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Mudança de hábito alimentar pode ajudar no combate ao aquecimento global

A longevidade do corpo e do planeta pode ser adquirida com pequenos esforços que transformam o mau hábito alimentar em significativos resultados para o mundo

São Paulo, 29/09/2008


SAÚDE
Ágatha Lemos


Aquecimento global, mudanças climáticas e sustentabilidade são algumas das palavras e expressões mais usadas na atualidade. A cada dia, novas pesquisas são realizadas a fim de que se encontre um meio eficaz de impedir a destruição do planeta e conseqüentemente os seus resultados.

Segundo os cientistas, as expectativas não são das melhores. Em relatórios de 2007, o IPCC (Painel Intergovernamental de Especialistas das Nações Unidas sobre Mudança Climática) alertou que, se não forem tomadas medidas rápidas, a mudança climática provocará fome, secas, tempestades, aumento no nível do mar, e perdas em massa de espécies.

Fenômenos naturais mais intensos e mais freqüentes, como por exemplo, o aumento gradual das temperaturas, implicarão diretamente nos ecossistemas, nos ciclos de vida vegetais, nos animais e em seus habitats naturais. Tudo, devido às mudanças climáticas.

Diante disso, o recurso mais sensato tem sido desacelerar atividades e hábitos que possam agravar a situação sócio-ambiental de nosso planeta. Para tanto, acordos vêm sendo firmados, há algum tempo, entre os países que mais geram poluição no mundo.

O chamado Protocolo de Kyoto, por exemplo, entrou em vigor em fevereiro de 2005, após a confirmação de comprometimento de 55% dos países, que juntos, produzem 55% das emissões de poluentes.

O protocolo propõe a redução da poluição em várias atividades econômicas, estimulando os países signatários a cooperarem entre si, através de algumas ações básicas, como reforma dos setores de energia e transportes; promoção do uso de fontes energéticas renováveis; eliminação de mecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins da Convenção; limitação das emissões de metano no gerenciamento de resíduos e dos sistemas energéticos; proteção das florestas e outros sumidouros de carbono.

A mais nova sugestão referente à problemática das mudanças climáticas vem da ONU(Organização das Nações Unidas), que diz que a diminuição do consumo de carne pode ajudar a combater as mudanças climáticas.

De acordo com a FAO (Food and Agriculture Organization), ou Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, o setor de criação de gado representa 20% das emissões de gases do efeito estufa, em contraste com o setor de transporte que responde por apenas 13% do envio de gases. Além disso, os processos que envolvem a produção da carne provocam a degradação do solo.

A abertura de pastos em florestas por meio de desmatamentos é uma das maiores fontes de destruição da natureza e ela vem aumentando conforme a demanda da carne também aumenta.

Rajenda Pachauri, presidente do IPCC e economista, declarou que as pessoas deveriam começar a deixar de comer carne um dia por semana pelo menos para, com o tempo, reduzirem ainda mais o consumo. O especialista indiano argumenta ainda que diante dos dados, é mais fácil mudar um hábito alimentar, do que reestruturar todo o transporte mundial.

Para Rajenda, que faz parte do grupo que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2007 junto com o ex-vice-presidente americano Al Gore, restringir o uso da carne, usando uma política que aumente o seu preço, por exemplo, não faz parte do seu ponto de vista, mas é uma possibilidade, especialmente quando considerada a gravidade do estado em que se encontra a natureza. E mais, para ele, vegetariano convicto, não se trata apenas da saúde do planeta, mas do corpo humano também.

Mudança de hábito e saúde integral – do corpo e do planeta:
Os pratos à base de carne são histórica e culturalmente apreciados, sendo a eles agregado ainda mais valor quanto mais raro ou exótico for o animal comestível.

Segundo o livro “Os alimentos do futuro”, animais considerados exóticos no Brasil viram em outros países requintadas iguarias à mesa, como alce americano, veado chinês Père David (atualmente, um grande negócio na Nova Zelândia), cavalo (França), porquinho-da-índia (Peru), alpaca, lhama, vicunha e guanaco (América do Sul). Coelho é servido tanto em Malta como na China e no Brasil.

