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TV: vilã ou mocinha? Saiba como este meio eletrônico mudou a comunicação e a nossa vida

São Paulo, 27.02.2009

COMUNICAÇÃO
Por Michelson Borges

Pesquisa de opinião pública encomendada pelo Ministério da Justiça e pela Unesco ao IBOPE mostrou que, para 30% dos pesquisados, a televisão é o principal veículo informativo e, para muitos (28%), formativo, sendo avaliada como uma importante fonte de atualização de conhecimentos e de entretenimento, uma vez que oferece uma gama de programação a custo zero.

A despeito desses números expressivos, a maioria dos entrevistados (57%) afirmou não se preocupar com o conteúdo da programação televisiva – e é aí que mora o problema.

Para, Francisco Weffort, ministro da Cultura durante o Governo FHC, a TV pode servir como elemento forte de difusão cultural, entretanto, “o limite é o do respeito ao indivíduo”. A própria Constituição determina enfaticamente no artigo 221, inciso IV, que as emissoras respeitem “os valores éticos e sociais da pessoa e da família”.

Nesse caso, o respeito à liberdade de expressão, inerente à democracia, nada tem a ver com o baixo nível da programação que invadiu a “telinha”. Com as novas tecnologias de transmissão de imagens, os modernos televisores se transformaram em verdadeiros “cinemas em casa”. O próprio planeta foi transformado num imenso estúdio, num cenário a ser permanentemente explorado pelas câmeras e transmitido “objetivamente” pelos repórteres e apresentadores.

Esse conteúdo absorvido pelo telespectador não passa, em geral, por nenhuma crítica. O cinema e a televisão não são como um jornal impresso, cuja leitura podemos interromper, refazer e submeter a reflexões demoradas. A dinâmica da imagem solicita respostas imediatas de quem a ela está submetido. As reações são reflexas, rápidas e incapacitam a pessoa para o ato de investigar e examinar alguma coisa com mais profundidade.

Além disso, boa parte da programação televisiva nos faz aceitar o inaceitável (ou no mínimo nos conformar com ele). Nesse sentido, a televisão tem um efeito anestesiante. Todos nós sabemos que o mundo, sob vários aspectos, é uma sucessão de horrores. Mas, ao ligar a TV, contemplamos demoradamente esses horrores e, de certa forma, acabamos nos sentindo tranqüilos porque, afinal de contas, tudo está na mesma.

Drácula eletrônico

Interessante analogia pode ser feita entre a TV e a lenda dos vampiros. Diz a lenda que os vampiros só podem entrar em alguma casa com o consentimento de seus moradores. Mas, uma vez consumado o ato, é muito difícil – quase impossível – libertar-se de sua força hipnótica, de sua fome voraz de sangue.

A televisão pode não nos roubar o sangue, mas rouba-nos algo de suma importância: o tempo. Freqüentemente as pessoas, quando convidadas a ler a Bíblia ou outro livro, alegam falta de tempo. No entanto, segundo o pesquisador espanhol Juan Ferrés, quem mantém uma média diária de 3h12 diante da “telinha”, ao longo de 50 anos terá passado oito anos nessa “atividade”. Falta de tempo?!

Como se percebe, diversas são as razões por que deveríamos dominar o “drácula eletrônico”. Vejamos algumas:

• A TV nos acostuma a um superestímulo dos sentidos, o que nos incapacita para atividades que exijam concentração. Pesquisa recente indicou que filmes violentos afetam a capacidade de memorização;

• A TV impõe mudanças de personalidade e estilo de vida, além de afetar o inter-relacionamento social do indivíduo, desde o palavreado até suas opiniões pessoais;

• Promove o distanciamento familiar e contribui, segundo Ailton Amélio da Silva, do Instituto de Psicologia da USP, para o quadro de dissolução de muitos relacionamentos (Veja, 21/07/99, pág. 12);

• Oferece um mundo falso, onde tudo se resolve, e isso traz uma falsa tranqüilidade;

• Promove o consumismo;

• Influencia negativamente as crianças, através dos super-heróis. Bonitos, ágeis, “justos”, mas extremamente violentos, que resolvem tudo com os punhos. Assim, elas não apreciarão aqueles cujos métodos são pacíficos, baseados no amor e no perdão;

• Aumenta a susceptibilidade às doenças devidas ao sedentarismo. Pesquisadores da Universidade de Harvard alertam: para quem passa mais de 30 horas semanais defronte à televisão, dobram os riscos [de diabetes tipo 2] (Veja, 21/07/99);

• A televisão promove intensamente ideologias anticristãs, como a Nova Era, o evolucionismo, o espiritualismo e o sexo sem compromisso. Uma mentira insistentemente repetida acaba adquirindo aparência de verdade.

