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Professores já se preparam para as novas regras da Língua Portuguesa

Menos acentos, mais letras no alfabeto; agora, os países irmãos terão uma única forma de escrever

São Paulo, 11 de junho de 2008

EDUCAÇÃO
Da Redação

"A frequência com que eles leem no voo é heroica!". Se você teve a sensação de ter encontrado pelo menos quatro erros de ortografia nessa frase, é melhor ir se preparando para o “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”, que entra em vigor em janeiro de 2009.

Para quem tem dificuldade com os acentos, a adaptação às novas regras ortográficas será fácil. “Eu nunca sei onde colocar os acentos. A notícia de que alguns deles vão sumir, pra mim, é ótima. Assim, vou errar bem menos”, diz Israel de Oliveira, produtor cultural.

A princípio pode parecer confuso, mas professores do ensino fundamental e médio revelam que a adaptação não será tão difícil, pois a alteração no português utilizado no Brasil não é tão profunda. Calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal seja modificado. No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a escrita alterada. As mudanças ortográficas não vão interferir nas pronúncias típicas de cada país.

As regras já foram incorporadas ao idioma e o prazo de transição para adequar o material didático às novas regras é de três anos. As escolas já estudam novas formas de ensinar aos alunos as novas regras ortográficas, principalmente, para aqueles que estão em processo de alfabetização.

O “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” aconteceu porque três dos oito membros da CPLP - Comunidade de Países de Língua Portuguesa, ratificaram as regras gramaticais do documento proposto em 1990. Brasil e Cabo Verde já haviam assinado o acordo e esperavam a terceira adesão, que veio em novembro de 2007, por São Tomé e Príncipe. Os países-irmãos Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste terão, finalmente, uma única forma de escrever.

O professor de língua portuguesa da Escola Internacional de Alphaville, José Eduardo Botelho de Sena, acredita que as mudanças serão bem recebidas pelos alunos do ensino fundamental, mas os alunos do ensino médio, especialmente os vestibulandos, podem ficar preocupados com as novas regras.

O que mudou em Portugal

Ao invés de escrever "herva" e "húmido" passam a escrever "erva" e "úmido". Também desaparecem o "c" e o "p" nas palavras onde ele não é pronunciado, como em "acção", "acto", "adopção", "baptismo", "óptimo" e "Egipto".

O que mudou no Brasil

As paroxítonas terminadas em "o" duplo não terão mais acento circunflexo. Ao invés de "abençôo", "enjôo" ou "vôo", teremos que escrever "abençoo", "enjoo" e "voo".

Também não usaremos mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus decorrentes. Agora será correto escrever "creem", "deem", "leem" e "veem".

O trema desaparece completamente. Ufa! É a vez da "linguiça", "sequência", "frequência" e "quinquênio" - o que facilita a digitação de textos.

O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, finalmente, com a incorporação do "k", do "w" e do "y" e o acento deixará de ser usado para diferenciar "pára" (verbo) de "para" (preposição). Quem nem sabia dessa regra tem uma preocupação a menos.

Outras duas mudanças

Foram criados alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como "louvámos" em oposição a "louvamos" e "amámos" em oposição a "amamos", além da eliminação do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia".

Curiosidade: Antônio Houaiss

A escrita padronizada para todos os usuários do português foi um estandarte de Antônio Houaiss, um dos grandes homens de letras do Brasil contemporâneo, falecido em março de 1999. O filólogo considerava importante que todos os países lusófonos tivessem uma mesma ortografia. No seu livro "Sugestões para uma política da língua", Antônio Houaiss defendia a essência de embasamentos comuns na variedade do português falado no Brasil e em Portugal.


Fonte: Assessoria de Imprensa da Escola Internacional de Alphaville


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