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Clipping: Costa Rica News

Costa Rica: amor à 2ª vista (depoimento de turista)

Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007 16:54


São Paulo, 05 de dezembro de 2007

[PROFª. SYLVIA CESCO/COSTA RICA NEWS – CRN]
 

Foi amor à segunda vista. Não à primeira. E explico: há quase uma década, por força do trabalho que estava então realizando à época, estivemos em Costa Rica assessorando projetos sociais implantados pela Prefeitura em parceria com o Governo do Estado.

Ficamos hospedados em um dos hotéis desse pequeno município, distante da capital, uns 380 quilômetros mais ou menos, durante três dias, tempo suficiente para desempenhar nossa tarefa profissional e conhecer um pouquinho mais da região: uma pracinha meio esquecida, sem nenhum encantamento, uma sorveteria muito, muito simples, mas com um sorvete delicioso, uma lanchonete de bonita aparência rústica e que, à noite, pareceu ser o point da juventude, pois mal conseguimos lugar para tomar uma cervejinha gelada e jantar, naquele burburinho de vozes e música. É bem verdade que o atendimento, diga-se de passagem, não era lá essas coisas... Mas a gente entendia, pois a casa estava cheia e afinal de contas, há uns dez anos atrás, a "qualidade de atendimento" ainda era uma expressão que começava a ser tema de palestras, artigos e das aulas dos cursos de Administração e Marketing nas instituições de Ensino Superior de Campo Grande.

Também fomos conhecer, acompanhados de uma pessoa da região, uma grande e linda cachoeira que descia torrencialmente de alguns metros de altura. (Hoje sei que esses são, exatamente, 64 metros, e essa cachoeira se chama Salto do Sucuriú).

Para chegar até ela, o grupo desceu aos trancos e barrancos uma trilha mateira e íngreme. A descida... bem, como diz o velho ditado: "para baixo todo santo ajuda". Mas a subida de volta... Eu, com meus 50 anos de vida ativa, acostumada a longas caminhadas, confesso quase não ter conseguido tamanha façanha... A visão da beleza estonteante daquela cachoeira foi sendo substituída pelo incômodo cansaço daquele caminho mal traçado e de difícil acesso.
Enfim, Costa Rica ficou adormecida na minha memória... foi mais uma pequena cidade do interior de Mato Grosso do Sul, com um grande potencial e que precisava tão somente da vontade política de fazer acontecer.

Dez anos se passaram. Voltei a Costa Rica, Definitivamente não é a mesma. Tudo está incrivelmente mudado. E para melhor. Muito, muito melhor: ruas asfaltadas... prédios públicos novos, limpos e organizados: escolas, creches, tudo. Sabe aquela pracinha tristinha e sem vida de antigamente? Vale a pena revê-la: além das flores, do verde, dos bancos, tem agora o quiosque onde são expostos os artesanatos da terra. Já estive lá muitas vezes, me surpreendendo com seus produtos: quadros, caixas, pinturas em tecido, e, claro, as confecções da RicaTrama. Imperdoável ir a Costa Rica e não conhecer aquela pequena casa do artesão que faz parte do cenário verde e florido da praça.

Ah, e não se pode deixar de visitar, nas noites de quarta-feira e nas manhãs de domingo, a simpática e organizada Feirinha Central, onde a gente pode se deliciar com os pastéis da Tia Gê, os sucos de laranja dos jovens do coral da Igreja Adventista, os bolinhos de carne deliciosamente apimentados do seu José, a garapa da D. Maria, a barraca do Seu Mesquita, onde tem de tudo um pouco. Para os que gostam de doces, tortas e bombons, tem a barraca da Vivi, uma engenheira agrônoma com mãos de fada para essas guloseimas.

E quanto àquela cachoeira visitada há dez anos atrás?
Bem, como passar para o papel toda a beleza, todo o verde estonteante em que hoje a cachoeira do Salto do Sucuriú está inserida?

O Parque Natural Municipal do Salto do Sucuriú é hoje, sem dúvida, um dos pontos altos de Costa Rica. Conheci muitos lugares lindos em Mato Grosso do Sul, meu Estado por quem sou apaixonada. Mas confesso que esse, o Parque Municipal de Costa Rica, sem dúvida é um dos que mais me enchem os olhos e a alma de indescritíveis emoções: aquela cachoeira, com suas águas bailarinas dançando sob o céu e o sol, em bailados mágicos de luz perfeitamente orquestrada na natureza corretamente preservada, é de tirar o fôlego até dos menos apaixonados que eu. Para esse presente divino, o homem retribuiu com a construção de um cenário à altura do espetáculo: o Parque Municipal do Salto do Sucuriú possui uma excelente infra-estrutura, com piscinas naturais, quiosques, restaurante, tudo absolutamente limpo e organizado, atendido por uma equipe extremamente comprometida com o meio-ambiente: Gaúcho, Jane, Fátima, Daniel... orientados e supervisionados, assim como os jovens da marcenaria, pela Secretaria de Turismo e Cultura que tem à frente o Secretário Wilson, a Coordenadora de Cultura Fátima e uma equipe que acredita que a cultura e o turismo é, de fato, um dos caminhos para o desenvolvimento de uma comunidade.

O outro ponto alto de Costa Rica (lembram que eu citei o Parque e a Cachoeira como um dos pontos altos?), esse é imaterial. Não se vê. Pressente-se. Sente-se. Mas é palpável para os estudiosos da Ciência da Administração: é o modo de gerenciar as coisas públicas. Com empreendedorismo, grandes idéias, bom senso, equilíbrio e respeito às opiniões da comunidade, fazendo com que ela participe das decisões sobre onde o dinheiro público deverá ser aplicado com prioridade. Isso é real em Costa Rica, pois é assim que o jovem prefeito Waldeli administra.

Tenho tranqüilidade de expor meus pensamentos a esse respeito porque meu olhar é de visitante, e minha opinião se baseia em referenciais teóricos aprendidos dos grandes pesquisadores da administração.

Não tenho cor partidária. Meu partido é o da construção de um mundo melhor para todos. E, posso afirmar que, de todas as pequenas cidades interioranas deste Estado que conheço, Costa Rica têm o privilégio de estar sendo administrada por um Prefeito empreendedor, profundamente humano e que faz acontecer.

Duvida? Vá conhecer Costa Rica como eu fui, e aposto que, tal como eu, será mais um dos seus apaixonados.

Profª. Sylvia Cesco


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