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Emissoras se preparam para a TV digital; público tem dúvida


São Paulo, 29 de novembro de 2007

MÍDIA
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Imagem em alta definição, som surround, mobilidade, portabilidade, interatividade. As qualidades tão aclamadas da TV digital prometem revolucionar a televisão aberta brasileira. O modelo, que estréia no domingo, dia 2, em São Paulo, com pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve proporcionar mais impacto do que a troca do televisor preto-e-branco pelo colorido. O telespectador, no entanto, tem mais dúvidas que empolgação diante da novidade. Afinal, como vai funcionar a TV digital?

Basicamente, a diferença está na forma de transmissão da programação, que hoje é analógica e, com a mudança, passa a ser digital. Para desfrutar da tecnologia, bastará adquirir um televisor com o receptor embutido ou ligar um conversor chamado set-top box ao aparelho e à antena UHF que já estão em casa. Apesar de simples, a 'conversão' para o mundo da TV digital é cara: os televisores modernos custam, no mínimo, R$ 8 mil, e o conversor não sai por menos de R$ 500. Quem não quiser ou não puder colocar a mão no bolso continuará recebendo o sinal analógico nos próximos dez anos - prazo máximo para o fim da transmissão pelo modelo atual. "O telespectador com conversor ou com televisor digital recebe a imagem com qualidade máxima ou não recebe", afirma José Chaves, diretor de Engenharia da TV Cultura.

As vantagens, porém, chamam atenção. O novo sistema promete imagem nítida (ou seja, adeus a chuviscos e fantasmas) e som igual ao das salas de cinema. Também será possível assistir à programação por celular e outros aparelhos portáteis e interagir com o programa preferido - os dois últimos recursos, contudo, não entram em cena agora. Os televisores de plasma ou LCD que ganharem o set-top box ainda terão imagens em alta definição.

Emissoras

As principais emissoras do País (Globo, Record, SBT, Band e Cultura) investem pesado na novidade. As redes compraram equipamentos e treinaram funcionários para recepcionar e distribuir o sistema. Figurinistas, cenógrafos, maquiadores e demais profissionais que atuam nos bastidores tiveram de 'reaprender' a trabalhar. Afinal, será preciso tomar cuidado com os detalhes por conta da qualidade de captação e de transmissão que chegará às TVs digitais a partir do dia 2.

"A alta definição exige soluções específicas em setores técnicos, como vídeo, áudio, iluminação, fotografia, e também em outras áreas, como cenografia, maquiagem e figurino. Isso porque a maior resolução faz com que os detalhes fiquem seis vezes mais perceptíveis. Os maiores impactos dessa transição ocorrem na construção e nos acabamentos de cenários e na maquiagem", diz Raymundo Barros, diretor de Engenharia da Globo.

Alguns exemplos: A marca de um dedo no vidro de um porta-retratos  poderá ser vista pelo telespectador. E uma possível acne no rosto de uma apresentadora não poderá mais ser escondida com camadas de base sem que o público perceba que a pele está maquiada.

Apesar da força-tarefa das empresas, a TV digital e a alta definição devem estrear para poucos por causa dos preços salgados dos conversores e dos aparelhos modernos. No domingo, os canais inauguram o sinal digital e uma pequena parte da programação em alta definição. A Globo testa o benefício com um novo quadro do Fantástico. A Band mostra o Programa Raul Gil, futebol e um especial com o cantor italiano Andrea Bocelli. Record e SBT entram na onda com os filmes da Tela Máxima e do Oito e Meia no Cinema, respectivamente.


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