Conselhos Divinos

Um comediante norte-americano disse certa vez: “Considero a televisão muito educativa; cada vez que alguém a liga na sala, vou para o quarto ler um livro”.

A proposta não é que você jogue seu televisor pela janela a fim de encontrar tempo para as coisas que realmente valem a pena – a menos que esta seja a única solução. O importante mesmo é haver critérios de seleção quanto ao que se assiste.

A Bíblia dá algumas dicas nesse sentido: “Tudo que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama, nisto pensai” (Filip. 4:8); “Não porei coisa má diante dos meus olhos” (Salmo 101:3); “Desvia meus olhos, Senhor, de contemplarem coisas sem valor, e vivifica-me em Teu caminho” (Salmo 119:37).

Analise, com a família, os programas de TV. Compare-os uns com os outros. Questione os valores e conceitos emitidos. E, finalmente, selecione aquilo que realmente vale a pena assistir. Assim, esse poderoso meio de comunicação poderá ter alguma utilidade no lar.

Como utilizar a TV (dicas aos pais)

1.
Fique alerta para os programas que seus filhos assistem.
2. Evite usar a televisão como se fosse uma “babá”. Simplesmente desligar o aparelho não é tão eficaz como planejar alguma outra atividade divertida para a família.
3. Limite o uso a não mais de uma ou duas horas de programas de boa qualidade por dia, e em horários preestabelecidos.
4. Mantenha aparelhos de TV (ou video games) fora dos quartos de seus filhos.
5. Desligue o televisor durante as refeições. Utilize esses momentos para conversar e manter contatos familiares.
6. Ligue a TV somente quando houver algo específico que você decidiu que vale a pena assistir. Não a ligue para “ver se está passando alguma coisa”.
7. Não transforme a TV no ponto central da casa. Evite colocá-la no lugar mais importante.
8. Assista aos programas que seus filhos estiverem assistindo, a fim de saber o que eles estão vendo e poder discutir afetivamente com eles.
9. Tome cuidado especial ao assistir programas antes de ir dormir. Imagens que provocam emoção podem perdurar e atrapalhar o sono.
10. Seja explícito com seus filhos sobre suas diretrizes quanto a filmes apropriados e analise, antecipadamente, as escolhas de filmes propostos.
11. Aprenda a avaliar criticamente as ofertas da mídia e, depois, ensine seus filhos a respeito da influência dos meios de comunicação.
12. Limite sua própria permanência em frente à televisão. Dê bom exemplo.
13. Utilize o método Analisar, Comparar, Questionar, Selecionar.

Fonte: http://www.hcpa.ufrgs.br/psiq/vio¬_usod.html

Teste: Você é viciado em TV?

(Adaptado da pesquisa do psicólogo Robert Kubey, da Universidade de Rutgers.)

1. Você assiste a tudo o que passa na TV, indiscriminadamente?
( ) sim           (   ) não
2. Perde o controle das coisas enquanto vê TV?
(   ) sim    (   ) não
3. Fica bravo consigo mesmo por ter gasto muito tempo nesse hábito?
(   ) sim     (   ) não
4. Não consegue parar de ver TV?
(   ) sim     (   ) não
5. Fica infeliz quando não está diante de um televisor?
(   ) sim    (   ) não
6. Freqüentemente, você prefere assistir à TV ao invés de conversar, ler ou ir à igreja?
(   ) sim    (   ) não 

Se respondeu afirmativamente a pelo menos quatro das perguntas acima, você é um “tv-ólatra”. Pense nisso e lute contra o problema. 

 

 


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