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Governo limita tratamento de hepatite na rede pública



Pela nova regra, a fibrose deve ter nível acima de 2



São Paulo, 10 de outubro de 2007

SAÚDE | HEPATITE
Por ANGELA PINHO
Folha de São Paulo


O Ministério da Saúde publicou ontem no "Diário Oficial" da União uma resolução que restringe a abrangência do tratamento para a hepatite C crônica na rede pública.

Pela nova regra, terão direito a tratamento pacientes com fibrose a partir do nível dois, em uma escala de degeneração do fígado de um a cinco, sendo cinco a mais grave. A resolução de 2002, que estava em vigor antes, previa que teriam acesso a tratamento pacientes com fibrose a partir do grau um.

No entanto a restrição não vale para as pessoas que, além de hepatite C, são portadoras do vírus HIV. "O governo quer esperar as pessoas piorarem para dar tratamento", disse Carlos Varaldo, coordenador do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite, que reúne portadores da doença. Ele disse ver motivos econômicos na decisão.

A coordenadora do Programa Nacional de Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Gerusa Figueiredo, negou. Segundo ela, a restrição, que já seria feita na Europa e nos EUA, é motivada pela quantidade de efeitos colaterais dos medicamentos e pelo índice de eficácia deles ser menor do que 80%.

Ela afirma que, como há novas drogas sendo testadas, pessoas com grau um poderiam utilizá-las dentro de três anos com menos efeitos colaterais. De acordo com a coordenadora, havia um erro de redação na regra de 2002. O texto mencionava que teriam direito a tratamento pessoas com grau de fibrose de moderada a grave, o que, segundo ela, corresponde à faixa do grau dois em diante.

Para Juvêncio Furtado, da diretoria da Sociedade Brasileira de Infectologia, a passagem do grau um para o grau dois leva, em média, cinco anos. Por isso, ele diz que há casos em que é melhor adiar os efeitos colaterais. Mas ressalta: "Aos 60, 65, talvez seja melhor tratar, pois pode ser a única chance".



Nota retirada do caderno Cotidiano do jornal Folha de São Paulo. Publicada no dia 10 de outubro de 2007.


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