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Quinta-Feira,
26 de Abril de 2018




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Produtos ligados ao calor têm baixa venda

O fenômeno climático La Nina é o responsável pelas temperaturas amenas deste verão, mas deve beneficiar os artigos da próxima estação
 
São Paulo, 11 de fevereiro de 2008



VENDAS
Da Assessoria de Imprensa

Não é à tôa que o mercado de artigos para o verão esteja preocupado com o final da estação do calor. Afinal, o mês de janeiro ser chuvoso na região Sudeste já é algo esperado, no entanto, foram as temperaturas mais baixas que chamaram a atenção e frustraram a expectativa de grande parte do comércio de bebidas, vestuário, ventiladores e sorvetes. Só em São Paulo, foram 18 dias com temperaturas abaixo da média climatológica, que é de 27,6ºC. "Parece que o inverno veio passar o verão por aqui"- diz a comerciante paulistana, Luciane Peixoto. No dia 29 de janeiro, a Capital teve o recorde de temperatura mínima. O termômetro não passou dos 19,4ºC durante a tarde. As vitrines de roupas ficaram com o que sobrou do seu estoque de meia-estação. Segundo uma grande loja de departamentos, a vontade de consumo de artigos de praia, por exemplo, diminuiu e o jeito foi deixar que o preço das liquidações se tornassem um atrativo de agora em diante.
 
O grande culpado deste cenário é o fenômeno climático La Niña. O Oceano Pacífico Equatorial entrou em processo de resfriamento no fim do primeiro semestre de 2007, o que por sua vez deu origem ao fenômeno. A La Niña modifica a intensidade e direção dos ventos, mudando a freqüência das precipitações em várias partes do globo. "No caso do Brasil, este aumento de chuvas e nebulosidade fizeram com que as temperaturas não conseguissem subir muito, principalmente nas regiões Sul e Sudeste" – explica o climatologista, Paulo Etchichury da Somar Meteorologia.
 
De acordo com os modelos de previsão climática, a La Niña chegará a sua maturidade em março de 2008 e trará conseqüências, inclusive, para o próximo inverno e início da primavera. Para as regiões Sudeste e Centro-Oeste, a conseqüência da La Niña é o período chuvoso e as temperaturas mais baixas durante o verão e início do outono. O verão 2006-2007 estava mais favorável para a venda de artigos da estação. No final deste verão será possível fazer uma comparação e ver as diferenças.
 
No Sul, a La Niña pode provocar estiagens regionalizadas e ondas de calor. Neste mês de fevereiro, serão os gaúchos os mais beneficiados com o mercado de artigos de verão. Por outro lado há risco de ondas de frio precoces com chances de geada até mesmo no outono, o que deve favorecer também a venda de artigos para o inverno este ano. "Setores como os da malharia podem se beneficiar neste inverno"- diz Etchichury.
 
Segundo dados da Somar Meteorologia, tivemos episódios semelhantes nos anos de 2000 e 2001, quando também foi observada uma La Nina prolongada. Nos anos mencionados, as temperaturas ficaram baixas, porém sem extremos no Sudeste. O mês de junho de 2001 foi um pouco menos frio por conta da formação de bloqueios atmosféricos e, posteriormente, durante a primavera, as temperaturas voltaram a cair. Já na Região Sul foram registrados extremos de frio. Como no clima nem tudo tem só o seu lado ruim, a boa notícia é que o fato da La Niña continuar até o segundo semestre de 2008 deve favorecer as vendas de artigos de meia-estação e inverno. "Há uma expectativa de antecipação do frio neste outono nas regiões Sul e Sudeste, o suficiente para impulsionar as vendas no setor"- completa Paulo. Já que o verão não foi de muita alcinha e biquínis, o alívio dos comerciantes será o frio na hora certa.


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