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Terça-Feira,
17 de Julho de 2018




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Judeus e adventistas têm horário especial

Cerca de 15 mil alunos religiosos realizarão o ENEM em horário alternativo

São Paulo, 02 de dezembro de 2009

EDUCAÇÃO
Da Assessoria

O Exame Nacional do Ensino Médio- ENEM, que seria aplicado nos dias 3 e 4 de dezembro  foi cancelado por suspeitas de que o conteúdo das provas tenha vazado em São Paulo, e foi adiado para os dias 5 e 6 de dezembro.

O Supremo Tribunal Federal – STF, suspendeu a decisão que concedia aos alunos judeus o direito de fazer o Enem em uma data alternativa. Cerca de 15 mil estudantes farão a prova do Enem em um horário especial, neste sábado. São candidatos religiosos, em sua maioria judeus e adventistas, que consideram o sábado um dia sagrado, no qual não pode haver nenhuma atividade até o período noturno.

Para atender estes estudantes, o Inep - órgão do MEC (Ministério da Educação) responsável pela organização do Enem – disponibilizou salas especiais onde os religiosos ficarão isolados antes de começar a prova. Apesar de os sabatistas, como são chamados os alunos nessas condições, serem obrigados a chegar ao local de prova no mesmo horário dos demais estudantes – os portões fecham às 12h55, eles farão a prova só depois de o sol se pôr, a partir das 19h (horário de Brasília).

Para os adventistas, o sábado é um dia em que todas as suas atividades devem ser voltadas à sua crença. Os estudantes aproveitam a data para ir à igreja e confraternizar com os amigos – sempre por meio de práticas religiosas.

A comunidade adventista considerou positiva a alternativa oferecida pelo MEC. Segundo o diretor de liberdade religiosa da igreja na América Latina, pastor Edson Rosa, é a primeira vez que o governo abre este tipo de espaço para os religiosos.“É um reconhecimento e um respeito à crença individual de cada pessoa. Os alunos adventistas não vão ter nenhum privilégio e vão ser preservados da sua consciência”, comenta.

A estudante adventista Caroline Martins vai prestar vestibular para ciências contábeis e pela primeira vez fará a prova em um horário alternativo. “Eu achei muito interessante porque foi uma forma de respeitar a nossa doutrina. Quando soubemos que a prova seria no sábado, ficamos desesperados. Só Deus sabe o quanto a gente ficou feliz. Uma oportunidade como essa é muito difícil de acontecer. Para nós, adventistas, foi muito importante, eles não vão se arrepender de ter nos dado esta chance.

Caroline vai aproveitar às 7h de espera antes de começar a prova para “meditar em Deus e relaxar”. A estudante diz que não se importa com a decisão tomada pelo MEC.

Judeus

Assim como os adventistas, os judeus guardam o sábado para se dedicar à religião. No entanto, para estes estudantes, fazer a prova do Enem é uma tarefa complicada. Isto porque durante o Shabat- como é chamado período que vai do pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol de sábado, os judeus não podem executar nenhum tipo de trabalho. Isso inclui tarefas como cozinhar, andar de carro, pegar ônibus e carregar qualquer objeto, mesmo uma caneta ou um caderno.

O coordenador pedagógico do Centro Educacional de Religião Judaica, professor Osvaldo Piffer, explica a dificuldade que um aluno de sua escola teria para fazer o Enem. “Ele deveria levar um lanche para poder se alimentar durante a prova e o material com lápis, caneta e documentos no dia anterior do exame e deixar com alguém no local de prova. No dia, ele teria que fazer todo o percurso até o local a pé, chegar por volta de 12h, e esperar cerca de sete horas para começar a prova.

Para Piffer, todo este procedimento coloca o candidato judeu em condições de desigualdade com outros estudantes. Isso levou os alunos do centro educacional a entrarem com uma ação para que eles fizessem a prova em outra data – a decisão foi cassada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). ”Nós consideramos que este confinamento não é democrático, é anti-pedagógico. Nosso aluno entraria na prova em condição desigual e, por isso, eles entraram com a ação e nós apoiamos”, explica.

 

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