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Saneamento influencia na mortalidade infantil, diz relatório



Coleta de esgoto tem relação com mortalidade infantil, segundo trabalho da FGV

São Paulo, 07 de novembro de 2008

Saneamento

Érico Farias

Mais da metade da população do país não acesso a coleta e tratamento de esgoto segundo pesquisa Saneamento, Saúde e o Bolso do Consumidor, realizada pelo Instituto Trata Brasil e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Só um terço da água no Brasil é tratada”, diz Marcelo Néri, chefe do Centro de Políticas Públicas (CPS) da FGV.

O resultados foram apresentados nesta terça, 4. O estudo mostra que seriam necessários 56,3 anos, com a taxa de crescimento de 1,59% da rede de esgoto, para diminuir pela metade o déficit do saneamento básico no país. O impacto da falta do serviço de coleta de esgoto revela que a mortalidade infantil (crianças de 1 a 6 anos) é maior em regiões onde o tratamento é menor ou inexistente.

Uma pesquisa do Sistema de Informações do SUS (SIH/SUS) do Ministério da Saúde mostra que o número de crianças de 1 a 4 anos com algumas doenças infecciosas e parasitárias, era de 27,11% e caiu para 23,30% em 2007, considerado um avanço para os coordenadores do Instituto Trata Brasil. A aproximação a produtos químicos, perto de esgotos e córregos, atinge diretamente a saúde das crianças. Entre algumas das doenças, a taxa de mortalidade infantil por diarréia caiu para 3,0%em 2006, era 5,1% cinco anos atrás.

O avanço ainda não é o ideal, para que os brasileiros tenham acesso ao tratamento de esgoto é preciso que sejam mantidos os níveis de investimento de 0,22% do PIB em saneamento, o ideal é de 0,63%, segundo Marcelo Néri. O salto na aceleração da universalização do saneamento, segundo Néri, acontece por causa dos investimentos feitos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no setor.

O Estado que teve o deficit de acesso a coleta de esgoto em 2007 foi São Paulo com  14,44% seguido de Distrito Federal 19,83% e Minas Gerais 25,13%. “Um real investido em saneamento diminui cinco em saúde” diz o embaixador do Instituto Trata Brasil, Dr. Anthony Wong.

Uma pesquisa da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU) do Ministério das Cidades, mostra que o Brasil ocupa a 67º posição no rancking de países com acesso a saneamento básico no mundo, muito atrás de Samoa (21º), Uruguay (21º), Croácia (19º).

O Brasil perde em posição pelo crescimento urbano acelerado, principalmente nas décadas de 1960 e 1980 quando houve a migração nordestina em direção ao sudeste. São Paulo e Rio de Janeiro se tornaram as “terras de oportunidade” na época da industrialização e o governo não conseguiu acompanhar esse crescimento. O Brasil tem uma população urbana, enquanto outros países, população rural.

Para melhorar os indicadores Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é preciso que os serviços de saneamento sejam realizados completamente. A população precisa ser orientada sobre o direito de ter tratamento de esgoto. Procurar os vizinhos para fiscalizar as obras que já foram realizadas e as propostas para o próximo ano. A comunidade, junto dos lideres comunitários, devem cobrar os vereadores os projetos no setor.

Influências

Os resultados das pesquisas sobre saneamento também afetam o mercado de trabalho. São 30 empregos diretos e 20 indiretos gerados a cada R$ 1 milhão investido em obras de esgoto sanitário; se forem investidos R$ 11 bilhões por ano calcula-se que sejam gerados 550 mil novos empregos, segundo Raul Pinho, presidente executivo do Instituto Trata Brasil.


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