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Terça-Feira,
24 de Abril de 2018




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Campanha Quebrando o Silêncio promove ações no Complexo Paraisópolis

Com a intenção de mobilizar as famílias,  estratégias e materiais foram preparados para levar informação, apoio e amparo às vítimas de violência

São Paulo, 05 de agosto de 2009

MINISTÉRIO DA MULHER
Agatha Lemos


Alvo de programas de urbanização e desenvolvimento social, assim como do cuidado efetivo de ONGs (Organizações Não Governamentais), o Complexo Paraisópolis, em 2009, é ainda objeto de atenção da Campanha Quebrando o Silêncio.

A Campanha Quebrando o Silêncio é um movimento da Organização Adventista do 7.º dia, que adotou o penúltimo sábado de agosto de cada ano, como data oficial para o lançamento de campanhas que objetivem o combate e prevenção à violência.

Diante disso, a instituição Adventista, internacionalmente conhecida e atuante em diversas partes do mundo por estar sempre engajada em ações sociais, educativas e espirituais, incentiva a denúncia contra a violência como um meio de coagi-la, apoiando esta luta em todas as faixas etárias, de crianças a idosos. A violência não poupa classes sociais, faixa etária nem sexo. O mundo clama por ações contra o aumento da violência. Quebrar o silêncio é uma arma disponível para todos os que desejam ajudar a sociedade em busca de paz”, diz Wiliane Marroni, responsável pela campanha tanto em território nacional como na América do Sul.

Em sua nona edição, a empreitada tem como tema “Viva em Paz” – um apelo para que o amor seja a solução para a violência doméstica. O foco da campanha deste ano é a criança e a vida familiar. A proposta é, na verdade, um desafio aos lares para que vivam em harmonia e propiciem às crianças um ambiente livre de violência, seja esta física, emocional, verbal, sexual ou qualquer outro tipo ofensivo à convivência familiar e à educação infantil.

Quebrando o Silêncio em Paraisópolis:
A Associação Paulista Sul, sede administrativa da Igreja Adventista para a Região Sul de São Paulo, aplica o projeto na segunda maior favela de São Paulo no mês de agosto, com ênfase para o dia 22 (3º sábado de agosto, dada oficial).

Trata-se de uma arrancada de conscientização na comunidade sobre os perigos da violência doméstica. Com a intenção de mobilizar as famílias, foram elaboradas diversas estratégias e materiais para levar informação, apoio, amparo às vítimas e orientações em casos já existentes.

E com o princípio de ensinar que é preciso dizer NÃO à violência e denunciar se acontecer, jovens das demais comunidades da região Sul do Estado se unirão neste propósito. “O assunto da violência é uma preocupação da sociedade mundial. Como não podemos atingir o mundo, vamos atender aos mais próximos, especialmente as comunidades da região Sul de São Paulo. Nossas estratégias têm como alvo ajudar as famílias para que evitem a violência, especialmente, a que tem início dentro de casa”, salienta Rosemari Oliveira, responsável pela campanha na zona Sul de São Paulo.

 

Atividades:

·         Palestras - Profissionais falarão sobre a violência dando oportunidades para que moradores tirem dúvidas, recebam orientações de como se prevenir e recursos para denunciar, tais como as leis que protegem as vítimas, a exemplo a lei 11.340 de 7 de agosto de 2006, denominada “Maria da Penha”, que pune a violência doméstica e familiar contra a mulher;

·         Dinâmicas - o estatuto da criança e do adolescente, bem como o estatuto do idoso serão apresentados por meio de dinâmicas;

·         Apresentações Teatrais - jovens voluntários aplicarão orientações em formato teatral, usando a interatividade e o bom humor como ferramentas, e a emoção e a seriedade para conscientizar a população de Paraisópolis sobre os perigos da pedofilia, dos abusos, da internet, dos riscos da confiança em outros, das agressões, entre outros;

·         Oficinas de artesanato - Crianças poderão desenvolver a criatividade em oficinas de arte. Serão feitos desenhos sobre a família, amigos, igualdade, autoestima e sobre o que esperam do futuro;

·         Apresentação da Turma do Nosso Amiguinho – Enfoque à prevenção da violência em linguagem infantil;

·         Atendimento Psicológico – Para aqueles que sofrem violência e busquem, voluntariamente ajuda, haverá atendimento psicológico;

·         Atendimento Médico – Será oferecido atendimento médico às mães adolescentes, bem como, orientações àquelas que ainda não são mães;

·         Distribuição de Revistas, folhetos e afins – Será doada uma revista “Viva em Paz” para cada família e folhetos educativos “A Violência Dói” para as crianças, com instruções que ajudem os pequenos a se protegerem da violência;

Órgãos Comunitários – Serão ainda realizadas ações em postos de saúde, escolas públicas, associação de amigos de bairro, espaços culturais e outros;

·         Cursos gratuitos – Curso “Como deixar de fumar em cinco dias” será disponibilizado a todos os interessados, gratuitamente.


A campanha no Brasil:
No Brasil, foram impressas cerca de 200 mil revistas “Quebrando o Silêncio”, voltadas para o público adulto, e mais de 300 mil revistas especiais da Turma do Nosso Amiguinho para crianças, além de mais de um milhão de folhetos, vídeos e materiais em PDF na internet (www.quebrandoosilencio.org.br).

Os materiais serão distribuídos em passeatas, de casa em casa, para amigos e vizinhos, nas periferias das metrópoles, nas escolas, em ONGs, igrejas, por correspondência, entre outras formas, além do apoio da mídia.

A regra é conscientizar a comunidade e divulgar os caminhos para os órgãos competentes do Estado ou município e às ONGs que têm um trabalho especializado para atender esse tipo de caso. O Disk Denúncia, 100, por exemplo, deve ser conhecido por todos.

Dados alarmantes:
Educação começa em casa, mas muitas crianças precisam fugir do que vivenciam ali. Um estudo global da ONU, sobre a violência contra a criança, divulgado em 2006, aponta na própria família o maior índice de agressão: pai - 25% dos casos, mãe - 50%, parentes - 13%.

As pesquisas também apontam que quem revela os abusos são, na maioria, a comunidade ou pessoas desconhecidas da pessoa agredida. Cerca de 8 milhões de jovens em situação de risco vivem fora de casa, acolhidos em instituições de caridade.

Três em cada 10 adultos (homens e mulheres) já sofreram algum tipo de abuso sexual durante a infância. A maior parte das vítimas são meninas, abusadas por pessoas próximas. Neste contexto de tolerância e preconceito, crianças e adolescentes são as principais vítimas. Os dados são alarmantes: 150 milhões de meninas e 73 milhões de meninos violentados.

Segundo dados da revista “Sinais dos Tempos”, só em São Paulo, a violência doméstica se divide da seguinte maneira: 52% abuso físico, 22% abandono, 16% negligência, 8% abuso sexual e 2% abuso psicológico.

A Unifesp – Universidade Federal de São Paulo realizou pesquisa recente sobre a violência doméstica e seus efeitos sobre a vida das vítimas. 53% das mulheres já haviam sido violentadas na infância; 82% foram ameaçadas de morte e 88% não reagiram. O resultado destes abusos foi trauma que levou à depressão de 89% das vítimas e ansiedade de 94% das mesmas.

É por isso que é preciso quebrar o silêncio, para que estes índices mudem e menos pessoas, especialmente crianças, tenham suas vidas marcadas pela força hostil da violência.

Atividades paralelas: No CEU – Centro Educacional Unificado do bairro Valo Velho; orientações a crianças de comunidades carentes do jardim Alvorada, entre outras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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