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Sábado,
24 de Fevereiro de 2018




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Beleza, estética e cirurgia plástica: uma visão contemporânea

Este é o tema da palestra que o cirurgião plástico Ruben Penteado proferirá em Vitória, ES, no dia 20 de junho, durante o 16° Congresso Vidativa de Estética

“Imagine-se na posição desgraçada de um homem que, tendo-se casado, leva para casa uma mulher toda falsificada, e que de repente, em vez de um corpinho elegante e mimoso, e de um rostinho encantador, apresenta-lhe o desagradável aspecto de um cabide de vestidos, onde toda a casta de falsificadores pendurou um produto de sua indústria. Quando chegar o momento da decomposição deste todo mecânico – quando a cabeleira, o olho de vidro, os dentes de porcelana, o peito de algodão, as anquinhas se forem arrumando sobre o toillete – quem poderá avaliar a tristíssima posição dessa infeliz vítima dos progressos da indústria humana!"
            José de Alencar, "Moedeiros falsos e falsificadores da mulher"

É com esta provocação, retirada da crônica  Moedeiros falsos e falsificadores da mulher, escrita por José de Alencar, em meados do século XIX, que o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada, abrirá sua palestra - Beleza, estética e cirurgia plástica: uma visão contemporânea - no próximo sábado, dia 20 de junho, durante o 16° Congresso Vidativa de Estética, que acontece em Vitória, ES.

Segundo o médico,  a escolha deste trecho da crônica de José de Alencar enquadra-se perfeitamente na discussão proposta pelo evento. “Qual é o limite para ser belo nos dias de hoje? Os profissionais que trabalham com beleza e estética devem se fazer esta pergunta com regularidade. A vontade de rejuvenescer e de conquistar a beleza é milenar. Entretanto, a partir do século XX, menos do que um dom de Deus, a beleza tende a ser o resultado de um trabalho que cada um realiza segundo seus próprios recursos: malhação, cirurgia, cosméticos, meditação. Hoje, ser belo não é somente um dever mas, principalmente, um direito. E um direito amplo, que, ao contrário de épocas passadas, inclui adolescentes, idosos, ambos os sexos e todas as camadas sociais”, afirma Ruben Penteado, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

É exatamente quando a beleza deixa de ser considerada a prova da existência divina – o dom – para ser a expressão principal da subjetividade de cada um, em cada momento da vida, ser belo torna-se, mais do que nunca, uma atividade permeada pelas flutuações da moda e dos interesses de mercado. “Com o ‘dom divino em mãos’, o custo-benefício individualizou-se como nunca no âmbito dos cuidados com o corpo. Antigas fronteiras entre beleza esportiva, beleza específica de misses, ou de cada região do planeta, tenderam a ser relativizadas em nome de uma beleza internacional, existente full time, que ocidentaliza os povos do mundo todo”, explica Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada.

Hoje, as mulheres sabem que para serem belas devem seguir cuidadosamente os padrões universais, amplamente difundidos por revistas, televisão, cinema... “Nossa intenção é questionar os profissionais de beleza sobre este padrão. Este é o único caminho a seguir? Somos mais livres do que nossos avós para utilizar cosméticos, praticar esportes, cuidar do corpo e cultuá-lo. E, ao mesmo tempo, somos mais presos a este tema do que eles, pois quanto mais o corpo se expõe, mais intenso e freqüente deve ser o trabalho de depilá-lo, bronzeá-lo, massageá-lo...”, observa o cirurgião plástico.

Pecados do excesso

Ao contrário da mulher "postiça" de José Alencar, os "artifícios" estão dentro do corpo feminino. Ela não os retira para dormir, os produtos se confundem com seu organismo e fazem parte de sua identidade. “A tendência de naturalizar os artifícios da beleza é solidária à banalização das cirurgias plásticas e expressa mudanças profundas no modo de conceber o corpo. Diferente de séculos atrás, o embelezamento é aceito como um gesto rotineiro. A venda de produtos de maquilagem portáteis, práticos de usar, contribui para dotar o gesto embelezador de uma naturalidade antes rara”, observa Ruben Penteado.

De uma beleza passageira e provisória, elaborada com antigos "postiços", passamos a uma beleza permanente, infinita e industrialmente assistida. Sem dúvida, a abrangência de procedimentos, técnicas e novos materiais voltados para a beleza superou todas as expectativas possíveis, estamos numa fase "high tech" de "no limit".

Hoje, vivemos sem limite de distância, com a revolução da Internet; sem limite da cura, com novos medicamentos, clonagens, partos fabricados; sem limite da segurança, com carros blindados e guardas armados; sem limite da beleza, com plásticas estéticas e dermatologia cosmética. “Em um primeiro momento, pensamos que os novos métodos e tecnologias não nos trouxeram a almejada felicidade por estarem sendo sub-utilizados e, em conseqüência, começamos a multiplicá-los. E ao invés de uma massagem semanal, fazemos três. Ao invés de uma lipoaspiração, fazemos duas, três...”, observa o médico.

“O que esperamos é que os profissionais que trabalham com beleza e estética façam uma crítica esclarecida, façam um trabalho de separação entre os formidáveis avanços científicos dessas últimas décadas. Caberá aos profissionais e aos usuários destes serviços, e, de uma forma mais ampla, aos fornecedores e à própria indústria cosmética responsabilizarem-se pelo estabelecimento de novos limites para os padrões de beleza. Devemos privilegiar aquilo que se pode fazer, não o que se deseja fazer. Este será o foco central da nossa palestra no próximo sábado”, defende Ruben Penteado.

Mais informações:
www.medintegrada.com.br
Confira o site do evento: http://www.vidativa.com.br


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