Já, quanto às aves, no primeiro lugar do ranking estão frangos e patos; perus, galinhas-d'angola e gansos vêm em segundo. Girafas, antílopes e macacos, inimagináveis na cozinha brasileira, acabam matando a fome de inúmeras populações - mas, com freqüência, a matança tem alto impacto sobre a espécie.

Antigamente, os apelos vegetarianos eram desprezados, e os carnívoros de plantão costumavam usar argumentos como o de que a proteína oferecida pelo animal não poderia ser encontrada em outros tipos de alimentos e, portanto, não deveria ser substituída.

Mas, esta preocupação pode ser amenizada, porque conforme exame da ADA - American Dietetic Association (2003), adultos saudáveis podem receber suficiente aporte de proteínas se ingerirem quantidades adequadas de energia e variarem os alimentos durante o dia.

O aumento de doenças causadas pelo uso exagerado da carne como colesterol, obesidade, câncer, entre outras, acabou abrindo as portas para o discurso da reeducação alimentar, que aliás, tem estado em alta nos últimos anos.

Atualmente, um vegetariano não é mais visto como radical e sim como um exemplo de comprometimento com o próprio bem estar físico e mental.

 “Os amantes da carne vermelha que se cuidem, porque o consumo da carne está associado a um aumento considerável do risco de se ter câncer de intestino. De acordo com pesquisa da International Agency of the research on cancer, que acompanhou 478.040 mil europeus de dez países diferentes com idades de 21 a 83 anos, entre 1992 e 1998, comprovou a relação entre consumo da carne vermelha e câncer de intestino”, comenta a nutricionista Daysiellen Cabral de Magalhães.

De acordo ainda com a nutricionista, no Brasil o câncer de intestino é o 4º tumor maligno mais freqüente. No mundo, é o 2º câncer de maior incidência.

A pesquisa da International Agency of the Research on Cancer, também detectou que a troca de um belo bife por frango não faz diferença no que se refere ao câncer de cólon, mas uma dieta rica em pescado, sim. “Acho que agora, com a redução no preço do pescado, o peixe tem aparecido mais na mesa dos brasileiros”, destacou Daysiellen.

Se por um lado, a ciência aponta os riscos do consumo contínuo de carne, por outro, diversos estudos epidemiológicos mostram que as populações que consomem grandes quantidades de frutas e vegetais, e pouca gordura animal, ou carnes e calorias, apresentam risco  significativamente menor de desenvolverem alguns tipos de câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e outras.

Segundo a American Dietetic Association (2003) “Dietas vegetarianas apropriadamente planejadas são saudáveis, nutricionalmente adequadas e oferecem benefícios à saúde na prevenção e tratamento de certas doenças”.
Isto significa que se você é vegetariano ou pretende se tornar, fique tranqüilo, pois é possível elaborar uma dieta adequada.

Mas, fique atento também porque as vitaminas D e B12 podem apresentar valores abaixo do indicado, tendo assim que fazer suplementação. É importante lembrar que vegetarianos necessitam de um planejamento cuidadoso, acompanhado  de profissional de nutrição. Esforços que valem à pena quando se analisam os resultados que afirmam que os vegetarianos geralmente são mais magros, têm menos gordura no corpo, menos doenças e são mais saudáveis.

Fatores que colocam o vegetarianismo em evidência: Aquecimento global, mudanças climáticas, desmatamento, escassez de água, elevada densidade populacional e o aparecimento de doenças ligadas aos alimentos de origem animal como: Encefalopatia Espongiforme Transmissível, Infecções pela E. Coli, gripe aviária, super uso de hormônios de crescimento e antibiótico na criação de animais.

