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Obesidade infantil: O mal da modernidade


De acordo com dados do IBGE, cerca de 10% das crianças e adolescentes brasileiros possui sobrepeso e 7,3% sofre de obesidade


São Paulo, 07 de janeiro de 2009



SAÚDE
Da Assessoria de Imprensa

A obesidade é um processo que está associado, quase sempre, a múltiplas causas simultaneamente, razão pela qual é uma doença de difícil tratamento. Entre estas, existem fatores biológicos e ambientais. Os fatores biológicos são a genética e o metabolismo, e os ambientais são características psicológicas, hábitos alimentares e atividades físicas. 
 
Lanches gordurosos, batatas fritas, doces e refrigerantes não podem faltar na lista dos sabores que os pequenos mais gostam, especialmente pelo estímulo gerado pela propaganda de produtos industrializados e dos fast-foods.
 
Somado a essa oferta gastronômica nada saudável, tem-se ainda o fato de as brincadeiras de rua serem trocadas pelo vídeo-game e computador. O resultado destes fatores é um volume cada vez maior de crianças obesas, aumentando ainda mais as estatísticas deste que é considerado um problema de saúde pública mundial.

A obesidade infantil acarreta, dentre outros problemas, a hipertensão, colesterol elevado, diabetes mellitus tipo 2, doenças ortopédicas, apnéia do sono e problemas psico-sociais. E estes problemas tendem a piorar na fase adulta, pois uma criança obesa tem grandes chances de ser um adulto obeso.

As crianças que apresentam sobrepeso ou obesidade apresentam os seguintes hábitos e características:

• Come vorazmente;
• Uma hora e meia após a refeição já está com fome novamente;
• “Limpa“ o prato rapidamente;
• Normalmente, repete a refeição;
• Come escondido;
• Só se satisfaz com dois ou três copos de suco ou refrigerante;
• Pede lanches fora de hora;
• Solicita sempre uma porção extra de comida.
 
De acordo com dados do IBGE, cerca de 10% das crianças e adolescentes brasileiros possui sobrepeso e 7,3% sofre de obesidade. As classes sociais que mais possuem casos de obesidade infantil são a média e alta. “Estudos brasileiros mostram que nas escolas privadas a prevalência de sobrepeso e obesidade é maior que nas escolas públicas e este dado se justifica pelo acesso mais fácil das crianças de nível sócio-econômico melhor a alimentos ricos em gorduras e açúcares simples, assim como as modernidades tecnológicas que elas têm acesso e que levam ao sedentarismo.
 
Outro importante fator para a obesidade dos filhos é originário dos próprios pais. Quando um dos pais é obeso, o risco de a criança ser obesa é de 50%. Se o pai e a mãe são obesos, esse risco sobe para 90% e sabemos que embora os fatores genéticos respondam por 24 a 40% dos casos de sobrepeso, não se pode negar o efeito do exemplo e compartilhamento de atitudes da família.
 
Como cuidar de uma criança com sobrepeso:
 
• Autorize a ingestão de todos os alimentos
• Estabeleça horários para refeições e lanches
• Ensine a comer devagar
• Não a deixe fazer as refeições vendo televisão
• Diminua pouco a pouco a quantidade de alimentos
• Nas refeições, ofereça um copo de suco, no máximo, ou água à vontade
• Sanduíches são permitidos, desde que elaborados com alimentos pobres em gorduras
• Diminua a quantidade de alimentos gordurosos e de frituras
• Individualize as porções dos alimentos consumidos pelas crianças
• Cuide do corpo e da mente da criança
    
O estilo de vida da criança se reflete diretamente no seu peso. Crianças menos ativas, mesmo não comendo em excesso, têm um risco maior de se tornar obesas. Daí a necessidade de estimulá-las a fazer atividades em ambientes ao ar livre, a passear a pé, ir a parques e participar dos serviços domésticos.
    
A obesidade certamente não aparece da noite para o dia e manter o peso não é tarefa das mais fáceis, principalmente para aqueles que têm propensão para engordar. É resultado de uma série de fatores e, por isso deve ser tratada simultaneamente por um conjunto de profissionais (pediatra, nutricionista, psicólogo e educador físico).
    
Constrangimentos e repreensões em público ou na hora das refeições são cargas difíceis de suportar por indivíduos tão imaturos. Por isso, a família não pode exigir que a criança tenha um comportamento coerente em relação a esta questão. O apoio familiar é a única via para mudar os hábitos arraigados que levaram ao sobrepeso ou obesidade.
 
 
Informações para a imprensa:
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