria início à reintegração de posse de área pertencente à empresa particular, mas que estava sendo ocupada, já há dois anos, indevidamente.

Cerca de 800 famílias retiraram seus pertences dos barracos, sendo que a maior parte reagiu de forma pacífica. Já para os que demonstraram resistência, a Polícia lançou bomba de efeito moral para agilizar a saída do grupo.

A orientação dada às pessoas que tiveram suas casas desapropriadas foi de que deixassem suas coisas na residência de parentes que morassem próximos ou em barracão disponibilizado para esta finalidade.

A igreja adventista do sétimo dia do Jardim das Rosas, localizada na mesma rua onde a desapropriação acontece, tem atendido moradores desabrigados com alimento, banho, roupas e calçados e cobertores. De acordo com pastor local, Luis Carlos Sena de Almeida, um grande volume de pessoas já passou pela igreja desde a noite anterior. “Ontem, cerca de 400 pessoas passaram por aqui para se alimentar”, conta.

Mães e crianças, além de mulheres grávidas encontraram na igreja o apoio necessário neste momento crítico, em que a desigualdade social de São Paulo e do País expõe suas vítimas de forma acentuada. “Agradeço muito pela ajuda da igreja adventista; é muito bom ver que ainda existem pessoas com bom coração”, diz Vanessa da Silva, moradora despejada.

Vanessa que tem 29 anos, não trabalha, pois cuida de seus 3 filhos. O marido não tem emprego fixo e por isso a única renda familiar, no momento, é da bolsa família. “Nossas coisas estão em um barracão e não sabemos ainda para onde vamos, talvez para a subprefeitura da região”, desabafa.

Muita gente passou a noite nas dependências da igreja, apesar do espaço restrito e a comunidade reconhece a importância da atuação de voluntários adventistas em prol dos outros. “A igreja se sente cumprindo a missão apostólica de dividir o pão literalmente. É gratificante para a comunidade e é gratificante para cada um que tem colaborado”, enfatiza o pastor.

Segundo ainda o pastor Sena, a ADRA – Agência de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais da igreja adventista para a zona Sul de São Paulo disponibilizou uma verba para a compra de alimentos e doou cobertores e colchões. “Neste momento, nossa maior carência é de roupa e calçado para crianças de até 10 anos. Elas perderam o pouco que tinham e não têm como trocar de roupa. Contamos com a contribuição de todos neste sentido”, finaliza.


A reintegração:
A área reintegrada pertence à empresa de ônibus Campo Limpo e tem cerca de 14 mil metros quadrados. Os barracos foram derrubados ou queimados. Inúmeras famílias ainda não têm para onde ir e continuarão dormindo na rua, sob telhado improvisado que proteja da chuva e do frio.

Um diretor da COHAB chegou a pedir adiamento da reintegração, mas não conseguiu. A COHAB disse que prepara um plano de atendimento aos desabrigados com projetos da Secretaria de Assistência Social e cartas de crédito para a casa própria, mas só para quem comprovar renda.


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