Dicas:
• Diminua a carne vermelha e aumente o consumo de peixes e vegetais.
• Evite gorduras animais, álcool e cigarro.
• Evite açúcares refinados como fonte de carboidrato.
• Abuse de frutas, verduras e legumes, grãos integrais (contêm fibras, vitaminas e minerais) e pratique exercícios físicos com regularidade.
• Principais fatores de risco para incidência de doenças crônicas não transmissíveis: alimentação, histórico familiar, obesidade e vida sedentária.

Sugestão de livros:
• As melhores receitas com soja – Késia Diego Quintaes e Ruth Carlos Lemos – Editora: Casa Publicadora Brasileira.
• As melhores receitas de Vida e Saúde Vol 1 – Assados e Tortas - Editora: Casa Publicadora Brasileira.
• As melhores receitas de Vida e Saúde Vol 2 – Pratos Diversos - Editora: Casa Publicadora Brasileira.
• As melhores receitas de Vida e Saúde Vol 3 - Pratos Diversos - Editora: Casa Publicadora Brasileira.
• Saúde com sabor – Receitas para uma vida saudável – Eunice Leme Vidal - Editora: Casa Publicadora Brasileira.
• O poder medicinal dos alimentos – Dr. Jorge Pamplona - Editora: Casa Publicadora Brasileira.


Saiba um pouco mais sobre:

Algumas conseqüências esperadas pela mudança climática:

Os efeitos das mudanças climáticas demoram um pouco para serem sentidas, pois existe um retardo de tempo entre o período em que as emissões ocorrem e o momento em que passam a ser experimentadas. É por isso que atualmente o planeta recebe, à prestação, as conseqüências das emissões de gases feitas há 30 ou 40 anos. E mesmo à prestação, grandes devastações têm dizimado inúmeras espécies, inclusive a humana.

Confira algumas das alterações naturais esperadas devido ao aquecimento global:

Chuvas
Regiões terão excesso de chuvas, enquanto outras sofrerão períodos prolongados de estiagem.

Nível do Mar
Estimativas indicam que o nível do mar pode subir cerca de 1 metro até o fim deste século. A primeira razão para isso é que, à medida que os oceanos têm suas águas aquecidas, eles sofrem uma expansão. A segunda é que o gelo na Groenlândia e na Antártica, além das geleiras, está derretendo e se misturando ao mar. O aumento do nível do mar irá acabar com alguns pequenos estados localizados em regiões baixas e pôr em risco a vida de milhões de pessoas.

Água
Haverá menos água para consumo humano e para irrigação em certas localidades devido a uma reduzida pluviosidade e menor quantidade de água oriunda de geleiras, que alimentam muitos rios importantes do mundo. Mais de três bilhões de pessoas podem sofrer com a escassez de água até 2080. O norte da África, o Oriente Médio e o subcontinente indiano devem ser os mais afetados.

Cultivos
À medida que as temperaturas subirem e os padrões de chuva se modificarem, o rendimento na colheita de cereais deve diminuir substancialmente na África, no Oriente Médio e na Índia.

Doenças
À medida que as temperaturas aumentam, as áreas que enfrentam doenças como malária, vírus do Oeste do Nilo, dengue e oncocercíase ocular (“cegueira de rio”) poderão se expandir ainda mais. Estima-se que mais 290 milhões de pessoas sejam expostas à malária até 2080, sendo a China e a Ásia Central as regiões em que o risco mais cresce.

Florestas Tropicais
Temperaturas mais elevadas e menos chuvas podem significar a perda de vastas áreas de florestas tropicais no Brasil e no sul da África, além das áreas que o homem já vem derrubando para abrir espaço para a agricultura. Essas áreas, hoje, atuam como um “sumidouro”, absorvendo grandes quantidades de dióxido de carbono, e, sem este recurso, a emissão deste gás para a atmosfera tende a aumentar.

(Fonte www.deolhonoclima.com.br, Wikipédia, Nutricionista Daysiellen Cabral de Magalhães, Folha online, portalGI, American Dietetic Association - ADA, International Agency of the Research on Cancer)




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