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Segunda-Feira,
23 de Julho de 2018




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Dia da Não-Violência

Data serve para promover discussão sobre o tema na quarta maior cidade do mundo



São Paulo, 30 de janeiro de 2009

Consciência
Érico Farias

O dia 30 de janeiro, Dia da Não Violência, que vem do termo ‘ahimsa’ e significa ‘não prejudicar’ (em sânscrito) foi criado em homenagem ao líder Mahatma Gandhi. Segundo Gandhi, “Não existe um caminho para a paz. A paz é o caminho” talvez essa seja uma questão para ser discutida na resolução do conflito no Oriente Médio, um dos assuntos na agenda do novo presidente dos EUA, Barack Obama.

Mahatma Gandhi. Líder pacifista indiano. Principal personalidade da independência da Índia. Seu nome verdadeiro era Mohandas Karamchand Gandhi, nasceu em 1869 e morreu em 1948. Ganhou o apelido de Mahatma que significa “grande alma”. Formou-se em direito em Londres e, em 1891, voltou para a Índia a fim de praticar a advocacia. Dois anos depois, vai para a África do Sul, também colônia britânica, onde inicia o movimento pacifista, lutando pelos direitos dos hindus. Volta à Índia em 1914 e difunde seu movimento, cujo método principal é a resistência passiva. Nega colaboração com o domínio britânico e prega a não violência como forma de luta.
Em 1922, organiza uma greve contra o aumento de impostos, na qual uma multidão queima um posto policial. Detido, declara-se culpado e é condenado a seis anos, mas sai da prisão em 1924. Gandhi lutou pela libertação de seu país das mãos do governo britânico. Os quatro principais pensamentos de Gandhi eram a verdade, o amor, a não-violência e a não-cooperação, aos quais se poderá ainda acrescentar a desobediência civil. Gandhi foi morto no dia 30 de janeiro de 1948, pouco depois da Índia ter conquistado a independência.

Combate à violência nas escolas
Para diminuir a violência nas escolas, entre professores e alunos, a Organização Não- Governamental (ONG) “Projeto Não – Violência” promove ações em escolas da rede pública inspirado no programa suíço Non Violence Project Foudation (NVP), criado para engajar jovens em um movimento mundial para reduzir a violência.

Combate à violência à mulher
É um dever de todos defender os direitos do ser humano. A agressão sofrida pela mulher pode ser denunciada em órgãos competentes, como centros de atendimento à mulher vítima da violência, mas muitas mulheres não fazem a denúncia com medo ou vergonha. A Lei nº11. 340 (Lei Maria da Penha) institui assistência para mulher através da Delegacia de Atendimento da Mulher. As pesquisas sobre os direitos das mulheres são realizadas na Comissão Sobre Situação da Mulher (CSW).

Cuidados com a criança e o adolescente
O artigo 70 do Estatuto da Criança e do Adolescente responsabiliza a todos pelo cuidado com a criança e adolescente. “É dever de todos prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e do adolescente."

Quebrando o silêncio
Para estabelecer uma relação de confiança e segurança com a sociedade, o projeto Quebrando o Silêncio, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, promove a discussão acerca da violência contra mulheres, crianças e idosos.

Campanha de conscientização
“Nossa campanha é educativa e preventiva. Precisamos, como diz a campanha, “Quebrar o Silêncio” do preconceito e conscientizar a população de que qualquer ato de violência é errado e que a pessoa deve buscar ajuda se está sofrendo. Trabalhamos para que a cada ano mais pessoas sejam alertadas e que sofram menos deste mal tão vil que atinge as famílias”, diz Wiliane Marrone, coordenadora da campanha no território nacional.

No Brasil, na oitava edição da campanha, em 2008, foram impressas cerca de 200 mil revistas “Quebrando o Silêncio”, voltadas para o público adulto, e 22 mil e 600 revistas especiais da Turma do Nosso Amiguinho para crianças, além de mais de um milhão de folhetos, vídeos e materiais em PDF na internet (www.quebrandoosilencio.org.br). 

O material foi distribuído em passeatas, de casa em casa, para amigos e vizinhos, nas escolas, em ONGs, igrejas, por correspondência, entre outras formas, conforme a criatividade dos voluntários, além do apoio da mídia.

Na igreja adventista do sétimo dia, idealizadora da campanha, mais de 200 mil pessoas já assistiram palestras de conscientização em horários de culto, onde os fiéis são convidados a se engajar à campanha.

“Esse é um problema mundial que deve ser considerado um tema de grande preocupação de todos os poderes. Não conseguimos resolver apenas instituindo leis e estatutos, sem uma conscientização da sociedade. É importante todos atentarem para este problema tão grave e sério”, apela a coordenadora da campanha na região Sul de São Paulo, Rosemari Tavares de Oliveira. “Não podemos fechar nossos olhos para o problema. Contamos com o apoio de toda a comunidade nessa luta em prol da família!”

A regra é conscientizar a comunidade e divulgar os caminhos para os órgãos competentes do Estado ou município e às ONGs que têm um trabalho especializado para atender esse tipo de caso. O Disk Denúncia, 100, por exemplo, deve ser conhecido por todos.
Com alcance nacional e gratuito, o Disque-denúncia é um canal que recebe as queixas da população relativas à violência sexual contra crianças e adolescentes e as encaminha aos órgãos competentes.


Para conhecer mais sobre o projeto click aqui: http://portaladventista.org/quebrandoosilencio/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1

 

Estatísticas

Um estudo global da ONU sobre a violência contra a criança, divulgado em 2006, mostra que os atos violentos são cometidos dentro de casa, nas escolas, em instituições e pela internet. Pesquisas apontam
a própria família com maior índice de agressão: pai 25% dos casos, mãe, 50%, parentes, 13%. As pesquisas também apontam que quem revela os abusos são na maioria a comunidade ou pessoas desconhecidas da pessoa agredida. "A família esconde, porque na maioria das vezes o agressor é o provedor, é quem traz comida pra dentro de casa. Se denunciarem, vão viver do quê? Agem assim porque têm medo de enfrentar a vida sozinhas", explica Rosemari.

Três em cada dez homens e mulheres já sofreram algum tipo de abuso sexual durante a infância. A maior parte das vítimas são meninas, abusadas por pessoas próximas. Neste contexto de intolerância e preconceito, crianças e adolescentes são as principais vítimas. Os dados são alarmantes: 150 milhões de meninas violentadas, 73 milhões de meninos violentados e 8 milhões de jovens vivem fora de casa acolhidos em instituições.

Em algumas instituições, segundo pesquisa recente da ONU, 25% dos funcionários agridem as crianças com as mãos, batem com a cabeça delas contra a parede, põem sacos na cabeça delas e ou as trancam em salas. Além da agressão física e psicológica, a internet também contribui para a violência, sendo um contato fácil para o aliciamento de menores - o que preocupa autoridades e especialistas pela dificuldade de ser combatido.


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