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Clipping: Porta-voz da televisão e da Bíblia


Cid Moreira esteve em Campinas e, em entrevista, repassou experiências e a sua fé religiosa

16/12/2007 07:12:35 - Correio Popular - SP

PERSONAGEM - Por Bruno Ribeiro
DA AGÊNCIA ANHANGÜERA
bruno@rac.com.br

Cid Moreira aparece no Guiness Book como o âncora que mais tempo esteve à frente de um telejornal: exatos 27 anos. Ele foi também o primeiro a gravar, em CD, os versículos da Bíblia na íntegra. Jornalista convertido ao mundo das celebridades, ficou duplamente famoso: pela imagem e pela voz. Embora esteja afastado do Jornal Nacional desde 1996, ele ainda é apontado na rua como "o homem do JN". Nos últimos anos, porém, seu maior orgulho é ser reconhecido pelas pessoas como "o homem da Bíblia". "Fico feliz quando sou parado pelos jovens e eles me associam primeiramente como representante de Deus", disse ele, em recente passagem por Campinas.

Convidado para participar da campanha Mutirão de Natal, organizada pela Igreja adventista do Sétimo Dia, Cid Moreira foi recepcionado com honras de artista. Distribuiu autógrafos, apertou dezenas de mãos, segurou crianças no colo e posou para fotos ao lado de autoridades. Aos 80 anos de idade, o jornalista mostrou-se disposto fisicamente. A boa saúde foi atribuída ao jogo de tênis, que ele diz praticar semanalmente há pelo menos 40 anos. Antes de declamar os salmos bíblicos para o público da igreja, Moreira falou ao Caderno C.

"A Globo só permite que eu fale de assuntos ligados à minha fé. Sobre jornalismo, política e vida pessoal, apenas o básico", foi logo avisando. A imagem de Cid Moreira se confunde com a da própria emissora, onde começou na profissão quando jovem. Recentemente seu contrato foi renovado em seis anos. "Vou continuar como apresentador de um quadro do Fantástico. Para mim, está bom", comentou, sem revelar os valores da renovação do "passe".

Tomando suco de manga antes de falar aos fiéis da Igreja adventista, Cid fez questão de frisar que álcool e carne vermelha foram eliminados de sua vida. Vegetariano convicto, daqueles que recusam até uma torrada com patê de fígado, o jornalista se apega à Bíblia como remédio para todos os males. "Antes eu tinha cuidados com a voz: usava sal grosso, gengibre, cravo-da-Índia... Hoje não uso nada, só a palavra de Deus", afirmou.

Antes de ser Cid Moreira, o rapaz nascido em Taubaté não sonhava em se tornar um dos jornalistas mais famosos da história da televisão brasileira. Cursava contabilidade, mas mudou de planos quando descobriu o potencial de seu respeitável timbre de voz. Mudou-se para o Rio de Janeiro e arrumou emprego de locutor na rádio Mayrink Veiga. Em pouco tempo virou narrador do noticiário Canal Cem. "Nessa época, fui sondado até para atuar no cinema. Cheguei a participar do filme Angu de Caroço, em 1955, mas não gostei da experiência", contou.

Jornal Nacional

A facilidade para representar acabou levando-o ao comando do Jornal Nacional, em 1969. Três dias depois de sua estréia, deu a notícia do seqüestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick pelo MR8, grupo armado que lutava contra a ditadura. Tarefa simples perto do constrangimento de ser obrigado pela Justiça a ler na íntegra um discurso de Leonel Brizola rebatendo acusações de Roberto Marinho, em 1994. "São ossos do ofício", disse apenas, mudando de assunto para mostrar o relógio de pulso com o logotipo da Globo — presente que ganhou da emissora por seu 80º aniversário.

Fátima Sampaio, mulher e assessora de Cid Moreira reforça que o marido veio a Campinas para falar de religião. "Ele sente saudade do Jornal Nacional, mas agora tem mais tempo para conversar com Deus", disse.

Ele aprova com um sorriso e completa. "Quando eu vivia somente para o jornalismo, era uma pessoa ansiosa, explosiva e arrogante. E hoje em dia estou tranqüilo e cada vez mais paciente. Nada mais me abala", declarou.

Ele confessa, porém, que o fato de ter apresentado o maior telejornal do País durante quase três décadas ajuda a explicar as 30 milhões de cópias vendidas de sua gravação da Bíblia. "Não posso desprezar o dedo da TV nas portas que se abriram para mim. Acima da Globo, só Deus", brincou. Antes de ser conduzido pelos pastores da Igreja adventista até o púlpito, despediu-se com o célebre "Boa noite".


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